Essa expansão acelerada elevou a fatia das fintechs no bolo total da receita global de serviços financeiros para aproximadamente 4%, um avanço em relação aos 3% de 2024. Os autores do estudo avaliam que o segmento já é grande o suficiente para ser tratado como um setor distinto e maduro, embora ainda exista um "vasto campo inexplorado" para crescer .
O setor alcançou sua maior lucratividade já registrada em 2025, virando definitivamente a página do inverno de investimentos de 2023 . Entre as 85 maiores fintechs de capital aberto, 74% registraram lucro, um salto expressivo comparado aos 68% de 2024
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As margens EBITDA (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) médias refletiram essa guinada rumo ao crescimento sustentável, subindo 4 pontos percentuais para 20% . Essa é a melhor performance de margem da história do segmento e mostra um amadurecimento amplo que vai além do simples crescimento da receita bruta
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A confiança dos investidores voltou com força total. O aporte de capital de risco em fintechs disparou 53%, totalizando US$ 58 bilhões em 2025 . Essa recuperação turbinou uma mudança histórica nas transações corporativas.
Em um momento emblemático para o setor, as fintechs superaram os bancos tradicionais em número de aquisições pela primeira vez na história . As aquisições são cada vez mais estratégicas, focadas em incorporar capacidades em inteligência artificial, ativos digitais e compliance, em vez de apenas ganhar escala de usuários. O relatório aponta que desenvolver essas capacidades avançadas internamente está ficando proibitivamente caro, tornando as fusões e aquisições o caminho mais rápido para a maturidade completa do negócio
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O relatório identifica os bancos digitais (neobanks) e os negócios de ativos digitais como os principais vetores por trás da expansão recorde e da lucratividade do setor .
Muito além dos serviços bancários básicos, os principais neobanks estão ampliando o leque para oferta de crédito, gestão de patrimônio, seguros e pagamentos internacionais, acirrando a competição com os bancos tradicionais em múltiplas frentes .
A combinação de alta lucratividade, retomada dos investimentos e modelos de negócios escalados está pavimentando o caminho para uma onda significativa de aberturas de capital. O relatório descreve que o setor está entrando em um "superciclo de liquidez", com a expectativa de uma enxurrada de IPOs de fintechs maduras nos próximos anos .
Só em 2025, os IPOs de fintechs já haviam subido 50% em relação ao ano anterior, totalizando 42 operações . Além disso, 26 fintechs abriram capital nos Estados Unidos desde 2024; a receita mediana dessas empresas no momento do IPO foi de US$ 673 milhões, um aumento de 3,4 vezes em comparação com o ciclo de 2011-2019
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A inteligência artificial agora é um fator central na forma como o setor compete e amadurece. Dados do BCG revelam que as fintechs que estão usando IA de forma eficaz chegam a ter produtividade de desenvolvedores até cinco vezes maior .
Os ganhos mais expressivos estão surgindo em áreas como engenharia, subscrição de riscos, conformidade regulatória e suporte ao cliente, nas quais o redesenho dos fluxos de trabalho — e não apenas a adoção de ferramentas — é o que realmente gera vantagem competitiva .
O relatório conclui que a próxima fase das fintechs será menos moldada pelo otimismo generalizado e mais por mudanças estruturais específicas: como as empresas utilizam IA, gerenciam riscos em um cenário regulatório que se equipara e executam estratégias de fusões e aquisições para ganhar escala .