Os dados são referentes a seis coortes de expansão totalmente recrutadas, somando 81 pacientes. Este é um sinal inicial, mas relevante, de que a inibição da enzima ERAP1 pode ser uma ferramenta para superar a resistência secundária à terapia anti-PD-1 . Todos os pacientes tinham doença em progressão após imunoterapia prévia. A falta de opções eficazes para esses casos faz com que qualquer resposta duradoura chame a atenção — e o estudo relatou que múltiplos pacientes ficaram mais de seis meses sem progressão da doença .
A maior taxa de resposta objetiva (ORR, na sigla em inglês) foi observada no carcinoma urotelial (um tipo de câncer de bexiga e vias urinárias), com 36%, onde 5 de aproximadamente 14 pacientes avaliáveis tiveram uma resposta parcial confirmada . Pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (NSCLC) apresentaram uma ORR de 21% (3 de 14 pacientes avaliáveis) . Já o câncer colorretal com estabilidade de microssatélites (MSS-CRC) sem metástases hepáticas — uma população notoriamente resistente à imunoterapia — registrou uma ORR de cerca de 17%, com 2 de aproximadamente 12 pacientes avaliáveis respondendo ao tratamento .
Respostas parciais também foram documentadas em carcinoma hepatocelular (2 pacientes), câncer de colo do útero (2 pacientes) e carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço (1 paciente), embora o número total de pacientes avaliáveis para essas coortes específicas não tenha sido detalhado .
É fundamental contextualizar esses números. Este foi um estudo de Fase 1b, aberto e de braço único, sem um grupo comparador randomizado. Portanto, os resultados não permitem separar definitivamente o efeito do GRWD5769 de um possível efeito da reexposição ao anti-PD-1 ou de um viés na seleção dos pacientes . Ainda assim, a consistência dos sinais de resposta em vários tipos de tumor de difícil tratamento gera otimismo na comunidade médica.
O estudo também mediu o que se chama de “benefício clínico durável” (Durable Clinical Benefit – DCB), definido como a sobrevida livre de progressão superior a seis meses. Na data do corte dos dados, a taxa de DCB foi de 55% para NSCLC, 51% para MSS-CRC, 38% para cabeça e pescoço, 36% para carcinoma urotelial, 32% para carcinoma hepatocelular e 18% para câncer de colo do útero . Esses números descrevem a proporção de pacientes cuja doença permaneceu controlada por pelo menos seis meses, não apenas aqueles cujos tumores diminuíram. Na coorte de MSS-CRC, onde os inibidores de checkpoint costumam ter taxas de resposta abaixo de 10%, uma taxa de controle da doença de 51% em seis meses é um sinal muito encorajador.
Do ponto de vista da segurança, a combinação de GRWD5769 com cemiplimabe foi bem tolerada em todas as coortes. “Nenhuma preocupação de segurança” foi relatada e não houve novos sinais de toxicidade que interrompessem o desenvolvimento, segundo a empresa . Dados anteriores da fase de escalonamento de dose em monoterapia, publicados em 2024, já mostravam um perfil de segurança limpo, sem reações adversas graves relacionadas ao tratamento, sem eventos adversos imunomediados e sem toxicidades limitantes de dose nas doses testadas .
O GRWD5769 é um inibidor oral inédito da Aminopeptidase 1 do Retículo Endoplasmático (ERAP1), uma enzima que atua como uma “tesoura” molecular dentro das células. Ela corta fragmentos de proteínas (peptídeos) no retículo endoplasmático, que depois são apresentados na superfície celular pelas moléculas de MHC de classe I, funcionando como uma “bandeira” para o sistema imune. Ao inibir a ERAP1, o medicamento altera quais “bandeiras” as células tumorais exibem, fazendo com que as células T de defesa voltem a reconhecê-las como uma ameaça a ser eliminada . A lógica é que essa nova paisagem de antígenos pode despertar uma resposta imune que havia se tornado tolerante ao tumor, especialmente quando combinada com um inibidor de checkpoint como o cemiplimabe, que “tira o freio” das células T .
Em 2024, a Greywolf já havia demonstrado no ASCO a prova de mecanismo do seu tratamento, mostrando uma modulação dependente da dose do “imunopeptidoma” em pacientes com câncer — a primeira vez que o imunopeptidoma humano foi manipulado farmacologicamente com intenção terapêutica . Os dados de 2026 agora transformam essa evidência farmacodinâmica em respostas clínicas concretas.
O estudo EMITT-1 continua em andamento como um ensaio modular de Fase 1/2, avaliando o GRWD5769 sozinho e em combinação com cemiplimabe em vários tipos de tumores sólidos. Os centros de pesquisa estão ativos na Austrália, Espanha e Reino Unido . Com base nesses resultados, a empresa planeja avançar no desenvolvimento para pacientes com resistência secundária a anti-PD-1 e câncer colorretal MSS, duas populações com uma necessidade extrema de novas terapias e onde os primeiros sinais são promissores .
