O Memorando de Islamabad (nome oficial completo: Islamabad Memorandum of Understanding between the United States of America and the Islamic Republic of Iran) é um "acordo-quadro" de 14 pontos que visa encerrar a guerra de 2026 contra o Irã . Foi mediado principalmente pelo Paquistão, com Catar, Arábia Saudita, Turquia e Egito também facilitando as negociações
.
As principais disposições incluem:
O memorando não deve ser confundido com nenhum acordo de segurança separado entre Paquistão e Afeganistão; trata-se especificamente de um instrumento entre EUA e Irã .
Apesar do progresso diplomático, as companhias aéreas europeias continuam impossibilitadas de retomar as rotas normais sobre o Golfo porque a regulamentação de segurança da aviação opera em uma trilha separada dos acordos políticos .
As proibições da EASA continuam em vigor. A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) atualmente proíbe as operadoras de voar no espaço aéreo do Irã, Iraque e Líbano em todos os níveis de voo . Um relatório de risco da aviação de março de 2026 confirmou que regiões-chave de informação de voo — incluindo Irã, Iraque, Israel, Catar, Kuwait, Bahrein e Síria — permanecem fechadas para a aviação civil
. O Boletim de Informação de Zonas de Conflito (CZIB) da EASA para o Oriente Médio e o Golfo Pérsico era válido até pelo menos 24 de junho de 2026 e aconselha as operadoras a "exercer cautela" ao voar sobre Bahrein, Kuwait, Israel, Jordânia e outros espaços aéreos regionais
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O risco militar residual continua relevante. As companhias aéreas haviam recentemente se apressado para cancelar voos e redirecionar aeronaves depois que vários países do Oriente Médio fecharam temporariamente seu espaço aéreo em resposta ao ataque do Irã a uma base militar dos EUA no Catar . A mesma interrupção forçou as companhias aéreas a cancelar voos e redirecionar aeronaves, mostrando que as operadoras ainda precisavam gerenciar riscos operacionais, de segurança e de rede, mesmo com a diplomacia avançando
.
Suspensões específicas de companhias aéreas persistem. A Air France prorrogou a suspensão de seus voos para Beirute e Dubai até pelo menos 24 de junho de 2026 . A mesma fonte informou que as companhias aéreas europeias dificilmente retomariam os voos antes do verão, mesmo após a assinatura do MoU
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Os hubs permanecem frágeis. O Catar estava entre os países cujo espaço aéreo foi temporariamente fechado durante a crise , e os relatórios de risco da aviação continuavam a sinalizar os principais hubs do Golfo e regiões de informação de voo vizinhas como fechadas para a aviação civil
.
Em resumo, os alertas de viagem foram flexibilizados, mas as restrições operacionais do espaço aéreo e as diretrizes de segurança da EASA ainda dependem de avaliações de segurança da aviação e da reabertura do espaço aéreo, e não apenas do acordo político . O Memorando de Islamabad é um primeiro passo necessário, mas, até que a EASA revise seu CZIB e as autoridades nacionais de aviação civil retirem os NOTAMs, as operadoras europeias continuarão em solo ou em rotas de desvio prolongadas.
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