A queda do Ethereum abaixo de US$ 2.300 não veio de um único fator isolado. O movimento juntou três pressões ao mesmo tempo: a piora nos fluxos dos ETFs spot de ETH nos EUA, indicadores técnicos mais frágeis e sinais ambíguos de grandes carteiras, as chamadas baleias.
O gatilho mais claro foi a virada nos ETFs. O Ether caiu cerca de 4% em relação às máximas do meio da semana rumo à região de US$ 2.300 depois que os ETFs spot de Ethereum registraram US$ 75,94 milhões em saídas líquidas em 23 de abril, encerrando uma sequência de 10 dias de entradas que havia somado mais de US$ 630 milhões [1].
A virada dos ETFs foi o ponto de pressão mais visível
Os ETFs spot de Ethereum listados nos EUA vinham sustentando uma das principais narrativas de demanda no curto prazo. Em 23 de abril, no horário da Costa Leste dos EUA, esses produtos registraram US$ 75,94 milhões em resgates líquidos, interrompendo 10 pregões consecutivos de entradas [20]. Na prática, uma saída líquida significa que saiu mais dinheiro da categoria de ETFs do que entrou naquele pregão [
29].
Isso pesa porque entradas em ETFs costumam ser lidas pelo mercado como demanda marginal constante. Quando o fluxo vira para saída, a interpretação muda: investidores podem estar reduzindo exposição ou realizando resgates. Como a reversão veio logo depois de uma sequência forte de aportes, traders tiveram motivo para tratá-la como uma quebra do padrão positivo, não apenas como ruído diário [1].




