Por que a Mercedes desistiu de comprar uma fatia da Alpine na Fórmula 1
A Mercedes desistiu da oferta por 24% da Alpine em 29 de maio de 2026 porque o preço de US$ 720 milhões pedido pela Otro Capital implicava um valuation total da equipe cerca de US$ 600–800 milhões acima do que a monta... A Renault, dona de 76% da Alpine, tem poder de veto sobre qualquer venda da participação da Otro...
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A Mercedes desistiu da oferta por 24% da Alpine em 29 de maio de 2026 porque o preço de US$ 720 milhões pedido pela Otro Capital implicava um valuation total da equipe cerca de US$ 600–800 milhões acima do que a monta...
A Renault, dona de 76% da Alpine, tem poder de veto sobre qualquer venda da participação da Otro até pelo menos setembro de 2026, e a FIA ainda não esclareceu como regularia a propriedade cruzada minoritária entre equ...
Com a Mercedes fora do páreo, Christian Horner é considerado o favorito entre os compradores restantes, que também incluem a montadora chinesa BYD.
What led to Mercedes pulling out of negotiations to acquire a minority stake in the Alpine Formula 1 team, including the asking price and vaThe valuation gap between Otro Capital's asking price and Mercedes' offer led the German manufacturer to walk away.
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A Mercedes abandonou sua tentativa de meses de adquirir uma participação minoritária na equipe Alpine de Fórmula 1 após bater de frente com um preço considerado alto demais. Em 29 de maio de 2026, a montadora alemã retirou formalmente sua proposta pelos 24% que pertencem ao fundo de investimento americano Otro Capital, classificando o valor pedido como “muito acima do esperado” . O fracasso da negociação tira um dos principais interessados da mesa e deixa o destino da fatia minoritária — que tem respaldo de celebridades — completamente em aberto.
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A Mercedes desistiu da oferta por 24% da Alpine em 29 de maio de 2026 porque o preço de US$ 720 milhões pedido pela Otro Capital implicava um valuation total da equipe cerca de US$ 600–800 milhões acima do que a monta... A Renault, dona de 76% da Alpine, tem poder de veto sobre qualquer venda da participação da Otro até pelo menos setembro de 2026, e a FIA ainda não esclareceu como regularia a propriedade cruzada minoritária entre equ...
O que devo fazer a seguir na prática?
Com a Mercedes fora do páreo, Christian Horner é considerado o favorito entre os compradores restantes, que também incluem a montadora chinesa BYD.
O centro do impasse foi uma discordância brutal sobre quanto a equipe sediada em Enstone realmente vale. A Otro Capital queria cerca de US$ 720 milhões (R$ 3,9 bilhões, pela cotação atual) por sua fatia de 24%, número que embutia um valor total para a Alpine de aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 16,4 bilhões). A Mercedes fez uma conta muito diferente. As Flechas de Prata miravam um valuation total entre US$ 2,2 bilhões e US$ 2,4 bilhões, uma diferença de US$ 600 a 800 milhões em relação ao que o vendedor pedia .
Para a Otro, o valor pedido reflete a inflação acelerada das equipes de F1 em todo o grid. O consórcio comprou exatamente os mesmos 24% em 2023 por €200 milhões (cerca de US$ 233 milhões na época). Ou seja, o novo preço representava uma valorização de aproximadamente 3,3 vezes em apenas três anos, com base no valuation implícito de US$ 3 bilhões .
A BBC Sport ouviu de fontes internas que as conversas foram encerradas, e vários veículos relataram que a Mercedes preferiu sair de cena de forma limpa a se aproximar do número da Otro .
Quem é a Otro Capital e o que está à venda?
A Otro Capital é a empresa líder de um consórcio de investidores de alto perfil que comprou uma participação na Alpine Racing Ltd em junho de 2023, com o negócio fechado em dezembro do mesmo ano . O grupo pagou €200 milhões pelos 24% em um momento em que o valor total da Alpine era estimado em cerca de US$ 900 milhões .
O consórcio mistura private equity tradicional com o poder de estrelas do cinema e do esporte:
Otro Capital é o fundo de private equity que lidera o grupo.
RedBird Capital Partners, casa de investimentos esportivos dos EUA com participações no AC Milan e histórico com o Fenway Sports Group.
Maximum Effort Investments, cofundada pelos atores Ryan Reynolds e Rob McElhenney, que também são donos do Wrexham AFC.
Um time de atletas-investidores que inclui Michael B. Jordan, as estrelas da NFL Patrick Mahomes e Travis Kelce, o golfista Rory McIlroy, o boxeador Anthony Joshua e o jogador de futebol Trent Alexander-Arnold .
A Otro começou conversas exploratórias discretas para vender a participação já em outubro de 2025 . O fundo acreditava que a valorização acelerada das equipes de F1 — impulsionada pelo crescimento global do esporte e pelo novo Pacto da Concórdia — tornava o momento ideal para uma saída lucrativa .
Quem mais está na disputa?
