A sonefpeglutida (também reportada como sonepeglutida e de código HM15912) é um análogo de ação prolongada do peptídeo-2 semelhante ao glucagon (GLP-2), construído sobre a plataforma LAPSCOVERY, uma tecnologia proprietária da Hanmi para estender a meia-vida de medicamentos biológicos . O GLP-2 é conhecido por sua capacidade de promover o crescimento intestinal, proteger a mucosa do intestino e auxiliar na sua regeneração, o que o torna um alvo bastante lógico para o tratamento de doenças gastrointestinais .
Atualmente, o medicamento está em um estudo clínico global de Fase 2 para a síndrome do intestino curto (SIC), uma condição rara e grave em que o paciente não consegue absorver nutrientes suficientes porque uma parte significativa do intestino foi removida cirurgicamente ou está ausente. Pelos termos do acordo, a Hanmi concluirá o estudo de Fase 2 em andamento antes de transferir totalmente o desenvolvimento futuro para a Lilly .
Sob o acordo de licença, a Lilly adquire os direitos exclusivos mundiais para desenvolver, fabricar e comercializar a sonefpeglutida, com a exceção da Coreia do Sul, onde a Hanmi mantém os direitos . Os termos financeiros do acordo são:
Este foi o primeiro grande acordo de licenciamento (out-licensing) fechado pela Hanmi em seis anos, o que representou uma importante validação para a empresa .
Para a Lilly, a sonefpeglutida oferece uma via de entrada em terapias baseadas em GLP-2 para a síndrome do intestino curto, uma condição com opções de tratamento bastante limitadas, além do potencial de explorar outras indicações intestinais com base nos dados pré-clínicos e clínicos do ativo . O acordo também valida a tecnologia de plataforma de longa duração da Hanmi e fortalece seu balanço financeiro para a continuidade de suas pesquisas internas (P&D) .
O acordo da Lilly com a Haisco é maior em escopo e bem mais enigmático em seus detalhes. Ele é estruturado como uma colaboração de licenciamento e pesquisa que cobre até cinco programas inovadores de alvos farmacológicos, abrangendo múltiplas áreas terapêuticas — nenhuma das quais foi divulgada publicamente .
Na divisão de responsabilidades, a Haisco ficará encarregada da descoberta e identificação dos alvos, enquanto a Lilly liderará os estudos preparatórios para o pedido de novo medicamento em investigação (IND, na sigla em inglês), o desenvolvimento clínico completo e a futura comercialização. A Lilly obterá direitos exclusivos globais para alguns programas e direitos exclusivos fora da Grande China (China continental, Hong Kong, Macau e Taiwan) para outros .
Embora o pagamento inicial não tenha sido inicialmente revelado, reportagens posteriores especificaram que a Haisco tem direito a receber até US$ 87 milhões em pagamentos iniciais e de curto prazo, além de até US$ 2,97 bilhões em marcos de desenvolvimento de longo prazo, mais royalties escalonados de um dígito sobre as vendas . O valor total potencial do acordo é de aproximadamente US$ 3 bilhões .
O contrato foi oficialmente firmado em 29 de maio de 2026, e anunciado publicamente no dia 1º de junho, juntamente com o acordo com a Hanmi .
Para a Lilly, a colaboração com a Haisco representa uma expansão ampla de seu pipeline em estágio inicial, obtida a partir de uma plataforma de descoberta da biofarmacêutica chinesa. A empresa terá acesso a alvos inovadores e não revelados que podem abranger diversas áreas de doenças, enquanto a Haisco assume o risco e o custo da fase inicial de descoberta . O negócio também reforça um padrão que tem se repetido em 2026: a busca agressiva da Lilly por inovação externa .
Para a Haisco, o valor anunciado de US$ 3 bilhões e a parceria com uma gigante farmacêutica global servem como validação de suas capacidades internas de descoberta e fornecem capital para financiar novos investimentos em P&D .
Juntos, esses dois acordos representam mais de US$ 4 bilhões em valor potencial para a Lilly, firmados com duas parceiras asiáticas em um único dia . O negócio com a Hanmi adiciona um ativo gastrointestinal concreto, em fase intermediária de estudos, com dados de Fase 2 esperados em breve. Já o acordo com a Haisco adiciona um portfólio de programas em estágio inicial com enorme potencial de valorização, mas sem alvos divulgados, o que faz com que seu valor real dependa inteiramente do sucesso científico e clínico que será alcançado nos próximos anos.
