Marrocos, semifinalista em 2022, mostrou que a campanha histórica no Catar não foi um acaso. A equipe africana foi superior durante grande parte da primeira meia hora, pressionando a saída de bola brasileira e forçando erros no campo de defesa .
O gol inaugural saiu aos 21 minutos. Em um contra-ataque cirúrgico e avassalador, Brahim Díaz enfiou uma bola precisa nas costas da zaga brasileira, entre Gabriel Magalhães e Marquinhos. Ismael Saibari, atacante do PSV Eindhoven, cronometrou a corrida com perfeição e, com muita categoria, tocou por cobertura sobre o goleiro Alisson, que saía do gol . Um golaço que calou momentaneamente a torcida majoritariamente brasileira no estádio.
A vantagem marroquina, no entanto, durou pouco. Quando o Brasil ainda patinava para encontrar seu ritmo de jogo, Vinícius Júnior resolveu chamar a responsabilidade. O atacante do Real Madrid fez o que se espera de um camisa 7 da Seleção: cortou da ponta esquerda para o meio, deixou dois marcadores para trás e acertou um chutaço colocado de direita, no ângulo do goleiro Yassine Bounou, que só olhou a bola morrer no fundo da rede .
O empate, aos 32 minutos, caiu como um balde de água fria no ímpeto marroquino e serenou os ânimos brasileiros para o restante da etapa inicial . Foi um gol contra a correnteza do jogo, mas que valeu pela plasticidade e importância.
O primeiro tempo terminou com uma baita dor de cabeça para o técnico Carlo Ancelotti. O volante Casemiro recebeu cartão amarelo aos 37 minutos, e o zagueiro Roger Ibañez foi advertido aos 43 . Para não correr o risco de ficar com um a menos na segunda etapa, o treinador italiano foi obrigado a queimar duas substituições no intervalo: colocou Fabinho na vaga de Casemiro e Danilo no lugar de Ibañez . As mudanças deram mais solidez ao time, mas limitaram as opções ofensivas para a etapa final.
A Seleção Brasileira já havia entrado em campo sem o seu principal astro. Neymar foi cortado da partida por uma lesão na panturrilha, confirmada pouco antes do jogo . Para suprir a ausência, Ancelotti escalou o centroavante Igor Thiago como homem de referência, em um esquema que se portava como um 4-2-3-1 com a bola, mas que virava um 4-4-2 bem definido sem ela, com Raphinha e Vinícius Júnior abertos pelas pontas .
Thiago até tentou de fora da área aos 8 minutos do segundo tempo, mas Bounou defendeu com segurança .
A segunda etapa foi tensa e de muita transpiração, com as duas equipes se lançando ao ataque e os goleiros ganhando cada vez mais destaque. Lucas Paquetá obrigou Bounou a uma defesa plástica nos acréscimos do primeiro tempo, e o goleiro marroquino ainda salvou um lance perigoso nos pés do zagueiro Issa Diop aos 39 da etapa final .
Mas a grande chance de desempatar a partida foi de Marrocos. Já nos acréscimos finais, em uma pressão alucinante dos Leões do Atlas, Alisson Becker foi buscar forças para salvar o Brasil da derrota. O goleiro do Liverpool fez uma defesa dupla espetacular, digna de um dos melhores do mundo na posição, que garantiu o placar de 1 a 1 e evitou o que seria uma vitória histórica marroquina .
Além de Brasil e Marrocos, o Grupo C conta com Haiti e Escócia, que também se enfrentaram naquela noite em Foxborough . Com a divisão de pontos, nenhum dos dois favoritos assumiu a liderança isolada, aumentando a pressão para as próximas rodadas.
O resultado liga um sinal de alerta para a equipe de Ancelotti, que agora precisa buscar a reabilitação imediata. A expectativa gira em torno da recuperação de Neymar para as próximas partidas. Do outro lado, Marrocos mostra que a semifinal de 2022 não foi um ponto fora da curva e que está pronto para brigar de igual para igual com qualquer gigante do futebol mundial.
