O principal diferencial do Spurs no Jogo 4 foi tático.
San Antonio deixou de usar armadilhas agressivas e dobras constantes em Shai Gilgeous‑Alexander, preferindo marcá‑lo com um defensor primário enquanto os jogadores de ajuda protegiam o centro do garrafão.
Com isso, a defesa conseguiu permanecer mais próxima dos arremessadores do Thunder no perímetro.
Outro detalhe importante foi o posicionamento de Wembanyama. O Spurs manteve o pivô mais próximo da cesta, potencializando sua capacidade de bloquear ou alterar arremessos.
Os números mostram o impacto dessa estratégia:
O Oklahoma City Thunder entrou em quadra com problemas de rotação.
O armador Ajay Mitchell foi descartado com uma distensão na panturrilha, após sair lesionado no Jogo 3.
Isso teve impacto porque a profundidade do elenco vinha sendo uma vantagem clara do Thunder na série. No Jogo 3, os reservas de OKC dominaram completamente, superando o banco do Spurs por 76–23.
No Jogo 4, porém, o cenário mudou.
A diferença foi mínima e eliminou uma das principais armas do Thunder nos primeiros jogos.
San Antonio também se beneficiou de ter seu armador titular totalmente disponível.
De’Aaron Fox, que havia perdido os dois primeiros jogos da série devido a uma entorse no tornozelo, contribuiu com 12 pontos, 10 rebotes e 5 assistências.
Sua presença trouxe equilíbrio ao time em três áreas importantes:
Com Fox novamente integrado ao quinteto principal, o Spurs conseguiu recuperar a estrutura normal do seu backcourt após os problemas físicos do início da série.
Ao combinar defesa de elite com o talento ofensivo de Wembanyama, o Spurs produziu uma das atuações mais completas da equipe nestes playoffs.
San Antonio conseguiu:
Com a série empatada 2–2, o confronto passa a ser, na prática, uma melhor de três jogos. E com a defesa mostrada no Jogo 4, o Spurs volta a acreditar que pode transformar essa final do Oeste em um caminho rumo às Finais da NBA.