Até agora, autoridades e reportagens descrevem o documento como um acordo‑quadro, não um tratado definitivo. A ideia seria criar condições para estabilizar a situação após a guerra iniciada no início de 2026 e abrir espaço para negociações mais longas.
Entre os pontos discutidos estariam:
Alguns relatos também indicam que o memorando poderia incluir uma declaração formal marcando o fim do conflito recente, enquanto diplomatas trabalham em um acordo mais abrangente.
Um dos pontos centrais do possível acordo é a reabertura do Estreito de Ormuz, um estreito corredor marítimo entre o Golfo Pérsico e o oceano aberto.
Essa rota é considerada uma das mais estratégicas do planeta para o comércio de energia, já que uma grande parcela do petróleo mundial passa por ali. Interrupções no tráfego podem provocar impactos imediatos nos preços globais de energia.
Autoridades americanas dizem que o acordo permitiria restaurar a navegação comercial após meses de interrupções durante o conflito iniciado em 2026.
Se o fluxo de navios for normalizado, analistas esperam redução de riscos para o transporte de petróleo e menos pressão sobre os mercados de energia.
Outro ponto importante nas negociações é a possibilidade de alívio temporário de sanções dos EUA relacionadas ao petróleo iraniano.
A medida permitiria que o Irã voltasse a vender petróleo no mercado internacional, algo visto como incentivo econômico para que o país mantenha o cessar‑fogo durante o período de negociações.
Esse relaxamento das sanções seria limitado e condicionado ao progresso das conversas diplomáticas, segundo relatos de autoridades citadas pela imprensa.
O rascunho do acordo também serviria como ponto de partida para uma nova rodada de negociações sobre as atividades nucleares do Irã.
Relatórios indicam que o memorando poderia abrir cerca de dois meses de discussões sobre limites ao enriquecimento de urânio e sobre o destino de estoques de material nuclear altamente enriquecido.
Esses temas, porém, continuam entre os pontos mais complexos e sensíveis das negociações. Autoridades dizem que muitos detalhes ainda não foram resolvidos.
O esforço diplomático recebeu apoio público de alguns líderes da região.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, afirmou que qualquer acordo que garanta passagem livre pelo Estreito de Ormuz ajudaria a estabilidade regional e a economia global.
Ancara também indicou que poderia ajudar na implementação de um eventual acordo, reforçando que prefere soluções diplomáticas para o conflito.
Apesar das declarações de progresso, nem todos concordam com a versão apresentada por Trump.
A agência iraniana Fars, ligada ao Estado, questionou a afirmação de que o acordo reabriria o estreito exatamente nos termos descritos pelo presidente americano. Segundo essas reportagens, o Irã poderia manter algum tipo de controle sobre o acesso ao canal.
Essa divergência mostra que os termos finais ainda estão sendo negociados e podem mudar antes de qualquer anúncio oficial.
No momento, o quadro geral é de um acordo preliminar próximo, mas ainda não concluído.
Se for finalizado, o memorando poderia:
Mesmo assim, autoridades e analistas enfatizam que o acordo ainda precisa ser formalmente aprovado e detalhado por todos os participantes.