A provável passagem do Kin A pelo Estreito de Hormuz é uma notícia importante, mas não deve ser lida como sinal de “via livre”. O recado mais realista é outro: o petróleo iraquiano ainda consegue sair pelo gargalo entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, só que dentro de um corredor muito seletivo — sujeito a exceções, autorizações e avaliação política de cada navio, não a um fluxo comercial normalizado [26][
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O que se sabe sobre o Kin A/Helga
O Kin A, também identificado como Helga em algumas reportagens, é descrito como um VLCC — sigla em inglês para uma classe de superpetroleiro usada no transporte de grandes volumes de petróleo. Ele apareceu em telas de monitoramento em 2 de maio na região ao largo de Duqm, em Omã, depois de ter sido registrado mais de três dias antes apontando para o Estreito de Hormuz; antes disso, havia carregado no porto de Basra, no sul do Iraque [19].
Os relatos, porém, são cautelosos. O Moneycontrol, com base na Bloomberg, informou que o navio “parece” ter cruzado o estreito; se a viagem for confirmada, ele entraria em um grupo muito pequeno, de cerca de uma dúzia de VLCCs com cargas não iranianas que atravessaram Hormuz desde o início de março [26]. Antes disso, a Rudaw havia citado fontes do Ministério do Petróleo do Iraque segundo as quais o HELGA, com bandeira de Comores, obteve aprovação do Irã para passar por Hormuz depois de carregar cerca de 2 milhões de barris em Basra .




