A baixa mais imediata da lesão de Robinson é o seu entrosamento no jogo de dois homens com o armador Jalen Brunson. A química deles no pick-and-roll é um elemento fundamental do ataque de meia-quadra do time de Nova York. Robinson atua como um espaçador vertical que força as defesas a se preocuparem com a ameaça de uma ponte aérea em cada rolamento para o garrafão. Essa gravidade simplifica as decisões de Brunson, que pode parar para seu arremesso de meia-distância letal se a defesa recuar, ou lançar a bola para o alto se ela se comprometer demais com a marcação .
Sem Robinson, as defesas adversárias podem se sobrecarregar nas infiltrações de Brunson com menos medo de uma finalização acima do aro. Jogadores como Ariel Hukporti podem absorver minutos, mas são incapazes de replicar o timing, a impulsão vertical e o temor específico que Robinson planta nos defensores que chegam na ajuda . O ataque se torna mais dependente dos arremessos de tração e da pontaria do perímetro de Brunson, perdendo as cestas fáceis e de alto aproveitamento que a presença de Robinson garantia.
Um dos desenvolvimentos táticos de maior impacto do técnico Mike Brown nesta temporada foi a formação com Mitchell Robinson e Karl-Anthony Towns lado a lado no garrafão. Embora Brown inicialmente a chamasse de um trabalho em andamento, a dupla começava a mostrar um enorme potencial. Durante a temporada regular, a parceria Towns-Robinson atuou por 265 minutos juntos e superou os adversários por 6,3 pontos a cada 100 posses de bola . Nos playoffs, Brown os utilizou em momentos cruciais, incluindo uma janela decisiva no Jogo 5 contra o Atlanta Hawks, em que os Knicks abriram seis pontos de vantagem em apenas cinco minutos com os dois em quadra
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Essa opção agora se desfaz. Sem Robinson, os Knicks precisam escalar Towns exclusivamente como pivô, expondo ainda mais suas limitações defensivas, ou recorrer a formações mais baixas que sacrificam altura e poder de rebote. A perda dessa dupla não é apenas uma baixa estatística, mas a eliminação de um trunfo que Brown poderia usar para mudar a dinâmica de uma partida.
Apesar do tom alarmante, há um fio de otimismo vindo dos bastidores. O jornalista Ian Begley, da SNY, reportou que Robinson "vai brigar para jogar" e que seu desejo de estar em quadra é enorme, mas que a decisão final caberá ao departamento médico dos Knicks . Especialistas em medicina esportiva, como o Dr. Brian Sutterer, sugerem que, se a fratura não exigir cirurgia, uma tala pode permitir que o jogador atue. Em média, jogadores com fraturas não cirúrgicas no mindinho perdem cerca de 3,5 jogos (aproximadamente nove dias), enquanto intervenções cirúrgicas elevam esse tempo para 15,6 jogos (cerca de 34 dias)
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O silêncio oficial da franquia sobre o cronograma, no entanto, mantém a comissão técnica no escuro. O Jogo 1 está marcado para quarta-feira, 3 de junho, fora de casa, contra o vencedor da final da Conferência Oeste entre Oklahoma City Thunder ou San Antonio Spurs . Resta saber se Robinson conseguirá estar em quadra para o início da série ou se os Knicks terão que navegar por águas turbulentas sem sua âncora defensiva.