Na prática, sustentabilidade aqui não é uma pergunta ambiental, mas econômica: esse volume de investimento consegue se pagar?
A resposta curta é: talvez — e só sob condições. As maiores plataformas de nuvem conseguem absorver uma expansão pesada no curto prazo melhor do que concorrentes menores. Mas a tese só fica realmente sólida se a demanda empresarial por IA virar receita recorrente, uso alto da infraestrutura e margens saudáveis.
A onda de capex deixou de ser ajuste de rotina
As estimativas variam porque incluem empresas diferentes e foram feitas em momentos distintos. Ainda assim, todas apontam para a mesma direção: a corrida por infraestrutura de IA ficou enorme.
O Futurum Group estimou que Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta e Oracle comprometeram entre US$ 660 bilhões e US$ 690 bilhões em gastos de capital, o capex, em 2026, quase o dobro dos níveis de 2025 [5]. A Campaign US informou separadamente que Meta, Microsoft, Alphabet e Amazon estavam a caminho de gastar mais de US$ 650 bilhões em investimentos de IA em 2026, com recursos destinados a data centers, chips especializados e sistemas de resfriamento líquido [
7]. Depois, o Business Insider relatou que Amazon, Microsoft, Meta e Google planejavam até US$ 725 bilhões em capex em 2026 após atualizações de resultados do primeiro trimestre [
14].
A SiliconRepublic também informou que um pacote de gastos de capital de cerca de US$ 650 bilhões representaria alta de 60% sobre os US$ 410 bilhões de 2025 e de 165% sobre os US$ 245 bilhões do ano anterior [9]. Ou seja: isso já não parece uma expansão normal de nuvem. É uma corrida estratégica por capacidade computacional.




