A ameaça que hoje aparece avançando mais rápido que o desmatamento clássico na Amazônia é a degradação florestal: o dano à floresta que continua em pé. Reportagens recentes apontam que ela é impulsionada por queimadas, seca e exploração madeireira, afeta cerca de 40% da Amazônia e superou o corte raso nos últimos anos [6].
Essa diferença importa porque uma área ainda verde no mapa não é, necessariamente, uma floresta saudável. Ela pode permanecer de pé enquanto perde biodiversidade, carbono armazenado e capacidade de se recuperar de novos choques [3][
6].
Degradação não é o mesmo que desmatamento
Desmatamento é a remoção direta da cobertura florestal, como no corte raso. Degradação florestal é outra coisa: é a perda de saúde e de função ecológica em uma floresta que não desapareceu do mapa.
Na Amazônia, as principais forças associadas à degradação nas análises recentes são queimadas, exploração madeireira e seca [6]. Revisões científicas também alertam que, embora o desmatamento amazônico seja amplamente documentado, a degradação já tem impactos importantes sobre biodiversidade e carbono [
3].




