As ações da Intel fecharam a US$ 104,70 em 9 de outubro, recuo de 2,22%. O movimento ocorreu enquanto investidores avaliavam quanto a empresa poderá ganhar com a Terafab, projeto de fabricação de chips de Elon Musk. O CEO da Intel, Lip-Bu Tan, confirmou que a companhia seguirá envolvida, mas não informou o tamanho do trabalho, os termos financeiros nem a receita que a iniciativa poderá gerar.
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O que as informações disponíveis sustentam é a queda naquele pregão e a incerteza em torno da Terafab. Elas não confirmam de forma independente a alegação de perdas ao longo de cinco sessões ou a comparação de volume negociado; por isso, esses números não devem ser tratados como explicação para a baixa.
Permanecer no projeto não responde à principal dúvida
A Intel foi a primeira parceira de fabricação de chips anunciada publicamente para a Terafab. Até então, seu processo de próxima geração, o 14A, era a única tecnologia de fabricação citada para o projeto.
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25 Por isso, a confirmação de Musk de que havia conversas iniciais com a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC) levantou uma questão para os investidores: a função da Intel poderia mudar, mesmo que ela permanecesse no projeto? As conversas foram descritas como preliminares, sem acordo anunciado.
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Em 7 de outubro, Tan reafirmou que a Intel continuaria trabalhando com a Terafab. Ele falou antes de um evento em Tóquio que marcava o 50º ano de operações da Intel no Japão.
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5 Mas a declaração não especificou o volume de trabalho da empresa nem confirmou quanto — ou se — o projeto renderá. Depois das declarações, reportagens ainda apontavam a falta de clareza sobre o papel específico da Intel como uma preocupação dos investidores.
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Conversas com a TSMC não significam que ela assumirá a fábrica
Musk afirmou que suas empresas vão construir e operar a Terafab e que a TSMC poderia sublocar parte das instalações. Essa descrição não sustenta a interpretação de que a TSMC assumirá a fábrica, mas também não esclarece se a empresa poderá ter outra função ou como as responsabilidades serão divididas.
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A distinção é importante para a Intel. Continuar vinculada a um projeto não significa necessariamente ser a principal fabricante nem ter um volume de trabalho garantido. As informações disponíveis não definem as responsabilidades exatas da Intel nem confirmam se a Intel Foundry receberá encomendas de fabricação da Terafab.
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O que a Intel pode ganhar — e o que ainda não foi divulgado
O principal ponto em aberto são os termos comerciais. As informações disponíveis não detalham o investimento da Intel, suas obrigações contratuais, eventuais taxas de licenciamento, garantias de compra ou quando a receita poderia ser reconhecida.
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Dependendo do acordo que vier a ser estabelecido, a contribuição da Intel poderia envolver acesso ou licenciamento de tecnologia, apoio de engenharia, fabricação ou outros serviços. São possibilidades de modelo comercial, não termos confirmados. As informações atuais não mostram quais delas, se alguma, serão aplicadas — nem se a Intel receberá por fabricar wafers em suas próprias fábricas.
É por isso que a associação a um projeto de grande visibilidade não basta para responder às dúvidas sobre as perspectivas da Intel Foundry. Participar não equivale a ter uma encomenda divulgada; e a escolha de um processo não comprova um retorno financeiro específico.
O que observar no próximo balanço da Intel
A divulgação dos resultados do terceiro trimestre, prevista para 29 de outubro, será uma oportunidade próxima para avaliar o desempenho operacional da empresa. A margem bruta é apontada como um dos principais indicadores no radar dos investidores.
9 Segundo as informações fornecidas, a Intel registrou cerca de US$ 16,1 bilhões em receita no segundo trimestre, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior.
49 Para o terceiro trimestre, a projeção divulgada pela empresa foi de receita entre US$ 15,8 bilhões e US$ 16,8 bilhões, lucro por ação não GAAP de US$ 0,38 e margem bruta não GAAP de 42%.
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Essas projeções servem como referência para o desempenho geral da Intel, não como previsão de receita da Terafab. Para avaliar se o projeto pode contribuir de forma relevante para os negócios de fabricação de chips da empresa, ainda serão necessários detalhes mais claros sobre os termos comerciais e o papel da Intel.
Em sua cobertura de 9 de outubro, a MarketBeat informou que a recomendação média dos analistas era “Manter” e que o preço-alvo consensual era de US$ 109,06. Trata-se de uma estimativa de analistas, não de uma garantia de desempenho futuro.
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Por enquanto, a explicação mais bem sustentada para a queda de 9 de outubro é que a confirmação da permanência da Intel na Terafab não eliminou as dúvidas sobre o valor dessa participação. Os próximos sinais relevantes serão detalhes comerciais concretos e, separadamente, a evolução dos resultados da empresa em relação às projeções financeiras.