As investigações se concentraram em campanhas de phishing, disseminação de malware e golpes online em larga escala, que atingiram indivíduos e empresas na região.
A operação reuniu forças policiais de diversos países do Oriente Médio e do Norte da África:
A INTERPOL, organização internacional de cooperação policial com sede em Lyon, na França, atuou como centro de coordenação, permitindo que investigadores compartilhassem dados sobre suspeitos, domínios maliciosos e infraestrutura digital usada pelas redes criminosas.
Alguns países relataram operações de destaque durante a ofensiva:
Jordânia – Autoridades interromperam infraestrutura usada em campanhas de phishing e prenderam suspeitos ligados a fraudes digitais direcionadas a pessoas e empresas.
Argélia – Investigadores desmantelaram sistemas utilizados em golpes online e identificaram suspeitos ligados a redes de fraude que atuavam em vários países.
Marrocos – A polícia apreendeu computadores, smartphones e discos externos contendo dados bancários e softwares usados em campanhas de phishing.
Catar – As autoridades ajudaram a localizar e derrubar servidores e sistemas utilizados para sustentar operações de fraude online.
Essas ações contribuíram para desmontar partes importantes da infraestrutura técnica usada por redes criminosas.
A Operação Ramz destacou a importância da cooperação internacional no combate ao cibercrime, que frequentemente opera além das fronteiras nacionais.
A INTERPOL coordenou o intercâmbio de inteligência entre os países participantes, permitindo rastrear rapidamente servidores, identificar suspeitos e realizar prisões de forma sincronizada.
Além disso, empresas privadas de cibersegurança tiveram papel relevante ao fornecer dados de inteligência sobre ameaças digitais. Companhias como Group‑IB e Kaspersky compartilharam informações sobre campanhas de phishing, atividades de malware e redes de fraude, ajudando investigadores a localizar infraestrutura criminosa e identificar suspeitos.
A operação demonstra como ações regionais coordenadas estão se tornando essenciais para enfrentar o cibercrime, que costuma usar servidores distribuídos, identidades falsas e sistemas de pagamento digitais para ocultar suas atividades.
Ao reunir 13 países e combinar a atuação policial com inteligência técnica do setor privado, a Operação Ramz conseguiu interromper redes importantes de fraude online e revelar a dimensão do problema — com milhares de vítimas afetadas em toda a região.
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