Os dados são referentes a seis coortes de expansão totalmente recrutadas, somando 81 pacientes. Este é um sinal inicial, mas relevante, de que a inibição da enzima ERAP1 pode ser uma ferramenta para superar a resistência secundária à terapia anti-PD-1 . Todos os pacientes tinham doença em progressão após imunoterapia prévia. A falta de opções eficazes para esses casos faz com que qualquer resposta duradoura chame a atenção — e o estudo relatou que múltiplos pacientes ficaram mais de seis meses sem progressão da doença .
A maior taxa de resposta objetiva (ORR, na sigla em inglês) foi observada no carcinoma urotelial (um tipo de câncer de bexiga e vias urinárias), com 36%, onde 5 de aproximadamente 14 pacientes avaliáveis tiveram uma resposta parcial confirmada . Pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (NSCLC) apresentaram uma ORR de 21% (3 de 14 pacientes avaliáveis) . Já o câncer colorretal com estabilidade de microssatélites (MSS-CRC) sem metástases hepáticas — uma população notoriamente resistente à imunoterapia — registrou uma ORR de cerca de 17%, com 2 de aproximadamente 12 pacientes avaliáveis respondendo ao tratamento .
Respostas parciais também foram documentadas em carcinoma hepatocelular (2 pacientes), câncer de colo do útero (2 pacientes) e carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço (1 paciente), embora o número total de pacientes avaliáveis para essas coortes específicas não tenha sido detalhado .
É fundamental contextualizar esses números. Este foi um estudo de Fase 1b, aberto e de braço único, sem um grupo comparador randomizado. Portanto, os resultados não permitem separar definitivamente o efeito do GRWD5769 de um possível efeito da reexposição ao anti-PD-1 ou de um viés na seleção dos pacientes . Ainda assim, a consistência dos sinais de resposta em vários tipos de tumor de difícil tratamento gera otimismo na comunidade médica.
O estudo também mediu o que se chama de “benefício clínico durável” (Durable Clinical Benefit – DCB), definido como a sobrevida livre de progressão superior a seis meses. Na data do corte dos dados, a taxa de DCB foi de 55% para NSCLC, 51% para MSS-CRC, 38% para cabeça e pescoço, 36% para carcinoma urotelial, 32% para carcinoma hepatocelular e 18% para câncer de colo do útero . Esses números descrevem a proporção de pacientes cuja doença permaneceu controlada por pelo menos seis meses, não apenas aqueles cujos tumores diminuíram. Na coorte de MSS-CRC, onde os inibidores de checkpoint costumam ter taxas de resposta abaixo de 10%, uma taxa de controle da doença de 51% em seis meses é um sinal muito encorajador.
Do ponto de vista da segurança, a combinação de GRWD5769 com cemiplimabe foi bem tolerada em todas as coortes. “Nenhuma preocupação de segurança” foi relatada e não houve novos sinais de toxicidade que interrompessem o desenvolvimento, segundo a empresa . Dados anteriores da fase de escalonamento de dose em monoterapia, publicados em 2024, já mostravam um perfil de segurança limpo, sem reações adversas graves relacionadas ao tratamento, sem eventos adversos imunomediados e sem toxicidades limitantes de dose nas doses testadas .
O GRWD5769 é um inibidor oral inédito da Aminopeptidase 1 do Retículo Endoplasmático (ERAP1), uma enzima que atua como uma “tesoura” molecular dentro das células. Ela corta fragmentos de proteínas (peptídeos) no retículo endoplasmático, que depois são apresentados na superfície celular pelas moléculas de MHC de classe I, funcionando como uma “bandeira” para o sistema imune. Ao inibir a ERAP1, o medicamento altera quais “bandeiras” as células tumorais exibem, fazendo com que as células T de defesa voltem a reconhecê-las como uma ameaça a ser eliminada . A lógica é que essa nova paisagem de antígenos pode despertar uma resposta imune que havia se tornado tolerante ao tumor, especialmente quando combinada com um inibidor de checkpoint como o cemiplimabe, que “tira o freio” das células T .
Em 2024, a Greywolf já havia demonstrado no ASCO a prova de mecanismo do seu tratamento, mostrando uma modulação dependente da dose do “imunopeptidoma” em pacientes com câncer — a primeira vez que o imunopeptidoma humano foi manipulado farmacologicamente com intenção terapêutica . Os dados de 2026 agora transformam essa evidência farmacodinâmica em respostas clínicas concretas.
O estudo EMITT-1 continua em andamento como um ensaio modular de Fase 1/2, avaliando o GRWD5769 sozinho e em combinação com cemiplimabe em vários tipos de tumores sólidos. Os centros de pesquisa estão ativos na Austrália, Espanha e Reino Unido . Com base nesses resultados, a empresa planeja avançar no desenvolvimento para pacientes com resistência secundária a anti-PD-1 e câncer colorretal MSS, duas populações com uma necessidade extrema de novas terapias e onde os primeiros sinais são promissores .