Uma captura de tela da mesma janela mostra o Bitcoin à vista perto de US$ 63.009 , o que significa que muitos desses strikes de puts já estão dentro ou próximos do dinheiro. A inclinação (skew) entre puts e calls não é sutil: o volume de puts na Deribit superou o de calls em 54,87% a 45,13% em uma janela recente de 24 horas
. Este é um sinal baixista claro de curto prazo vindo do mercado de derivativos.
Em 18 de junho de 2026, o JPMorgan publicou uma nota a clientes estimando que a economia da mineração de Bitcoin havia "piorado" em 2026 . O banco estimou o custo de produção total de um Bitcoin em aproximadamente US$ 78.000, um valor derivado de despesas com eletricidade, depreciação de hardware e custos indiretos dos mineradores públicos. Com o Bitcoin sendo negociado perto de US$ 62.500–US$ 63.000 na época, a moeda da rede estava sendo vendida a aproximadamente 80% do seu custo de produção estimado
.
O JPMorgan concluiu que cerca de 20% dos mineradores de Bitcoin não eram mais lucrativos nas condições atuais . Empresas de mineração de capital aberto venderam mais de 32.000 BTC no primeiro trimestre de 2026 para financiar operações — superando o total de suas vendas de Bitcoin em todo o ano de 2025
. A dificuldade de mineração caiu aproximadamente 10% na segunda semana de junho, sendo este o segundo ajuste desse tipo em 2026, à medida que equipamentos ineficientes são desligados
.
O banco também observou que a correlação entre o preço do Bitcoin, o hashrate e a dificuldade aumentou para 0,62 nos últimos seis meses, o que significa que os mineradores estão desligando equipamentos com mais frequência durante as quedas do mercado . Este é um fator estrutural diretamente baixista: o estresse prolongado dos mineradores pode adicionar pressão de venda, e novas quedas de preço podem empurrar operadores mais fracos para um estresse ainda maior.
O contrapeso mais significativo para a tese baixista são os dados on-chain que mostram uma acumulação recorde por parte dos detentores de longo prazo. Em 17 de junho de 2026, as holdings líquidas de detentores de longo prazo (LTHs) atingiram uma nova máxima histórica de 14,96 milhões de BTC, superando o pico anterior em 20.000 BTC . A oferta de LTHs de forma mais ampla subiu para aproximadamente 16,3 milhões de BTC, aproximando-se da máxima histórica de 16,4 milhões de BTC estabelecida em janeiro de 2024
. A oferta de LTHs aumentou em mais de 2 milhões de BTC desde outubro de 2025
.
Esta não é uma mudança pequena. Os detentores de longo prazo agora controlam aproximadamente 82% dos 19,86 milhões de Bitcoins em circulação . A acumulação tem sido consistente: dados da CryptoQuant mostram que as carteiras LTH adicionaram 316.000 BTC nos 30 dias anteriores a meados de maio de 2026
, e uma análise separada fixou a adição de 30 dias em 212.000 BTC, no valor de mais de US$ 14 bilhões, no início de março de 2026
. No mês passado, os detentores de curto prazo (STHs) reduziram cerca de 290.000 BTC, enquanto LTHs, ETFs e estratégias estruturadas absorveram mais de 370.000 BTC
.
Esta é a principal tensão na tese. A acumulação de LTHs durante uma queda é tipicamente interpretada como capital resiliente absorvendo a oferta, em vez de fugir. Historicamente, a oferta de LTHs tende a subir durante as fases de acumulação que precedem as recuperações. A oferta recorde de detentores pode, portanto, ser lida como "mãos fortes" se posicionando para uma recuperação futura, o que argumenta contra uma queda sem fim .
Os mercados de previsão mostraram um sentimento baixista em relação ao Bitcoin em várias plataformas em 2026. Na Kalshi, alguns contratos atribuíram uma probabilidade de 66% de o Bitcoin retornar abaixo de US$ 55.000 até o final de 2026 . Dados da Polymarket de abril de 2026 mostraram uma probabilidade de 67% de o Bitcoin cair abaixo de US$ 55.000 e uma chance de 43% de cair abaixo de US$ 45.000
. As probabilidades de curto prazo de um movimento abaixo de US$ 58.000 chegaram a 98% em uma análise
. Essas probabilidades refletem o sentimento implícito do mercado, não resultados garantidos.
A análise técnica da Changelly de 18 de junho de 2026 mostrou um Índice de Medo e Ganância (Fear & Greed Index) de 15 (Medo Extremo) e indicadores técnicos baixistas, enquanto sua previsão de curto prazo ainda projetava o BTC em US$ 65.591,08 até 21 de junho de 2026 . Esse quadro misto é consistente com o cenário mais amplo dos analistas: o nível de baixa com maior suporte nas fontes fornecidas é a preparação reportada para um movimento em direção aos US$ 52.000 nas próximas semanas
, com outras fontes apontando para uma faixa entre US$ 50.000 e US$ 55.000.
Conclusão: a inclinação das opções, o posicionamento reportado para queda a US$ 52.000 e o estresse contínuo dos mineradores apontam para pressão adicional de baixa no curto e médio prazo . No entanto, a acumulação recorde de LTHs é um contrapeso importante, sugerindo que os detentores de longo prazo estão absorvendo a oferta em vez de sair
. A leitura mais coerente é que novas quedas em direção à faixa de US$ 50.000 a US$ 55.000 são plausíveis, mas a acumulação recorde por detentores de longo prazo sugere que essa zona pode se tornar um piso duradouro, em vez do início de um colapso total. O estresse dos mineradores ainda pode atuar como um mecanismo de capitulação, mas os dados dos LTHs tornam a tese puramente baixista menos direta.
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