Em entrevista à Al Arabiya, o líder de Belarus, Alexander Lukashenko, pediu desculpas a Volodymyr Zelensky por ofensas passadas, chamando as de 'desnecessárias', e admitiu que Belarus está 'muito vulnerável militarmen... Lukashenko afirmou que tanto ele quanto Putin consideram 'absolutamente inaceitável' envolver Be...

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: What was the nature and significance of Belarusian leader Alexander Lukashenko's public apology to Ukrainian President Volodymyr Zelenskyy i. Article summary: In mid-June 2026, Belarusian leader Alexander Lukashenko gave an extensive interview to Al Arabiya in which he struck an unusually conciliatory tone toward Kyiv, publicly apologized to President Zelenskyy for past insult. Topic tags: general, general web, user generated. Reference image context from search candidates: Reference image 1: visual subject "Belarusian leader Alexander Lukashenko has publicly apologized to Ukrainian President Volodymyr Zelenskyy for previous sharp remarks directed at him. Lukashenko discussed his past" source context "Lukashenko Apologizes to Zelenskyy, Says Entering War Would Harm Belarus — UNITED24 Media" Reference image 2: visual
Em meados de junho de 2026, Alexander Lukashenko fez algo raro: adotou um tom público de vulnerabilidade e conciliação em relação à Ucrânia. Em uma longa entrevista ao canal Al Arabiya, o líder bielorrusso pediu desculpas ao presidente Volodymyr Zelensky por insultos pessoais, descreveu a posição militar de seu país como extremamente exposta e insistiu que arrastar Belarus para a guerra seria um desastre. As declarações marcam uma das mudanças retóricas mais significativas de Minsk desde o início da invasão russa em grande escala — motivada menos por uma mudança de coração e mais por um cálculo frio de risco.
O pedido de desculpas de Lukashenko foi cuidadosamente direcionado. Ele expressou arrependimento especificamente por suas próprias palavras duras contra Zelensky, não pelo papel de Belarus como plataforma de lançamento para as forças russas em 2022 .
Em sua própria narrativa, os insultos foram uma reação a ameaças vindas da Ucrânia — particularmente de Robert Brovdi, comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, que havia declarado que a Ucrânia identificara cerca de 500 alvos potenciais em Belarus . Lukashenko disse:
"Se Volodymyr Oleksandrovych [Zelensky] se ofendeu, peço desculpas a ele por aquelas palavras. Talvez não tenha sido necessário [dizê-las], já que ele está, afinal, lutando uma guerra. Talvez eu não precisasse ter falado de forma tão dura"
.
Esse escopo limitado é crucial. Observadores independentes notam que o pedido de desculpas cobriu apenas insultos pessoais, não a cumplicidade de Belarus na invasão russa . Foi uma desescalada retórica sem uma concessão política.
A parte mais impactante da entrevista foi o reconhecimento sem rodeios de Lukashenko sobre a exposição militar bielorrussa. Ele afirmou claramente:
"Belarus está muito vulnerável militarmente. Porque tudo em Belarus está à vista do exército ucraniano. Entendemos perfeitamente que nossas principais instalações de infraestrutura crítica — produção e logística — sofreriam ataques"
.
Isso não era teórico. A demonstrada capacidade de guerra com drones da Ucrânia remodelou o cálculo de segurança para os estados vizinhos. Lukashenko alertou que, se a Ucrânia atingisse Belarus como atinge as posições russas, a infraestrutura do país seria devastada .
A admissão reflete um medo genuíno que forçou uma guinada retórica. Como colocou uma análise, o alcance dos drones ucranianos tornou as vulnerabilidades de Belarus impossíveis de ignorar, empurrando Lukashenko a desescalar o discurso, mesmo mantendo sua aliança com Moscou .
Lukashenko foi enfático ao afirmar que Belarus deve ficar fora dos combates. Ele alegou que tanto ele quanto Vladimir Putin consideram "absolutamente inaceitável" arrastar Belarus para a guerra, e que isso "trará mais danos do que benefícios" . Ele também insistiu que soldados bielorrussos não entrariam na Ucrânia e que Kiev "não tem absolutamente nada" a temer de Minsk
.
