Risco zero de exposição a recursos ilícitos não é uma promessa realista para a Binance nem para qualquer exchange cripto de grande porte. O critério mais defensável é outro: a plataforma consegue operar um programa sério, proporcional e baseado em risco para prevenir lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, capaz de reduzir, detectar, comunicar e responder a atividades suspeitas? [2][
5]
O padrão real: controlar risco, não prometer perfeição
As orientações do GAFI/FATF — o organismo internacional que define padrões contra lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo — tratam a abordagem baseada em risco como peça central para aplicar regras de PLD/FT a ativos virtuais e a prestadores de serviços de ativos virtuais, conhecidos pela sigla VASP [5]. Um relatório da ONU sobre contraterrorismo também descreve a Recomendação 15 do GAFI/FATF como uma estrutura para regular ou proibir ativos virtuais por meio da identificação, avaliação e gestão de riscos específicos [
2].
Essa diferença importa. Para prometer “exposição zero”, uma exchange teria de conhecer, antes de qualquer alerta aparecer, todo o histórico, a propriedade, a intenção e os movimentos futuros de cada cliente, carteira, ativo e contraparte. Não é esse o padrão regulatório descrito nas orientações disponíveis. O que se cobra é que os controles sejam proporcionais aos riscos enfrentados pela plataforma e que funcionem para mitigar e responder a atividades suspeitas .




