As acusações são intensas. Os EAU culpam diretamente o Irã pelos últimos ataques com mísseis . O Irã afirma que o estreito continuará fechado para embarcações não autorizadas, proibindo o trânsito de navios dos EUA e de Israel, e insiste que Washington deve aceitar suas condições para que o tráfego seja retomado . Os EUA, por sua vez, dizem ter "controle total" da via marítima — uma afirmação que o Irã nega veementemente .
O trânsito pelo Estreito de Ormuz "parecia ter chegado a uma paralisação quase total" na sexta-feira, 14 de agosto, após os últimos ataques e novas ameaças dos EUA . No início de julho, apenas 25 navios passaram pelo estreito em um único dia (contra 49 no dia anterior), de acordo com a empresa de dados marítimos Kpler — uma queda de 50% . A via normalmente transporta cerca de um quinto do suprimento diário mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) .
Em 8 de agosto, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã emitiu uma série de condições para a reabertura do estreito. O secretário Mohammad Bagher Zolghadr afirmou que os EUA devem:
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou em 9 de agosto que não há negociações diretas em andamento entre Teerã e Washington, e que intermediários ainda tentam encontrar uma forma de retomar as conversas . Ambos os lados apresentam exigências cada vez mais amplas, em vez de se aproximarem . O memorando de entendimento de junho, que havia pausado as hostilidades, efetivamente colapsou .
Em 13 de agosto, os EUA afirmaram que podem manter um bloqueio naval ao Irã "indefinidamente" e prometeram aumentar a pressão econômica à medida que o cessar-fogo se aproxima do fim . Em 14 de agosto, os EUA advertiram que intensificariam ainda mais a pressão econômica após os dois últimos ataques a navios . Rodadas anteriores de coerção incluíram: a revogação da licença de venda de petróleo do Irã (7 de julho) ; o lançamento de centenas de ataques contra alvos iranianos em retaliação a ataques a navios ; e a exigência de Trump por compensações do Irã por mortes ligadas ao conflito .
O barril de petróleo Brent fechou a US$ 88,52 em 14 de agosto, uma alta de US$ 1,45 (1,67%) no dia, com o WTI a US$ 85,38 o barril . A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu sua previsão de demanda de petróleo para 2026 em 1,6 milhão de barris por dia, citando a interrupção em Ormuz . Os preços da gasolina nos EUA estão subindo, pois a redução nas remessas de petróleo bruto através de Ormuz pressiona as refinarias domésticas; Trump alertou os motoristas para se prepararem para custos mais altos . O petróleo chegou a ser negociado acima de US$ 90 o barril em meados de julho, quando o tráfego quase parou .
Fontes diplomáticas descrevem as negociações como não evoluindo para um acordo ou mesmo um memorando de entendimento neste estágio, com as exigências conflitantes do Irã deixando um acordo fora de alcance . Analistas observam que o Irã efetivamente antecipou todas as suas principais demandas (retirada da ameaça dos EUA, alívio financeiro e gestão iraniana do estreito) enquanto adia a discussão de seu programa nuclear — uma condição inaceitável para a administração Trump . O risco de um impasse prolongado é alto. Sem negociações diretas entre EUA e Irã em andamento, o canal mediado por Omã parece insuficiente para superar as diferenças, e ambos os lados estão endurecendo suas posições .
As acusações são intensas. Os EAU culpam diretamente o Irã pelos últimos ataques com mísseis . O Irã afirma que o estreito continuará fechado para embarcações não autorizadas, proibindo o trânsito de navios dos EUA e de Israel, e insiste que Washington deve aceitar suas condições para que o tráfego seja retomado . Os EUA, por sua vez, dizem ter "controle total" da via marítima — uma afirmação que o Irã nega veementemente .
O trânsito pelo Estreito de Ormuz "parecia ter chegado a uma paralisação quase total" na sexta-feira, 14 de agosto, após os últimos ataques e novas ameaças dos EUA . No início de julho, apenas 25 navios passaram pelo estreito em um único dia (contra 49 no dia anterior), de acordo com a empresa de dados marítimos Kpler — uma queda de 50% . A via normalmente transporta cerca de um quinto do suprimento diário mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) .
Em 8 de agosto, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã emitiu uma série de condições para a reabertura do estreito. O secretário Mohammad Bagher Zolghadr afirmou que os EUA devem:
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou em 9 de agosto que não há negociações diretas em andamento entre Teerã e Washington, e que intermediários ainda tentam encontrar uma forma de retomar as conversas . Ambos os lados apresentam exigências cada vez mais amplas, em vez de se aproximarem . O memorando de entendimento de junho, que havia pausado as hostilidades, efetivamente colapsou .
Em 13 de agosto, os EUA afirmaram que podem manter um bloqueio naval ao Irã "indefinidamente" e prometeram aumentar a pressão econômica à medida que o cessar-fogo se aproxima do fim . Em 14 de agosto, os EUA advertiram que intensificariam ainda mais a pressão econômica após os dois últimos ataques a navios . Rodadas anteriores de coerção incluíram: a revogação da licença de venda de petróleo do Irã (7 de julho) ; o lançamento de centenas de ataques contra alvos iranianos em retaliação a ataques a navios ; e a exigência de Trump por compensações do Irã por mortes ligadas ao conflito .
O barril de petróleo Brent fechou a US$ 88,52 em 14 de agosto, uma alta de US$ 1,45 (1,67%) no dia, com o WTI a US$ 85,38 o barril . A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu sua previsão de demanda de petróleo para 2026 em 1,6 milhão de barris por dia, citando a interrupção em Ormuz . Os preços da gasolina nos EUA estão subindo, pois a redução nas remessas de petróleo bruto através de Ormuz pressiona as refinarias domésticas; Trump alertou os motoristas para se prepararem para custos mais altos . O petróleo chegou a ser negociado acima de US$ 90 o barril em meados de julho, quando o tráfego quase parou .
Fontes diplomáticas descrevem as negociações como não evoluindo para um acordo ou mesmo um memorando de entendimento neste estágio, com as exigências conflitantes do Irã deixando um acordo fora de alcance . Analistas observam que o Irã efetivamente antecipou todas as suas principais demandas (retirada da ameaça dos EUA, alívio financeiro e gestão iraniana do estreito) enquanto adia a discussão de seu programa nuclear — uma condição inaceitável para a administração Trump . O risco de um impasse prolongado é alto. Sem negociações diretas entre EUA e Irã em andamento, o canal mediado por Omã parece insuficiente para superar as diferenças, e ambos os lados estão endurecendo suas posições .