O ISW avaliou em 2 de maio que o ritmo de avanço russo vinha caindo de forma constante desde novembro de 2025 . A sequência mês a mês ajuda a dimensionar a mudança:
Há uma ressalva importante sobre os mapas: os números de março e abril citados nas análises não incluem certas operações de infiltração russas nem áreas em que tropas russas podem ter entrado sem estabelecer controle efetivo . Ou seja, eles medem território controlado, não toda presença russa perto ou atrás da linha de frente.
Na avaliação de 31 de março, o ISW afirmou que os avanços russos haviam desacelerado à medida que as forças ucranianas continuaram disputando a iniciativa em diferentes setores da frente por um período prolongado . Reportagens sobre a desaceleração de março também destacaram ações contraofensivas locais da Ucrânia, inclusive no sudeste, como um fator relevante
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Esse tipo de pressão não precisa virar uma grande ruptura para fazer diferença. Se unidades russas precisam defender posições recém-tomadas, responder a sondagens ucranianas ou deslocar reservas entre setores, sobra menos liberdade para concentrar forças no ataque seguinte. O resultado pode ser menos avanço por mais esforço — ou, como em abril, perda líquida de território segundo a medição do ISW .
A UNN, citando analistas militares e dados de acompanhamento da linha de frente, relatou que o ritmo da ofensiva russa piorou em parte porque drones estão tornando as operações russas mais difíceis, ao lado de problemas para recrutar soldados por contrato .
O ponto não é que drones, sozinhos, tenham parado a Rússia. Num campo de batalha marcado por drones, assaltos terrestres repetidos tendem a custar mais e a ser mais difíceis de explorar. Quando os ganhos mensais caem para poucas dezenas de quilômetros quadrados — ou ficam negativos — qualquer aumento de atrito reduz ainda mais o retorno dos ataques .
O CSIS descreveu a guerra russa como uma campanha de custos extraordinários para ganhos mínimos e estimou que as forças russas haviam sofrido quase 1,2 milhão de baixas desde fevereiro de 2022 . A mesma análise afirmou que, depois de tomar a iniciativa em 2024, as ofensivas russas mais importantes avançaram em média apenas 15 a 70 metros por dia
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Esse quadro ajuda a explicar por que o recrutamento importa. A UNN relatou que a Rússia enfrenta dificuldades para recrutar soldados por contrato em número suficiente, o que limita sua capacidade de sustentar o ritmo de assaltos de alto custo que produziu ganhos restritos em 2024 e 2025 . Moscou ainda consegue atacar, mas os dados recentes sugerem retornos territoriais decrescentes
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O ISW apontou outros fatores para a queda do ritmo russo desde o fim de 2025: contra-ataques terrestres ucranianos, ataques ucranianos de médio alcance, o bloqueio em fevereiro de 2026 ao uso russo de terminais Starlink na Ucrânia e tentativas do Kremlin de restringir o Telegram . A avaliação de 31 de março também afirmou que esses elementos agravaram problemas já existentes nas Forças Armadas russas
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Esses fatores não precisam destruir formações russas inteiras para pesar. Basta dificultar a coordenação, a concentração de tropas, o abastecimento e a passagem de pressão local para ganhos operacionais maiores. Isso ajuda a explicar por que a Rússia ainda consegue lançar ataques, mas tem mais dificuldade para transformá-los em avanço rápido .
A desaceleração enfraquece a ideia de que a Rússia esteja perto de tomar rapidamente todo o Donbas, no leste da Ucrânia. A UNN, citando analistas militares e dados de organizações que acompanham a linha de frente, informou que o Exército russo atualmente não consegue capturar rapidamente toda a região .
Isso não significa que a Ucrânia esteja prestes a retomar grandes áreas. Significa que, nas fontes disponíveis, o quadro aponta para uma ofensiva lenta, custosa e de rendimento decrescente — não para um colapso iminente da defesa ucraniana nem para uma marcha russa rápida. A conclusão mais segura é mais estreita: até abril de 2026, a ofensiva russa produzia muito menos território pelo custo imposto e, em abril, resultou em perda líquida segundo a medição do ISW .
As fontes disponíveis não provam que a desaceleração seja permanente. Dados mensais de linha de frente podem mudar, e as contagens territoriais do ISW trazem ressalvas explícitas sobre infiltração e controle efetivo .
Ainda assim, o padrão recente é claro: o avanço russo desacelerou porque a Ucrânia vem disputando a iniciativa, enquanto as forças russas enfrentam drones, contra-ataques, ataques de médio alcance, pressão sobre comunicações, dificuldade de recrutamento e atrito operacional. A Rússia continua capaz de atacar, mas os dados recentes descrevem uma ofensiva de retornos decrescentes, não uma corrida rápida pelo território ucraniano .