O espólio da FTX/Alameda Research desbloqueou 200.241 tokens Solana (SOL) no valor de R$ 67 milhões em 11 de junho de 2026, seguindo um padrão mensal recorrente desde novembro de 2023. Até o momento, a massa falida já distribuiu cerca de R$ 50 bilhões aos credores.

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O espólio da falida FTX e de sua empresa-irmã, Alameda Research, continua sendo um dos maiores e mais monitorados detentores de Solana (SOL) do mundo. Suas movimentações na blockchain são uma vitrine para o minucioso processo de reembolso de credores, que se tornou previsível até mesmo para analistas de mercado.
Em 11 de junho de 2026, uma carteira ligada ao espólio da FTX/Alameda desbloqueou exatas 200.241 SOL, avaliadas em aproximadamente R$ 67 milhões na cotação do dia . A firma de análise on-chain Onchain Lens rastreou a movimentação, que mostra os tokens sendo divididos por carteiras intermediárias
. Esse é o procedimento padrão do espólio: fragmentar os fundos para, em seguida, enviá-los a grandes corretoras centralizadas como Coinbase e Binance, onde são convertidos em dinheiro para pagar os credores
.
Esse evento de junho não é um fato isolado. Ele é o capítulo mais recente de um verdadeiro ritual mensal que a massa falida mantém desde novembro de 2023 . O processo é tão regular que já entrou no radar do mercado: as movimentações costumam ocorrer entre os dias 10 e 15 de cada mês, com lotes que frequentemente ficam entre 170 mil e 200 mil SOL
.
Claro, há exceções. Em março de 2026, o espólio fez um resgate bem mais robusto, de 1,1 milhão de SOL . Em outubro de 2025, os saques acumulados do endereço de staking já haviam atingido 9,173 milhões de SOL, avaliados em impressionantes R$ 9,7 bilhões com base em um preço médio de transferência de US$ 135 por token
.
Essas liquidações recorrentes de SOL são o combustível para um colossal plano de recuperação judicial. Uma corte dos EUA ordenou que a FTX pague R$ 64 bilhões em indenizações aos seus clientes, como parte de um acordo com a Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) . A equipe da massa falida se comprometeu a devolver 100% dos valores reivindicados, mais juros, para muitos credores
.
O progresso dos pagamentos é expressivo:
Apesar das bilionárias vendas já realizadas, o cofre de Solana do espólio está longe de vazio. Boa parte das reservas vem de compras feitas antes da falência, que obedecem a cronogramas de liberação plurianuais .
Em março de 2026, só as carteiras ligadas à Alameda ainda retinham aproximadamente 3,75 milhões de SOL, valendo cerca de R$ 1,6 bilhão à época . Mas a exposição total é ainda maior. Ao incluir os tokens ainda trancados em contratos de vesting (liberação gradual), os interesses remanescentes do espólio em Solana foram estimados em mais de R$ 5 bilhões em valor de face
. É justamente o desbloqueio mensal desses contratos que alimenta a rotina de unstaking – uma dinâmica que parece longe de acabar.
A expectativa de uma pressão vendedora tão persistente e metódica poderia jogar o preço da Solana para baixo. No entanto, o impacto tem sido surpreendentemente discreto. Isso não é à toa. Os liquidantes têm uma cartilha bem definida para minimizar turbulências: depois de desbloquear os tokens do staking, eles os fragmentam por várias carteiras intermediárias antes de pingá-los aos poucos nas corretoras . Essa estratégia evita um único e gigantesco evento de venda capaz de derrubar as cotações.
Além disso, o contexto mais amplo do mercado ajudou a absorver a pressão. Curiosamente, alguns analistas chegaram a sugerir que os pagamentos volumosos aos credores, como o recente ciclo de R$ 11 bilhões, podem representar uma fonte de liquidez que retorna ao universo cripto, contrabalançando a pressão de venda das liquidações .
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O espólio da FTX/Alameda Research desbloqueou 200.241 tokens Solana (SOL) no valor de R$ 67 milhões em 11 de junho de 2026, seguindo um padrão mensal recorrente desde novembro de 2023.
O espólio da FTX/Alameda Research desbloqueou 200.241 tokens Solana (SOL) no valor de R$ 67 milhões em 11 de junho de 2026, seguindo um padrão mensal recorrente desde novembro de 2023. Até o momento, a massa falida já distribuiu cerca de R$ 50 bilhões aos credores.
Apesar das vendas constantes, o impacto no mercado tem sido surpreendentemente baixo.