A recuperação do petróleo na sexta-feira, 8 de maio, não foi apenas um repique depois de quedas recentes. Foi uma reprecificação do risco geopolítico: após três dias de baixa, os contratos voltaram a subir porque novos confrontos entre Estados Unidos e Irã colocaram em dúvida um cessar-fogo frágil e reacenderam preocupações com o Estreito de Ormuz, rota essencial para embarques de petróleo e gás natural liquefeito [4][
6].
O que mudou depois de três dias de queda
No começo da semana, os preços haviam recuado porque investidores reagiram a relatos de que Washington e Teerã poderiam estar mais próximos de um acordo de paz, o que reduziria o medo imediato de interrupção no fornecimento [7][
10]. Essa leitura mais otimista perdeu força quando surgiram novas hostilidades.
A alta veio em meio a versões opostas sobre o confronto. O Irã acusou os EUA de violar um cessar-fogo de um mês; Washington, por sua vez, afirmou que suas ações foram retaliatórias depois que forças iranianas dispararam contra embarcações navais americanas que passavam pelo estreito [4]. Para o mercado, bastou a dúvida sobre a estabilidade do cessar-fogo para que a cautela voltasse aos preços.




