A Lufthansa emitiu um comunicado confirmando o incidente e afirmando que os funcionários feridos estavam recebendo atendimento médico. A companhia acrescentou que tanto ela quanto as autoridades competentes estão investigando a causa . Até o momento, o número exato e a gravidade dos ferimentos não foram detalhados publicamente, embora vários relatos mencionem “vários funcionários” feridos
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O jato envolvido, D-ABPQ, faz parte da pequena mas crescente frota de Boeing 787-9 da Lufthansa equipados com o novo interior de cabine Allegris, um produto premium que oferece assentos e suítes atualizados em todas as classes . De acordo com registros de rastreamento público, o D-ABPQ entrou em serviço comercial de longo curso na Lufthansa em 13 de fevereiro de 2026, o que significa que estava voando há pouco menos de quatro meses na data do colapso
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A implementação da cabine Allegris tem sido um grande foco para a Lufthansa, embora também tenha sido afetada por atrasos na certificação dos novos assentos da classe executiva. O primeiro 787-9 equipado com o Allegris, de matrícula D-ABPF, foi entregue no final de agosto de 2025, mas apenas um número limitado de assentos executivos foi inicialmente certificado . No início de 2026, a companhia aérea já operava nove desses jatos, com mais a caminho
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O colapso em Frankfurt não é a primeira vez que um Boeing 787 sofre um recolhimento inadvertido do trem de pouso do nariz enquanto estacionado. O precedente mais estudado ocorreu em 18 de junho de 2021, quando um 787-8 da British Airways (G-ZBJB) passou por um evento quase idêntico no Aeroporto de Londres Heathrow .
Na ocasião, a aeronave estava estacionada e sendo carregada para um voo cargueiro para Frankfurt. Durante ações de manutenção para limpar mensagens do sistema, o trem de pouso do nariz recolheu e a parte dianteira atingiu o solo, causando danos significativos à fuselagem inferior dianteira. O copiloto e um membro da equipe de carregamento de carga sofreram ferimentos leves .
O Departamento de Investigação de Acidentes Aéreos do Reino Unido (AAIB) determinou que a causa foi um pino de trava de solo (downlock pin) mal colocado. Um mecânico de menor estatura pediu a um colega mais alto que inserisse o pino em um orifício que ele não alcançava, mas o segundo mecânico o colocou no local errado. Quando a alavanca do trem de pouso foi movida para a posição "UP" durante um teste, o trem do nariz recolheu justamente porque o pino não estava no orifício correto de travamento .
O AAIB emitiu um Boletim Especial alertando os operadores do 787 a revisar e reforçar os procedimentos de manutenção em solo para evitar que o problema se repetisse .
Enquanto o incidente de Heathrow foi uma falha de procedimento de manutenção, o programa 787 também tem enfrentado questões de qualidade de fabricação envolvendo componentes do trem de pouso principal.
Em 2024, a FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) adotou a Diretriz de Aeronavegabilidade 2024-18-02 para todos os modelos Boeing 787, após a Boeing relatar que uma inspeção obrigatória por líquido penetrante fluorescente não havia sido realizada durante a produção de quatro conjuntos da braçadeira inferior de trava do arrasto do trem de pouso principal. A diretriz exigia que os operadores verificassem os registros ou inspecionassem as peças e realizassem ações corretivas caso os conjuntos afetados estivessem instalados . A Boeing descreveu a falha como uma “evasão de qualidade” atribuída a erro humano de um único técnico
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É crucial destacar que esta diretriz está relacionada ao trem de pouso principal, e não ao trem do nariz, e não há evidências até o momento que a liguem ao ocorrido em Frankfurt. Os investigadores não indicaram se um defeito de fabricação, um erro de manutenção ou outro mecanismo causou o colapso do D-ABPQ.
As autoridades de aviação alemãs, juntamente com a Lufthansa e a Boeing, liderarão a investigação. Dado o dano visível nas imagens e vídeos da aeronave com o nariz no chão, o escopo do reparo provavelmente será extenso. O jato da British Airways de 2021 sofreu danos no nariz inferior, nas portas do compartimento do trem de pouso do nariz e nas capotas dos motores, exigindo um longo período de parada para reparos . Um cronograma semelhante de inspeção e reparo para o D-ABPQ é plausível, embora nenhuma estimativa oficial tenha sido fornecida.
Por enquanto, a causa permanece não confirmada. Até que os investigadores divulguem suas descobertas preliminares, qualquer explicação – seja relacionada a um pino de trava de solo, falha hidráulica ou defeito estrutural – deve ser tratada como mera especulação. O que está claro é que o incidente segue um padrão que já havia chamado a atenção dos órgãos reguladores antes, e os resultados desta investigação serão acompanhados de perto por toda a indústria.