Marrocos, semifinalista em 2022, mostrou que a campanha histórica no Catar não foi um acaso. A equipe africana foi superior durante grande parte da primeira meia hora, pressionando a saída de bola brasileira e forçando erros no campo de defesa .
O gol inaugural saiu aos 21 minutos. Em um contra-ataque cirúrgico e avassalador, Brahim Díaz enfiou uma bola precisa nas costas da zaga brasileira, entre Gabriel Magalhães e Marquinhos. Ismael Saibari, atacante do PSV Eindhoven, cronometrou a corrida com perfeição e, com muita categoria, tocou por cobertura sobre o goleiro Alisson, que saía do gol . Um golaço que calou momentaneamente a torcida majoritariamente brasileira no estádio.
A vantagem marroquina, no entanto, durou pouco. Quando o Brasil ainda patinava para encontrar seu ritmo de jogo, Vinícius Júnior resolveu chamar a responsabilidade. O atacante do Real Madrid fez o que se espera de um camisa 7 da Seleção: cortou da ponta esquerda para o meio, deixou dois marcadores para trás e acertou um chutaço colocado de direita, no ângulo do goleiro Yassine Bounou, que só olhou a bola morrer no fundo da rede .
O empate, aos 32 minutos, caiu como um balde de água fria no ímpeto marroquino e serenou os ânimos brasileiros para o restante da etapa inicial . Foi um gol contra a correnteza do jogo, mas que valeu pela plasticidade e importância.
O primeiro tempo terminou com uma baita dor de cabeça para o técnico Carlo Ancelotti. O volante Casemiro recebeu cartão amarelo aos 37 minutos, e o zagueiro Roger Ibañez foi advertido aos 43 . Para não correr o risco de ficar com um a menos na segunda etapa, o treinador italiano foi obrigado a queimar duas substituições no intervalo: colocou Fabinho na vaga de Casemiro e Danilo no lugar de Ibañez . As mudanças deram mais solidez ao time, mas limitaram as opções ofensivas para a etapa final.
A Seleção Brasileira já havia entrado em campo sem o seu principal astro. Neymar foi cortado da partida por uma lesão na panturrilha, confirmada pouco antes do jogo . Para suprir a ausência, Ancelotti escalou o centroavante Igor Thiago como homem de referência, em um esquema que se portava como um 4-2-3-1 com a bola, mas que virava um 4-4-2 bem definido sem ela, com Raphinha e Vinícius Júnior abertos pelas pontas .
Thiago até tentou de fora da área aos 8 minutos do segundo tempo, mas Bounou defendeu com segurança .
A segunda etapa foi tensa e de muita transpiração, com as duas equipes se lançando ao ataque e os goleiros ganhando cada vez mais destaque. Lucas Paquetá obrigou Bounou a uma defesa plástica nos acréscimos do primeiro tempo, e o goleiro marroquino ainda salvou um lance perigoso nos pés do zagueiro Issa Diop aos 39 da etapa final .
Mas a grande chance de desempatar a partida foi de Marrocos. Já nos acréscimos finais, em uma pressão alucinante dos Leões do Atlas, Alisson Becker foi buscar forças para salvar o Brasil da derrota. O goleiro do Liverpool fez uma defesa dupla espetacular, digna de um dos melhores do mundo na posição, que garantiu o placar de 1 a 1 e evitou o que seria uma vitória histórica marroquina .
Além de Brasil e Marrocos, o Grupo C conta com Haiti e Escócia, que também se enfrentaram naquela noite em Foxborough . Com a divisão de pontos, nenhum dos dois favoritos assumiu a liderança isolada, aumentando a pressão para as próximas rodadas.
O resultado liga um sinal de alerta para a equipe de Ancelotti, que agora precisa buscar a reabilitação imediata. A expectativa gira em torno da recuperação de Neymar para as próximas partidas. Do outro lado, Marrocos mostra que a semifinal de 2022 não foi um ponto fora da curva e que está pronto para brigar de igual para igual com qualquer gigante do futebol mundial.