As autoridades não divulgaram imediatamente quantidades exatas nem cronograma de entrega, mas a compra foi apontada como um dos principais resultados econômicos do encontro.
Outro avanço envolve a reabertura ou ampliação do acesso ao mercado chinês para produtos agrícolas americanos.
Entre as medidas anunciadas:
Essas decisões restabelecem canais de exportação importantes que haviam sido interrompidos durante fases anteriores da disputa comercial entre os dois países.
O compromisso mais concreto anunciado após a cúpula foi a promessa chinesa de comprar pelo menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos.
Pontos principais do acordo:
O objetivo é ampliar as exportações agrícolas americanas, especialmente para ajudar produtores rurais que sofreram com as tarifas e restrições comerciais nos últimos anos.
Os governos também concordaram em criar novos mecanismos de diálogo sobre comércio e investimentos, incluindo fóruns para discutir o comércio de bens considerados não sensíveis e temas de investimento bilateral.
A ideia é manter comunicação regular e tentar resolver disputas comerciais antes que escalem para novas tarifas ou sanções. Ainda assim, os detalhes sobre como essas estruturas funcionarão ou serão aplicadas permanecem limitados.
Apesar das manchetes sobre compras e acesso a mercados, analistas observam que os resultados da reunião foram relativamente restritos em escopo. O encontro gerou compromissos comerciais específicos, mas não abordou muitas das questões estruturais que alimentam a rivalidade econômica entre Washington e Pequim.
Em outras palavras, houve acordos pontuais de compra e comércio, mas não uma reforma ampla das regras comerciais entre os dois países.
A maior questão que permanece após a cúpula é o destino da trégua tarifária entre EUA e China.
Essa pausa na escalada de tarifas foi negociada em uma reunião anterior entre os líderes, realizada em outubro de 2025, e atualmente está programada para durar até novembro de 2026.
O encontro em Pequim não produziu um acordo abrangente para estender ou substituir essa trégua. Isso significa que empresas e investidores ainda enfrentam incerteza sobre se as tarifas poderão voltar — ou até aumentar — caso as negociações não avancem até o fim do prazo.
No curto prazo, os resultados trazem benefícios claros para alguns setores:
Ao mesmo tempo, o quadro geral das relações comerciais entre EUA e China continua dependente do que acontecerá com a trégua tarifária antes de novembro de 2026.
A cúpula Trump–Xi em Pequim produziu acordos comerciais direcionados, mas não uma redefinição completa das relações econômicas entre os dois países. As promessas de compras agrícolas, a retomada de importações de carne e aves e as compras de aviões da Boeing representam ganhos imediatos para alguns setores.
No entanto, o conflito comercial mais amplo entre Washington e Pequim — especialmente a questão das tarifas — permanece sem solução definitiva.