Chegou até a oferecer um argumento logístico-militar: abrir uma frente a partir de Belarus estenderia a linha de combate em aproximadamente 1.500 quilômetros, um alongamento que nem a Rússia nem Belarus poderiam defender .
Essas garantias são mais bem compreendidas como uma estratégia de sobrevivência. Lukashenko precisa tranquilizar a Ucrânia e os observadores ocidentais de que nenhuma frente norte está por vir. A estabilidade de seu regime depende de manter Belarus fora de uma guerra que poderia destruir sua infraestrutura crítica e acender uma agitação doméstica.
Lukashenko combinou seu tom conciliador com um apelo para que ambos os lados façam concessões para acabar com a guerra . Ele revisitou suas próprias propostas de paz do início de 2022, alegando que, se Zelensky o tivesse ouvido, "hoje não haveria conversa sobre onde parar na linha de contato"
.
Mas a luva de veludo veio com um punho de ferro. Ele alertou que Belarus havia identificado seus próprios 500 alvos dentro da Ucrânia, incluindo "um alvo muito sério" com coordenadas precisas perto da fronteira bielorrussa . Foi uma manobra clássica de Lukashenko: estender um ramo de oliveira enquanto mantém à vista uma arma de intimidação.
Esta não foi a primeira vez que um pedido de desculpas entrou no discurso entre Belarus e Ucrânia. Em janeiro de 2025, Zelensky revelou que Lukashenko havia se desculpado em uma ligação telefônica durante os primeiros dias da invasão de 2022 por mísseis lançados do território bielorrusso — supostamente dizendo a Zelensky: "Não fui eu, foi o Putin" . Zelensky disse que Lukashenko até sugeriu que a Ucrânia retaliasse atacando a Refinaria de Petróleo de Mozyr, uma instalação que Lukashenko descreveu como pessoalmente importante para ele
.
A porta-voz de Lukashenko negou prontamente que tal pedido de desculpas tivesse ocorrido, insistindo: "Não temos nada pelo que pedir desculpas" . A entrevista de 2026 contorna completamente essa alegação anterior, muito mais explosiva, concentrando-se em vez disso em uma mensagem voltada para o futuro e autoprotetora.
A entrevista de junho de 2026 é um sinal, não uma transformação. Lukashenko continua sendo um dos aliados mais próximos de Putin, e Belarus permanece profundamente integrada à infraestrutura militar russa. Mas o cálculo mudou. A capacidade de ataque de longo alcance da Ucrânia, combinada com os riscos catastróficos de uma guerra ampliada, empurrou Lukashenko a falar uma linguagem de vulnerabilidade e contenção que ele antes evitava.
O pedido de desculpas a Zelensky foi pessoal, não político. A admissão de fraqueza militar foi real. E a mensagem central — de que Belarus não pode se tornar um campo de batalha — é a janela mais clara até agora sobre os medos de um líder tentando se manter à tona em uma guerra que ele não pode se dar ao luxo de entrar.
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Em entrevista à Al Arabiya, o líder de Belarus, Alexander Lukashenko, pediu desculpas a Volodymyr Zelensky por ofensas passadas, chamando as de 'desnecessárias', e admitiu que Belarus está 'muito vulnerável militarmen...
Em entrevista à Al Arabiya, o líder de Belarus, Alexander Lukashenko, pediu desculpas a Volodymyr Zelensky por ofensas passadas, chamando as de 'desnecessárias', e admitiu que Belarus está 'muito vulnerável militarmen... Lukashenko afirmou que tanto ele quanto Putin consideram 'absolutamente inaceitável' envolver Belarus na guerra, alertando que isso traria 'mais danos do que benefícios' e estenderia a linha de frente em 1.500 km [2][3].
Apesar do tom conciliador, o líder também fez uma ameaça velada, revelando que Belarus identificou 500 alvos na Ucrânia, incluindo um 'muito sério' perto da fronteira, num gesto típico de 'cenoura e porrete' [3].