Se existe um resumo para esse cenário, ele vem do TheSixthAxis: Beast of Reincarnation seria “o 7/10 perfeito” — um conjunto de sistemas, ideias e escolhas interessantes que quase conseguem funcionar em harmonia .
O sistema de combate é o ponto de maior consenso entre as análises. A mecânica gira em torno de aparos precisos, criando confrontos ritmados em que reconhecer o momento certo para defender é tão importante quanto atacar.
A Kotaku descreveu o sistema como “infinitamente satisfatório” e destacou o som metálico da espada de Emma durante uma sequência de aparos perfeitos . Já a PC Gamer afirmou que a janela de tempo fica entre Stellar Blade e Sekiro em termos de tolerância: exigente, mas possível de aprender .
A Vice, que deu 9,5/10 ao jogo, chamou o combate de “cinético” e “inventivo”, afirmando que ele captura a energia de Sekiro . A proposta ainda combina a ação em tempo real com comandos de inspiração mais estratégica para Koo, o lobo que acompanha Emma. Para alguns críticos, essa mistura funciona como uma referência inteligente às raízes da Game Freak em Pokémon .
A ambientação também aparece entre os elogios mais frequentes. A PC Gamer descreveu o jogo como uma experiência “estranhamente silenciosa e paciente”, carregada de um sentimento de ruína e melancolia .
A Kotaku destacou o mundo tomado novamente pela natureza e o design de criaturas que combina vegetação com esqueletos animais . Outras análises compararam o tom e o visual do jogo a NieR: Automata e ao filme Princesa Mononoke, do Studio Ghibli .
A exploração é reforçada pelas habilidades de Emma, que usa o poder da praga em seus cabelos para realizar saltos longos, criar passagens com vinhas e se locomover com uma espécie de gancho. A Gaming Trend comparou a sensação de movimento à de Spider-Man e classificou a travessia como criativa e surpreendente .
O desempenho técnico foi a crítica mais recorrente. A Gaming Trend relatou problemas de performance e afirmou não ter percebido diferença significativa entre os modos Performance e Qualidade . O veículo sul-coreano Gamemeca também apontou a “má otimização” como um dos principais pontos negativos .
A Kotaku mencionou ainda respostas inconsistentes aos comandos: em alguns momentos, o uso de itens de cura e a ativação de ataques especiais falhavam. Em um jogo baseado em tempo e precisão, a publicação observou que “uma fração de segundo sem resposta pode ser suficiente para decidir uma luta” .
No Steam Deck, a experiência foi considerada apenas próxima do limite do jogável .
A estrutura do jogo também não mantém o mesmo fôlego até o fim. A Kotaku observou que há “apenas um punhado de tipos de inimigos” e concluiu que o título “fica sem ideias quando ainda tem muito caminho pela frente” .
Analog Stick Gaming e Gamemeca fizeram observações semelhantes, citando ciclos de progressão repetitivos que prejudicam o ritmo, especialmente nos capítulos finais . A sensação é que o jogo apresenta muitos sistemas, mas nem sempre encontra maneiras novas de aproveitá-los.
A narrativa foi o aspecto que mais dividiu opiniões. Embora o mundo tenha sido elogiado por seu tom contemplativo, alguns críticos consideraram a execução da história inconsistente. A PC Gamer classificou a premissa como “flagrantemente pouco original” .
A Kotaku descreveu Emma como uma protagonista inicialmente sem muita personalidade, uma “tela em branco emocional” . O TechTimes resumiu a situação com a frase “o clima vence, a história oscila”: a atmosfera é forte, mas o desenvolvimento narrativo nem sempre acompanha sua ambição .
Na IGN, Travis Northup deu nota 6/10 e afirmou que o jogo parece uma combinação de Sekiro: Shadows Die Twice com Final Fantasy VII Remake. Para o crítico, porém, problemas de execução e falta de consistência impedem a mistura de alcançar todo o seu potencial .
| Veículo | Nota | Veredito resumido |
|---|---|---|
| Vice | 9,5/10 | “Um dos melhores RPGs de ação que joguei em anos” |
| Famitsu | 35/40 | Notas individuais de 8/9/9/9 |
| GamesRadar+ | 4,5/5 | “O estúdio de Pokémon acerta em cheio” |
| WCCFTech | 8,5/10 | Um dos RPGs de ação mais interessantes do ano |
| Xbox Achievements | 85/100 | Uma experiência de RPG de ação ambiciosa e prazerosa |
| RPG Site | 8/10 | — |
| DualShockers | 8/10 | — |
| PlayStation LifeStyle | 8/10 | — |
| The Outerhaven | 8/10 | A aposta mais ousada da Game Freak até agora |
| InsertCoins | 8/10 | A Game Freak mostra o que pode fazer com orçamento e ambição |
| PC Gamer | 73/100 | Divertido, admirável, bonito e cheio de falhas |
| Analog Stick Gaming | 7,5/10 | Precisava de um conjunto de sistemas mais focado e de um ato final mais forte |
| TheSixthAxis | 7/10 | “O 7/10 perfeito” |
| Gaming Trend | 7/10 | Uma potencial “joia imperfeita” moderna |
| Kotaku | Sem nota | Boas ideias e grandes ambições, mas dificuldade para manter o interesse |
| IGN | 6/10 | Critica a execução e a irregularidade |
| VGC | 6/10 | — |
| The Guardian | 6/10 | — |
| GameSpot | 6/10 | — |
| Eurogamer | 6/10 | — |
| Game Informer | 5/10 | — |
| Game Rant | 5/10 | Não corresponde às expectativas |
Beast of Reincarnation prova que a Game Freak pode fazer algo além de Pokémon. Seu combate baseado em aparos é sólido, a parceria entre Emma e Koo dá personalidade à ação e o mundo pós-apocalíptico tem uma identidade visual forte o bastante para permanecer na memória.
Por outro lado, problemas de desempenho, variedade limitada de inimigos, repetição no trecho final e uma história irregular fazem com que o jogo pareça mais uma promessa do que uma obra plenamente realizada. As notas 6/10 de IGN, VGC, GameSpot e outros veículos refletem justamente essa distância entre o potencial evidente e a execução desigual .
Para fãs de RPGs de ação que priorizam combate técnico e atmosfera, Beast of Reincarnation pode valer a pena — desde que haja tolerância para algumas arestas. No estado de lançamento, a avaliação mais justa talvez continue sendo a do TheSixthAxis: um amontoado de sistemas e ideias interessantes que quase consegue se encaixar por completo .