Os atacantes também roubaram gado durante o assalto, com fontes locais relatando que dezenas de ovelhas foram levadas . No mesmo dia, um ataque separado de colonos a casas e veículos na cidade de Beita, também ao sul de Nablus, foi reportado
.
O Crescente Vermelho Palestino declarou explicitamente que as forças de ocupação israelenses impediram suas equipes de alcançar os feridos . Rami Nassar, chefe do Conselho da Vila de Madama, disse à WAFA que as forças israelenses bloquearam as estradas que levam à área com montes de terra e portões de ferro, obstruindo tanto as ambulâncias quanto os moradores locais que tentavam socorrer as vítimas
. Essa obstrução deliberada do acesso médico é uma característica recorrente na documentação de tais incidentes
.
O ataque a Madama ocorre em um cenário de intensa escalada da violência de colonos em toda a Cisjordânia. Relatórios de situação humanitária da OCHA e da ONU, juntamente com fontes médicas e midiáticas palestinas, indicam uma realidade diária de invasões, tiroteios, incêndios criminosos e agressões físicas por colonos. Incidentes-chave de 2026 incluem:
Os relatórios humanitários da OCHA para o primeiro semestre de 2026 documentaram consistentemente mortes, ferimentos e destruição de propriedade durante operações militares e ataques de colonos em toda a Cisjordânia ocupada .
A violência na Cisjordânia ocorre paralelamente ao colapso progressivo do cessar-fogo em Gaza, que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025. De acordo com o Escritório de Mídia do Governo de Gaza, as forças israelenses cometeram mais de 2.400 violações do acordo, incluindo mais de 1.100 ataques aéreos .
Até o final de maio de 2026, o Ministério da Saúde de Gaza relatou ao menos 922 palestinos mortos em ataques israelenses desde o início da trégua, com mais de 2.786 feridos . Ataques quase diários continuaram apesar do acordo. Em 4 de fevereiro de 2026, por exemplo, bombardeios israelenses mataram ao menos 21 palestinos, incluindo sete crianças, em um único dia, elevando o total de mortos pós-cessar-fogo para mais de 550 naquela época
.
Os ataques a profissionais de saúde não pararam. Em 15 de fevereiro de 2026, ataques de drones e aéreos israelenses mataram vários palestinos enquanto médicos se retiravam de um grande hospital em Khan Younis . Em 29 de abril de 2026, um ataque israelense matou o paramédico Ibrahim Saqr no norte de Gaza quando ele se dirigia ao trabalho; autoridades de saúde afirmaram que ao menos 17 paramédicos foram mortos no norte desde que a trégua começou
. O escritório de Direitos Humanos da ONU registrou ao menos 10 ataques em menos de dois meses durante o cessar-fogo que mataram ao menos 10 médicos e cinco enfermeiros
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O padrão não é de incidentes isolados, mas de violações sistemáticas e documentadas. Os contínuos ataques a profissionais de saúde, prédios residenciais e acampamentos improvisados sublinham a fragilidade do cessar-fogo. Em 10 de maio de 2026, ataques aéreos israelenses mataram três palestinos, incluindo o chefe da polícia criminal em Khan Younis e seu ajudante .
O ataque de colonos em Madama — com sua combinação de disparos, espancamentos, roubo de propriedade e obstrução deliberada do acesso médico — é característico de uma escalada mais ampla em 2026. Em toda a Cisjordânia, a documentação é consistente: as agressões de colonos a comunidades palestinas são frequentes, muitas vezes ocorrem com impunidade de fato e, por vezes, são facilitadas pelo bloqueio da resposta médica de emergência pelas forças israelenses. Simultaneamente, o cessar-fogo em Gaza existe em grande parte apenas no papel, com mais de 2.400 violações registradas, mais de 1.100 ataques aéreos e ao menos 922 mortes até o final de maio de 2026.