David Hoffman vendeu seu ETH por acreditar que a tese do 'ETH como dinheiro' já se esgotou e está totalmente precificada pelo mercado — e não porque fracassou. Hoffman argumenta que o sucesso arquitetônico do Ethereum como uma camada base generosa não se traduzirá mais em uma valorização significativa do ETH, já que...

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No final de maio de 2026, David Hoffman, cofundador da influente plataforma de mídia cripto Bankless, enviou ondas de choque pela comunidade com uma confissão surpreendente: ele havia vendido toda a sua participação em Ethereum (ETH) . Para alguém que construiu uma carreira e identidade em torno do ecossistema Ethereum, chegando a afirmar que já teve 99% de seu patrimônio líquido em ETH, o movimento representou muito mais do que um simples rebalanceamento de portfólio
. Foi uma guinada pública e fundamental em sua tese de investimento.
A decisão não foi tomada por impulso ou pânico. Em uma explicação detalhada publicada entre 26 e 27 de maio, Hoffman delineou um argumento sutil que separa o futuro da rede Ethereum do potencial de investimento de seu token nativo. Sua mensagem central é ao mesmo tempo uma crítica e uma declaração de fé duradoura: a grande narrativa do ETH se tornar uma moeda global não fracassou, mas atingiu seu ponto final lógico e já está totalmente precificada .
Por anos, um pilar central da proposta de valor do Ethereum foi seu potencial de se tornar um ativo monetário global e descentralizado — um "ativo de ponto triplo" que funcionaria como moeda, título e ação ao mesmo tempo . Hoffman agora argumenta que essa história já foi totalmente realizada. "A tese do ETH é Dinheiro não fracassou… ela se esgotou", escreveu, afirmando que o mercado já precificou tudo o que essa narrativa pode oferecer
.
Isso marca uma mudança crucial: de ver o ETH como um ativo com enorme potencial de valorização futura, para enxergar seu valor de mercado atual como um reflexo justo e final de suas conquistas. Hoffman não vê uma lógica convincente para que o mercado reprecifique o token de forma significativa, seja para cima ou para baixo .
No cerne do raciocínio de Hoffman está a visão da arquitetura do Ethereum como inerentemente generosa. Ele descreve a camada base como a organização sem fins lucrativos de código aberto mais bem-sucedida do mundo, fornecendo um espaço de bloco supremamente seguro, tokenização global de ativos e uma infraestrutura massiva de DeFi para as Camadas 2 (L2s) e aplicativos quase a preço de custo, sem margens de lucro .
Essa filosofia de design significa que a rede tem sucesso ao doar valor, em vez de extraí-lo. Hoffman observa que as L2s capturam cerca de 97% do lucro das taxas, enquanto os aplicativos ficam com o restante. A camada base L1 fica operando essencialmente a preço de custo . À medida que a execução migrou para fora da cadeia principal rumo às L2s, a ligação direta entre a explosão de atividade na rede e o preço do ativo L1 se enfraqueceu. Simplificando, a rede pode prosperar financeiramente enquanto o token ETH vê um benefício econômico mínimo.
Hoffman também sugere que a janela de oportunidade para o ETH se tornar uma verdadeira moeda global se fechou. Alcançar essa visão exigiria um alinhamento perfeito de condições: uma Fundação Ethereum com mentalidade de startup, alinhamento inabalável das L2s, execução impecável do roteiro técnico e uma adoção cripto mainstream sustentada .
A ascensão de ecossistemas competitivos como Solana, o ritmo mais lento de adaptação do próprio Ethereum e a natureza efêmera do momento mainstream de 2020-2021 conspiraram para fechar essa porta . Ele resume isso dizendo que o Ethereum precisaria "vencer uma guerra que sua arquitetura se recusa a lutar" para que o ETH se tornasse moeda global, e que ele não vê mais isso acontecendo
.
Isso nos leva à distinção mais crucial no argumento de Hoffman — aquela entre a rede Ethereum e o token ETH.
Esta não é uma declaração de um apocalipse do Ethereum, mas um amadurecimento da tese de investimento. A venda de Hoffman não foi um ato de pessimismo com a tecnologia, mas uma realocação estratégica de capital em direção a oportunidades onde ele vê uma captura de valor mais direta — um lugar que o ETH, por seu próprio design generoso, não ocupa mais .
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David Hoffman vendeu seu ETH por acreditar que a tese do 'ETH como dinheiro' já se esgotou e está totalmente precificada pelo mercado — e não porque fracassou.
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Ele faz uma distinção clara entre a rede e o token: a rede Ethereum vai prosperar, mas é improvável que o ativo ETH seja reprecificado significativamente para cima ou para baixo, tendo atingido sua avaliação de mercad...