Nesse sistema, partes do processo aeroportuário deixariam de acontecer apenas dentro do terminal principal e passariam a ocorrer em diferentes pontos da cidade.
Por exemplo, o viajante poderia:
Nesse modelo, o aeroporto funcionaria mais como um nó seguro de embarque, enquanto etapas como verificação de identidade, despacho de bagagem e pré‑autorização aconteceriam antes da chegada ao terminal.
A ideia é reduzir congestionamento e diminuir o tempo de espera nos grandes hubs internacionais. Mas implementar isso exigiria coordenação entre companhias aéreas, governos e autoridades de segurança — além de resolver questões de privacidade e controle de bagagens.
Outro cenário provável é uma diferenciação maior entre tipos de experiência aeroportuária.
Produtos de viagem premium podem incluir serviços como coleta de bagagem em casa, filas de segurança exclusivas e pequenos terminais de bairro com embarque mais rápido.
Já os viajantes comuns podem se beneficiar de processos altamente automatizados, como filas gerenciadas por IA, previsão de demanda nos pontos de segurança e sistemas avançados de logística de bagagens.
Mesmo que a experiência varie por preço, a infraestrutura por trás dela tende a ficar cada vez mais automatizada.
Embora a tecnologia possa facilitar o planejamento das viagens, o grande desafio nas próximas décadas pode ser o acesso aos destinos mais populares.
Somente no primeiro semestre de 2025, cerca de 690 milhões de pessoas viajaram internacionalmente, cerca de 5% a mais que no ano anterior e acima dos níveis pré‑pandemia . Parte importante desse crescimento vem da expansão da classe média global — especialmente em países da Ásia
.
Com mais pessoas viajando, cidades históricas e destinos famosos enfrentam cada vez mais o fenômeno conhecido como overtourism (excesso de turistas).
Alguns destinos começaram a experimentar novas formas de controlar o fluxo de visitantes.
Essas políticas indicam uma mudança importante: muitos destinos deixaram de focar apenas em atrair visitantes e passaram a gerenciar ativamente a capacidade turística.
Se a demanda continuar crescendo, alguns dos destinos mais famosos do mundo podem se transformar parcialmente em “cidades com reserva”.
Isso pode significar que os visitantes precisarão lidar com regras como:
Esses sistemas já existem em alguns lugares, mas podem se tornar mais comuns à medida que o turismo global continua crescendo. Projeções indicam que o número de turistas internacionais pode chegar a 1,8 bilhão por ano até 2030 .
Administrar esse volume exigirá tanto novas tecnologias quanto políticas públicas mais rigorosas.
Se essas tendências se confirmarem, uma viagem internacional típica pode acontecer mais ou menos assim:
No destino, porém, o acesso a determinados bairros históricos ou atrações pode exigir reservas ou preços variáveis conforme a demanda.
O futuro das viagens pode ser definido por um equilíbrio delicado entre mais conveniência e mais controle.
Ferramentas de IA e novas infraestruturas podem tornar a experiência de viajar muito mais fluida do que hoje. Por outro lado, conforme o turismo internacional cresce além dos níveis históricos, cidades podem precisar impor regras mais rígidas para proteger moradores, infraestrutura e patrimônios culturais.
Em resumo: viajar pode ficar mais fácil — mas visitar os lugares mais populares pode exigir mais planejamento.