O Goldman Sachs restringiu o acesso ao Claude Code, da Anthropic, e a ferramentas de programação com IA do GitHub. As orientações internas, atualizadas em outubro, passaram a limitar o uso desses recursos a profissionais de engenharia, depois de meses em que banqueiros também podiam utilizá-los.
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A mudança veio após uma avaliação que considerou produtividade e gestão de riscos, segundo a explicação do banco. O que não foi divulgado são os resultados detalhados dessa análise: não há dados públicos que indiquem quais riscos específicos pesaram na decisão ou como a produtividade foi medida.
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O que mudou para banqueiros e traders
Antes da restrição, funcionários de outras áreas também recorriam às ferramentas em tarefas de trabalho. Alguns traders as usavam para acompanhar fluxos de negociação de clientes, modelar mudanças e posições de mercado e produzir textos e materiais gráficos. Com a nova orientação, a maioria dos banqueiros e traders perdeu acesso, o que gerou frustração entre parte da equipe, segundo relatos citados pela Bloomberg.
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A decisão, portanto, não significa que o Goldman Sachs tenha proibido todo uso de inteligência artificial. O que foi restringido são essas ferramentas específicas, voltadas à programação. As informações disponíveis também não esclarecem se os funcionários ainda podem realizar as mesmas tarefas com outros recursos ou processos aprovados.
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Por que algumas funções ligadas a trading mantiveram acesso
Relatos mencionam uma exceção para os chamados “strats”, profissionais cujas funções combinam atividades quantitativas ou de trading com engenharia de software. Isso sugere que o critério de acesso está ligado ao tipo de trabalho realizado — e não simplesmente ao fato de alguém poder se beneficiar de programação. As regras completas de elegibilidade, porém, não foram detalhadas publicamente.
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Uma mudança em relação à fase de experimentação
A restrição contrasta com o apoio anterior do diretor de informação do banco, Marco Argenti, à experimentação de funcionários sem formação técnica com ferramentas de IA. A ideia era criar protótipos que engenheiros poderiam desenvolver depois. Essa defesa da experimentação ajuda a entender por que a nova política pode parecer uma guinada, mas não demonstra que o Goldman Sachs tenha abandonado seus projetos de prototipagem ou a adoção de IA como um todo.
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O que se sabe — e o que continua em aberto
O motivo apresentado pelo banco foi uma avaliação de fatores como produtividade e gestão de riscos. As informações disponíveis não confirmam que preocupações específicas com cibersegurança, custos ou conformidade tenham sido a causa da decisão.
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A conclusão mais precisa é que, após um período de testes, o Goldman Sachs passou a restringir ferramentas avançadas de programação com IA a um grupo mais ligado à engenharia. A explicação pública aponta os temas considerados na revisão, mas não revela suas conclusões em detalhe nem define com precisão todos os limites de acesso.