SpaceX estreia na Nasdaq em 12 de junho de 2026 com o ticker SPCX, vendendo 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada, em uma captação recorde de US$ 75 bilhões e um valuation de mercado de US$ 1,75 trilhão. Em um movimento inédito, até 30% da oferta (cerca de US$ 22,5 bilhões) é reservada a investidores de varejo, disp...

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A SpaceX se prepara para realizar a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da história, com o objetivo de captar impressionantes US$ 75 bilhões em sua estreia na bolsa Nasdaq sob o ticker SPCX, em 12 de junho de 2026. A empresa de Elon Musk surpreendeu o mercado ao travar um preço fixo de US$ 135 por ação, quebrando o tradicional processo de formação de preços de Wall Street. No entanto, enquanto o valuation total de US$ 1,75 trilhão (cerca de R$ 9,9 trilhões) coloca a companhia entre as mais valiosas do mundo, renomados analistas independentes emitiram alertas severos de que esse número não se sustenta com base nos dados financeiros atuais da empresa .
Para se ter uma ideia da magnitude, a SpaceX planeja vender 555,6 milhões de ações ordinárias Classe A ao preço fixo de US$ 135 cada, levantando aproximadamente US$ 75 bilhões em uma oferta primária . As negociações na Nasdaq, sob o símbolo SPCX, estão marcadas para começar na sexta-feira, 12 de junho de 2026, com a precificação final travada no dia anterior, 11 de junho
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A escala da oferta é extraordinária. A captação de US$ 75 bilhões não só pulveriza o recorde anterior, da Saudi Aramco com US$ 29,4 bilhões em 2019, como também avalia a empresa em algo em torno de US$ 1,75 trilhão . Para efeito de comparação, esse valuation colocaria a SpaceX à frente de gigantes como Meta Platforms (dona do Facebook e Instagram) e Berkshire Hathaway, ficando atrás, nos EUA, apenas de Apple e Nvidia
. Estima-se que a participação pessoal de Elon Musk valeria entre US$ 735 bilhões e US$ 840 bilhões com base nesse preço de IPO
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A oferta foi estruturada com um preço fixo, uma tática rara que ignora o processo de "bookbuilding" — quando os bancos testam a demanda dos investidores primeiro com uma faixa de preço indicativa para depois ajustá-la. Neste caso, a SpaceX definiu o preço com mais de uma semana de antecedência, transformando a tradicional turnê de apresentação para investidores (roadshow) em uma proposta do tipo "é pegar ou largar" .
Em uma ruptura significativa com a prática padrão, a SpaceX está reservando até 30% da oferta total — aproximadamente US$ 22,5 bilhões em ações — para investidores pessoa física (varejo) . Para se ter uma base, a maioria dos IPOs destina apenas de 5% a 10% das ações a esse público
.
Grandes corretoras já ajustaram seus pré-requisitos para participar da oferta:
Com base no prospecto europeu aprovado pela BaFin (o xerife do mercado alemão), a oferta de varejo está aberta a investidores residentes em uma lista específica de países europeus. A lista aprovada inclui Alemanha, Reino Unido, França, Dinamarca, Países Baixos, Noruega, Espanha, Suécia e Suíça . O prospecto restringe explicitamente a participação e o acesso aos materiais da oferta para pessoas localizadas na China continental e em Hong Kong
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Para o investidor brasileiro, a participação direta no IPO, portanto, ficaria restrita a quem possui conta em uma das corretoras internacionais participantes (como as citadas acima) ou que acesse a oferta por meio de recibos de ações (BDRs) ou fundos de investimento que venham a ser lançados posteriormente.
O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, deu um passo incomum ao apresentar pessoalmente o IPO da SpaceX para os clientes mais abastados do banco. Nos dias 4 e 5 de junho de 2026, Dimon comandou um evento interativo ao vivo, transmitido simultaneamente para cerca de 90 agências do JPMorgan em 26 estados americanos, alcançando mais de 2.500 indivíduos de alto patrimônio .
Ao lado de Dimon estavam Mary Callahan Erdoes, chefe de gestão de ativos e patrimônio do JPMorgan, e dois pesos pesados da SpaceX: a presidente Gwynne Shotwell e o CFO Bret Johnsen . O envolvimento direto do CEO de um grande banco na venda de um IPO para sua clientela privada ressalta tanto a magnitude do evento quanto uma estratégia de distribuição controlada, desenhada em torno de um volume de ações relativamente pequeno no mercado (free float) e uma demanda já altíssima
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A empolgação com o lado operacional da empresa contrasta fortemente com a preocupação da comunidade financeira. O preço do IPO acendeu um debate intenso sobre a real “careza” do papel.
A Morningstar, uma das mais respeitadas casas independentes de análise de investimentos do mundo, iniciou sua cobertura sobre a SpaceX com uma estimativa de valor justo de US$ 780 bilhões. Esse número é aproximadamente 55% inferior à meta de US$ 1,75 trilhão do IPO .
O analista líder de ações, Nicolas Owens, foi direto: “Acreditamos que a empresa foi significativamente supervalorizada e que os investidores terão oportunidades de comprar as ações a níveis mais atrativos após o IPO” . A análise de fluxo de caixa descontado da Morningstar concede à empresa um "Fosso Econômico Estreito", sustentado pelos negócios principais de lançamento de foguetes e internet via satélite (Starlink). Contudo, a firma vê o recém-integrado negócio de inteligência artificial (xAI) como uma "ameaça material de destruição de valor", devido à economia altamente incerta do setor
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A US$ 135 por ação, a relação Preço/Vendas (P/V, ou P/S ratio) da SpaceX supera 90 vezes, com base em uma receita dos últimos 12 meses de aproximadamente US$ 19,3 bilhões . Esse múltiplo ultrapassa, com folga, o da atual líder do S&P 500, a Palantir, que é negociada a cerca de 65 vezes suas vendas
. Para contextualizar, o múltiplo P/V médio do índice S&P 500 é de apenas 3 vezes
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Os fundamentos financeiros da empresa destacam o prêmio especulativo embutido no preço. Somente no primeiro trimestre de 2026, a SpaceX registrou um prejuízo líquido de US$ 4,28 bilhões e divulgou um déficit acumulado de US$ 41,3 bilhões . Analistas alertam que o valuation exige um cenário de "perfeição" no crescimento, sendo que um deles observou ser difícil sustentar um múltiplo tão alto com uma taxa de crescimento de vendas trimestral de "apenas" 15%
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SpaceX estreia na Nasdaq em 12 de junho de 2026 com o ticker SPCX, vendendo 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada, em uma captação recorde de US$ 75 bilhões e um valuation de mercado de US$ 1,75 trilhão.
SpaceX estreia na Nasdaq em 12 de junho de 2026 com o ticker SPCX, vendendo 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada, em uma captação recorde de US$ 75 bilhões e um valuation de mercado de US$ 1,75 trilhão. Em um movimento inédito, até 30% da oferta (cerca de US$ 22,5 bilhões) é reservada a investidores de varejo, disponível em plataformas como eToro (Reino Unido) e Fidelity, com investimentos mínimos a partir de US$ 750.
O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, apresentou pessoalmente o IPO a mais de 2.500 clientes abastados em 90 locais nos EUA, um esforço sem precedentes em Wall Street.