Meta não parece estar pensando em IA apenas como uma caixa de perguntas e respostas. Segundo relatos do Financial Times citados pela Reuters, a empresa desenvolve um assistente de inteligência artificial altamente personalizado, capaz de executar tarefas cotidianas para seus bilhões de usuários [19]. A promessa combina com o alcance de Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger. Mas ela também explica por que Wall Street acompanha de perto a fatura: quanto mais a IA deixa de só responder e passa a agir, maior tende a ser a exigência de infraestrutura.
O que a Meta estaria construindo?
Os relatos descrevem a iniciativa como uma IA “agentiva” — ou “agentic AI”, no termo em inglês usado pelo mercado. A diferença está no objetivo: não apenas gerar texto, resumir informações ou sugerir caminhos, mas executar tarefas em nome do usuário. Segundo o Financial Times, citado pela Reuters, a Meta desenvolve ferramentas agentivas, incluindo um assistente digital avançado apoiado por seu novo modelo de IA Muse Spark [19].
Um caminho citado é o comércio dentro das redes sociais. A Meta planeja integrar uma ferramenta separada de compras agentivas ao Instagram, segundo o mesmo relato [19]. Se isso avançar, a IA entraria em um ambiente onde usuários já descobrem produtos, interagem com marcas e conversam com empresas.
Ainda não se trata, porém, de um lançamento amplo ao público. O The Star, citando a Reuters, informou que o assistente está sendo testado internamente por um grupo de funcionários, com o objetivo de desenvolver um produto semelhante ao OpenClaw . Separadamente, o veículo The Information relatou que a Meta treina um agente interno de IA com codinome “Hatch”, inspirado no OpenClaw, com meta de concluir testes internos até o fim de junho . A Reuters também informou que a Meta não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o relato .




