E ela não estará sozinha. Williams formará dupla com a estrela canadense em ascensão Victoria Mboko, de 19 anos, uma jovem que cresceu idolatrando a lenda americana e agora será sua parceira dentro de quadra . A organização do evento confirmou que a dupla recebeu um convite (wildcard) , única porta de entrada para uma ex-número 1 do mundo que retorna sem ranking .
O rumor que parou o mundo do tênis não começou com um comunicado oficial. Começou num podcast. Por volta dos dias 27 e 28 de maio de 2026, o ex-número 1 do mundo e grande amigo de Serena, Andy Roddick, soltou a bomba em seu podcast Served. Roddick revelou que a jogadora de 44 anos planejava um retorno nas duplas no Queen's Club e que faria parceria com Mboko, o que rapidamente incendiou a imprensa . Dali em diante, a novela se desenrolou em atos:
Por trás dos rumores e desmentidos, uma movimentação silenciosa e metódica já estava em curso. Uma atleta aposentada por tanto tempo como Serena não pode simplesmente aparecer e se inscrever num torneio.
A reinstalação não garantia a volta, mas removia todos os entraves regulatórios. A pergunta agora era “se” e “quando”, não mais “é possível?”.
A longa ausência trouxe um problema prático para a volta. Serena não tem ranking na WTA. As regras não concedem um “ranking protegido” (recurso usado por atletas que se afastam por lesão ou licença-maternidade) para quem ficou tanto tempo longe. Para uma atleta de 44 anos, com quatro anos sem jogar, essa rede de segurança não existe .
Essa realidade incontornável significa que Serena depende totalmente de convites (wildcards) dos organizadores de torneios para entrar em qualquer chave. Os dirigentes do Queen's Club nem pestanejaram antes de oferecer um para as duplas — uma decisão óbvia tanto do ponto de vista comercial quanto esportivo. Mas, como bem lembrou o jornal The Independent, “um acordo semelhante seria necessário para qualquer entrada em simples” que ela deseje disputar no futuro . É um obstáculo logístico, mas está longe de ser intransponível para a estrela mais transcendental que o tênis já conheceu.
O discurso público de Serena sobre uma possível volta foi um verdadeiro estudo de caso em despiste — ou talvez em incerteza genuína — ao longo do último ano. A linha do tempo de suas declarações é um carrossel de contrastes:
O Queen's Club é só o começo. Como o principal evento preparatório na grama para Wimbledon, sua escolha foi uma tacada de mestre em termos estratégicos. Tanto que diversas fontes atestam que uma aparição em Wimbledon é agora “extremamente provável” . A Sky Sports afirma que a expectativa é vê-la pisar no All England Club no fim de junho .
Por ora, só o convite para as duplas no Queen's foi confirmado oficialmente. Uma entrada em Wimbledon — seja para duplas ou para a desgastante chave de simples — exigirá um novo convite do clube inglês, uma decisão que será observada com lupa. O Independent destaca que Serena “pode jogar simples em Wimbledon”, mas nenhum anúncio oficial foi feito ainda . Victoria Mboko, cabeça de chave número 3 na chave de simples do Queen's e número 9 do mundo, já é uma força de elite, o que torna essa dupla uma ameaça legítima para qualquer adversária . Por enquanto, o mundo do tênis apenas observa e espera. Mas, pela primeira vez em quatro anos, a Rainha está de volta à corte.