A gigante estatal SAIC está entre as mais agressivas no cronograma, com uma estratégia que vai das baterias semissólidas às totalmente sólidas.
A Changan está apostando alto na autonomia e na validação da tecnologia em diferentes plataformas.
A Geely, dona de marcas como Volvo e Zeekr, está focada em uma demonstração prática da tecnologia em larga escala.
O GAC Group foi um dos primeiros a materializar uma linha de produção piloto em escala real.
A montadora mais antiga da China está usando sua marca de luxo Hongqi para liderar a implementação.
Além dessas seis, outras montadoras como Chery e Dongfeng também estão com a meta em 2027, construindo suas próprias linhas piloto e ajustando cronogramas
.
Apesar da enxurrada de anúncios, o especialista Ouyang Minggao, uma das maiores autoridades em veículos de nova energia da China, joga um balde de água fria no otimismo exagerado. Ele afirma que a verdadeira produção em massa ainda está a pelo menos 3 a 5 anos de distância . Os principais desafios são:
Para não depender apenas da iniciativa privada, o governo chinês está construindo ativamente a infraestrutura regulatória para acelerar e dar segurança à comercialização da tecnologia:
Essas medidas sinalizam que Pequim está apostando alto na tecnologia, criando as bases para um salto de inovação que busca consolidar sua liderança global no setor de veículos elétricos. A corrida, portanto, não é apenas tecnológica, mas também uma questão de política industrial estratégica. A era das baterias quase mágicas está mais próxima, mas, como mostra a realidade, 2027 será apenas o prólogo de uma transformação que acontecerá de forma gradual ao longo da próxima década.