A recuperação da Binance avançou em 6 de novembro, mas os saques ainda voltavam aos poucos. A corretora informou que 98% dos ativos afetados haviam sido repostos. Em paralelo, a Elliptic estimou que US$ 3,11 bilhões dos US$ 6,43 bilhões roubados permaneciam em endereços ligados aos invasores. Repor ativos para clientes, reabrir saques e recuperar fundos roubados são medidas diferentes.
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Saques voltam em etapas
A Atualização de Recuperação nº 9 começou às 04h UTC e abrangeu 58 pares de rede e ativo em BNB Smart Chain, Ethereum, Base, Optimism, Polygon, Arbitrum, Avalanche C-Chain, Tron e Sui. A disponibilidade seria liberada gradualmente, conforme a conclusão das verificações de segurança e prontidão; os depósitos continuavam abertos.
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Entre os ativos incluídos estavam USDe, XRP, CAKE e FDUSD. A Binance também priorizava os pares conforme a demanda recente dos usuários.
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A atualização não significava que todos os saques já tinham voltado ao normal. Em 6 de novembro, uma reportagem informou que a empresa pretendia reabrir, até o fim da semana seguinte, os saques de HYPE, INJ, APT, PLASMA, NEAR e LTC, além de restaurar os tokens restantes em redes que já estavam novamente disponíveis.
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O HYPE não constava na lista divulgada para a Atualização nº 9. Uma reportagem disse que os saques desse token estavam indisponíveis havia oito dias; depois, a Binance o incluiu entre os ativos que pretendia liberar até o fim da semana seguinte.
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Reposição de ativos não é recuperação do roubo
A Binance informou que havia reposto 98% dos ativos afetados. A parcela restante envolvia tokens com pouca liquidez, que ainda estavam sendo adquiridos. Reportagens descreveram a reposição como uma cobertura das perdas dos clientes com recursos da própria Binance.
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Esse percentual não quer dizer que a empresa ou os investigadores recuperaram 98% das criptomoedas roubadas. Na atualização de 6 de novembro, a Elliptic estimou o total levado em US$ 6,43 bilhões: US$ 3,11 bilhões continuavam em endereços ligados ao ataque, enquanto US$ 2,85 bilhões, cerca de 44%, haviam sido congelados ou apreendidos. São números diferentes da reposição de ativos informada pela Binance.
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Atribuição do ataque e congelamento de fundos
O FBI atribuiu o roubo de 29 de outubro à Coreia do Norte e chamou essa atividade de TraderTraitor. Empresas de análise de blockchain e outras reportagens também associaram o grupo ao incidente.
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O congelamento de ativos por emissores e participantes das redes ajudou a conter parte dos fundos, mas os valores variam conforme a fonte e a data da atualização. A CNBC informou que a Circle congelou mais de US$ 1,1 bilhão em USDC, em coordenação com autoridades policiais. Reportagens relacionadas à Binance também citaram 40,5 milhões de RLUSD congelados pela Ripple; a TRM Labs descreveu congelamentos envolvendo Ripple e World Liberty Financial como parte de uma resposta mais ampla.
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Saídas de plataformas DeFi foram menores que após o ataque à Kelp DAO
Dados da Sentora, divulgados pelo crypto.news, indicaram que US$ 1,59 bilhão saiu de mercados de empréstimo após o ataque à Binance, e que 60% desse valor voltou em três dias. Na mesma reportagem, as saídas após o ataque de US$ 292 milhões à Kelp DAO, em abril, foram estimadas em US$ 10,9 bilhões ao longo de cinco dias.
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A Sentora afirmou que os efeitos em seus próprios cofres foram indiretos: os resgates aumentaram, mas foram atendidos integralmente, sem registro de inadimplência ou perdas de depositantes nesses cofres. A empresa também apontou que a intervenção coordenada ajudou a conter ativos. Esses dados ajudam a entender o impacto mais limitado, mas não determinam, por si só, uma causa única para a diferença entre os dois episódios.
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O que as análises apontaram sobre a movimentação dos fundos
A Elliptic disse que, até 6 de novembro, os invasores haviam convertido cerca de US$ 124 milhões em altcoins roubadas para Bitcoin. Em uma análise separada sobre o rastro do XRP, reportagens apontaram que aproximadamente 42 milhões de XRP, avaliados em cerca de US$ 50 milhões, já haviam sido convertidos, principalmente por meio da THORChain. Outros 192 milhões de XRP, cerca de US$ 226 milhões, continuavam em endereços ligados ao ataque.
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Análises de blockchain indicaram que 18.270 BTC roubados no incidente permaneciam sem movimentação até 5 de novembro. A Elliptic descreveu a atividade de lavagem como altamente complexa e automatizada. Isso sustenta dizer que o processo era automatizado, mas não demonstra que uma IA tomava as decisões dos invasores.
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Em 6 de novembro, portanto, o quadro era misto: a Binance ampliava o acesso a saques e dizia ter reposto a maior parte dos ativos afetados, mas uma quantia expressiva continuava em endereços ligados ao roubo e alguns saques ainda estavam pendentes.
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