Resposta curta: em geral, não é recomendável transferir hoje se o ultrassom confirmar líquido dentro da cavidade endometrial e ele ainda estiver presente no momento da transferência. A abordagem mais prudente costuma ser repetir a avaliação, acompanhar de perto e, se o líquido persistir, adiar ou cancelar a transferência para não colocar o embrião em um ambiente potencialmente desfavorável.[2][
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Isso não substitui a decisão do seu médico. Em reprodução assistida, detalhes como volume do líquido, espessura do endométrio, tipo de ciclo, histórico de hidrossalpinge, presença de SOP e qualidade/raridade do embrião mudam a conduta.
O que significa esse achado no ultrassom
O líquido na cavidade endometrial — chamado em inglês de endometrial cavity fluid, ou ECF — é uma coleção de fluido dentro do espaço onde o embrião deve se implantar. Ele não é tão comum nos ciclos de fertilização in vitro, mas, quando aparece perto do dia da transferência, merece atenção.[6]
A preocupação principal é simples: a cavidade uterina idealmente deve estar receptiva e sem acúmulo de líquido no momento em que o embrião é colocado. Estudos associam líquido persistente antes ou no dia da transferência a falha de implantação e a desfechos gestacionais piores em FIV/ICSI.