A sonefpeglutida (também reportada como sonepeglutida e de código HM15912) é um análogo de ação prolongada do peptídeo-2 semelhante ao glucagon (GLP-2), construído sobre a plataforma LAPSCOVERY, uma tecnologia proprietária da Hanmi para estender a meia-vida de medicamentos biológicos . O GLP-2 é conhecido por sua capacidade de promover o crescimento intestinal, proteger a mucosa do intestino e auxiliar na sua regeneração, o que o torna um alvo bastante lógico para o tratamento de doenças gastrointestinais .
Atualmente, o medicamento está em um estudo clínico global de Fase 2 para a síndrome do intestino curto (SIC), uma condição rara e grave em que o paciente não consegue absorver nutrientes suficientes porque uma parte significativa do intestino foi removida cirurgicamente ou está ausente. Pelos termos do acordo, a Hanmi concluirá o estudo de Fase 2 em andamento antes de transferir totalmente o desenvolvimento futuro para a Lilly .
Sob o acordo de licença, a Lilly adquire os direitos exclusivos mundiais para desenvolver, fabricar e comercializar a sonefpeglutida, com a exceção da Coreia do Sul, onde a Hanmi mantém os direitos . Os termos financeiros do acordo são:
Este foi o primeiro grande acordo de licenciamento (out-licensing) fechado pela Hanmi em seis anos, o que representou uma importante validação para a empresa .
Para a Lilly, a sonefpeglutida oferece uma via de entrada em terapias baseadas em GLP-2 para a síndrome do intestino curto, uma condição com opções de tratamento bastante limitadas, além do potencial de explorar outras indicações intestinais com base nos dados pré-clínicos e clínicos do ativo . O acordo também valida a tecnologia de plataforma de longa duração da Hanmi e fortalece seu balanço financeiro para a continuidade de suas pesquisas internas (P&D) .
O acordo da Lilly com a Haisco é maior em escopo e bem mais enigmático em seus detalhes. Ele é estruturado como uma colaboração de licenciamento e pesquisa que cobre até cinco programas inovadores de alvos farmacológicos, abrangendo múltiplas áreas terapêuticas — nenhuma das quais foi divulgada publicamente .
Na divisão de responsabilidades, a Haisco ficará encarregada da descoberta e identificação dos alvos, enquanto a Lilly liderará os estudos preparatórios para o pedido de novo medicamento em investigação (IND, na sigla em inglês), o desenvolvimento clínico completo e a futura comercialização. A Lilly obterá direitos exclusivos globais para alguns programas e direitos exclusivos fora da Grande China (China continental, Hong Kong, Macau e Taiwan) para outros .
Embora o pagamento inicial não tenha sido inicialmente revelado, reportagens posteriores especificaram que a Haisco tem direito a receber até US$ 87 milhões em pagamentos iniciais e de curto prazo, além de até US$ 2,97 bilhões em marcos de desenvolvimento de longo prazo, mais royalties escalonados de um dígito sobre as vendas . O valor total potencial do acordo é de aproximadamente US$ 3 bilhões .
O contrato foi oficialmente firmado em 29 de maio de 2026, e anunciado publicamente no dia 1º de junho, juntamente com o acordo com a Hanmi .
Para a Lilly, a colaboração com a Haisco representa uma expansão ampla de seu pipeline em estágio inicial, obtida a partir de uma plataforma de descoberta da biofarmacêutica chinesa. A empresa terá acesso a alvos inovadores e não revelados que podem abranger diversas áreas de doenças, enquanto a Haisco assume o risco e o custo da fase inicial de descoberta . O negócio também reforça um padrão que tem se repetido em 2026: a busca agressiva da Lilly por inovação externa .
Para a Haisco, o valor anunciado de US$ 3 bilhões e a parceria com uma gigante farmacêutica global servem como validação de suas capacidades internas de descoberta e fornecem capital para financiar novos investimentos em P&D .
Juntos, esses dois acordos representam mais de US$ 4 bilhões em valor potencial para a Lilly, firmados com duas parceiras asiáticas em um único dia . O negócio com a Hanmi adiciona um ativo gastrointestinal concreto, em fase intermediária de estudos, com dados de Fase 2 esperados em breve. Já o acordo com a Haisco adiciona um portfólio de programas em estágio inicial com enorme potencial de valorização, mas sem alvos divulgados, o que faz com que seu valor real dependa inteiramente do sucesso científico e clínico que será alcançado nos próximos anos.