A incerteza diplomática se desenrola em meio a ações militares contínuas, desafiando um frágil cessar-fogo em vigor desde 8 de abril. O fim de semana de 30 de maio a 1º de junho testemunhou uma nova troca de golpes .
A tensão militar é um reflexo direto de uma brusca quebra nas negociações que, dias antes, pareciam à beira do sucesso.
Em 24 de maio, Trump descreveu um acordo como “amplamente negociado”, e fontes regionais disseram que a estrutura estava cerca de 95% concluída . A minuta do memorando de entendimento (MOU, na sigla em inglês) supostamente incluía uma extensão do cessar-fogo por 60 dias, um caminho para negociações nucleares e mecanismos para reabrir o Estreito de Ormuz e suspender o bloqueio naval dos EUA .
Mas, em 30 de maio, após uma reunião na Sala de Crise da Casa Branca, esse momento se dissipou. Trump rejeitou a minuta e enviou um documento revisado de volta a Teerã com “termos mais duros” .
Segundo uma fonte da CBS News e outros relatos, as edições de Trump foram “um pouco significativas” e focaram em duas questões centrais :
Trump também estaria preocupado com as cláusulas sobre o descongelamento de fundos iranianos, receoso de oferecer alívio financeiro antecipado . Isso se alinha com sua declaração anterior de que nenhuma sanção seria aliviada até que um acordo permanente fosse assinado .
A posição do Irã permanece fundamentalmente desalinhada com a estrutura dos EUA. O Soufan Center observou que os esforços de ambos os líderes para apresentar um potencial acordo como uma vitória estão, por si só, travando o acerto, já que cada lado enquadra suas demandas de forma diferente .
Enquanto Trump foca no material nuclear, Teerã tem dito consistentemente que essa não é a prioridade para as conversas atuais. As demandas imediatas do Irã se concentram em acabar com a guerra e suas consequências .
Em 1º de junho, o futuro do acordo de paz é profundamente incerto. O MOU revisado pelos EUA está de volta à mesa do Irã para análise, e suas mudanças específicas não foram detalhadas publicamente . Trump projetou confiança, dizendo que o acordo “vai dar tudo certo no final” e pedindo aos críticos que “se sentem e relaxem” .
Mas a disputa fundamental segue sem solução. Os EUA insistem no desmantelamento nuclear verificável como preço para um cessar-fogo e alívio das sanções. O Irã exige primeiro o fim das hostilidades e do bloqueio econômico, considerando amplas concessões nucleares como uma negociação de estágio posterior para um “acordo final”, e não para um MOU temporário . Por ora, a realidade dupla de otimismo público e impasse privado continua, pontuada por ataques militares regulares.