O conselheiro executivo da Alpine, Flavio Briatore, afirmou que havia “três ou quatro potenciais compradores” de olho na fatia . Com a Mercedes fora, um nome desponta como favorito:
Christian Horner, chefe da Red Bull, confirmou em janeiro de 2026 que estava envolvido com um consórcio de investidores avaliando a oportunidade na Alpine. Com a retirada da Mercedes, vários relatos agora apontam o grupo de Horner como o comprador mais provável .
BYD, a fabricante chinesa de veículos elétricos, foi noticiada em “negociações substanciais” como possível compradora dos 24%, em uma potencial entrada estratégica na Fórmula 1 .
Especulações no início de março de 2026 sugeriam que Toto Wolff poderia fazer uma oferta pessoal, mas Briatore depois esclareceu que era a Mercedes como empresa — e não Wolff como pessoa física — que estava no comando das conversas .
O número de interessados variou conforme o processo se arrastava, mas Briatore fez questão de deixar claro que a venda não era uma iniciativa pessoal sua: “Quaisquer abordagens ou discussões são com os acionistas existentes, Otro Capital (24%) e Renault Group (76%), e não diretamente com Flavio Briatore ou com a equipe” .
As amarras societárias e o poder de veto da Renault
O Grupo Renault segue como acionista majoritário da Alpine, com 76%, e essa supermaioria vem com cláusulas contratuais pesadas que afetam diretamente o processo de venda .
Direito de preferência: A Renault tem direito de primeira oferta sobre qualquer venda da participação de 24% da Otro, podendo cobrir uma oferta de terceiros e manter a fatia em casa .
Poder de veto até setembro de 2026: Documentos ligados à participação da Otro indicam que o fundo não pode vender a fatia sem aprovação da Renault até que expire um período de bloqueio de três anos — cujo fim está previsto para setembro de 2026. Até lá, a Renault segura um veto efetivo sobre qualquer comprador. Depois de setembro, a fatia pode, em tese, ir para quem pagar mais.
Consolidação no conselho: Em abril de 2026, a Renault apertou seu controle ao substituir o CFO Duncan Minto no conselho da Alpine por Guillaume Rosso, chefe de fusões e aquisições do grupo. A manobra foi lida como um posicionamento para barrar compradores indesejados ou preparar uma reestruturação mais ampla .
Alguns relatos chegaram a sugerir que a Renault, na prática, “decidiu não permitir” que o negócio com a Mercedes fosse adiante, sinalizando que o acionista majoritário usou suas alavancas contratuais para interromper uma transação que não lhe agradava .
O que isso significa para a governança da F1
O colapso das conversas entre Mercedes e Alpine vai além de uma simples dança de cadeiras entre pretendentes — ele joga luz sobre uma zona cinzenta nas regras de propriedade da Fórmula 1.
A questão da propriedade cruzada: Se a Mercedes tivesse sucesso, seria dona de um pedaço de uma concorrente direta. A FIA ainda não publicou regras claras sobre se — e como — uma montadora pode ter participação minoritária em uma equipe rival. O presidente da entidade, Mohammed Ben Sulayem, já havia sinalizado que a FIA poderia intervir em um acordo Mercedes-Alpine, mas não existe uma estrutura formal para julgar esse tipo de caso .
Vácuo de governança em todo o grid: Vários analistas observaram que a venda da fatia da Alpine pode “remodelar o mapa de poder da F1” justamente porque o esporte não tem regras definidas para a propriedade cruzada minoritária . Se Christian Horner — ainda ligado à Red Bull — acabar comprando, fica a dúvida se a FIA tratará o caso de forma diferente da compra corporativa da Mercedes. Um relato resumiu o dilema de forma direta: a FIA atualmente “não tem uma resposta clara” .
O jogo de longo prazo da Renault: Ao trocar seu conselheiro financeiro por um especialista em fusões e aquisições, a Renault deu um sinal de que pretende controlar o desfecho com mão firme. Se isso significa recomprar a fatia da Otro, escolher a dedo um parceiro estratégico ou se preparar para uma reorganização societária maior, ainda não está claro .
Valuations descolados do desempenho na pista: A Alpine enfrentou dificuldades nas últimas temporadas, mas a avaliação de US$ 3 bilhões a coloca na mesma linha de valorizações galopantes de todas as equipes de F1, independentemente dos resultados de corrida. A situação reflete uma tendência mais ampla em que a escassez de vagas no grid — quase como franquias — empurrou os preços das equipes para bem além do que o desempenho competitivo sozinho justificaria .
A participação de 24% da Alpine segue em jogo por enquanto, mas as cercas são altas: a Renault tem um veto poderoso até pelo menos setembro de 2026, a FIA não esclareceu sua posição sobre propriedade cruzada entre múltiplas equipes, e os compradores estão batendo o pé contra o que consideram uma etiqueta de preço inflada. O que começou como uma saída simples de private equity virou uma espécie de referendo sobre quem pode ser dono de um pedaço do futuro da Fórmula 1.
skysports.comMercedes pull out of talks to buy minority stake in F1 rivals Alpine after deeming valuation to be too expensive