A Malásia está endurecendo as regras para a prática de trilhas e montanhismo em todo o país, após um aumento alarmante de acidentes, aventureiros perdidos e operações de busca e salvamento (SAR) cada vez mais caras. A situação é impulsionada por uma combinação perigosa: aventureiros despreparados, a pressão das redes sociais pela 'foto do cume', trilhas não autorizadas e a moda arriscada das 'trilhas comprimidas' (ou compressed hikes).
A dimensão da crise
- Nos primeiros cinco meses de 2026, o Corpo de Bombeiros e Resgate da Malásia registrou 52 casos de aventureiros perdidos, envolvendo 114 pessoas — um aumento de quase 30% em relação ao mesmo período de 2025, que teve 40 casos e 88 vítimas
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- Em todo o país, 1.059 acidentes em trilhas foram registrados entre 2021 e 2025, resultando em 63 mortes e 87 feridos, segundo dados apresentados ao Parlamento em 23 de junho de 2026
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- Incidentes recentes de grande repercussão — como o desaparecimento de Jaslinda Saludin, de 49 anos, no Monte Batu Putih, e a morte de Nur Izzati Humaira Azizul, de 19 anos, no Monte Changkat Asa — aumentaram a pressão pública e política por medidas mais duras
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Novas restrições em vigor