A Ucrânia recapturou mais de 600 quilômetros quadrados de território em 2026, segundo o Comandante-em-Chefe, General Oleksandr Syrskyi. Somente em maio, as forças ucranianas recuperaram cerca de 100 km² a mais do que perderam . Este é o maior movimento de libertação de território desde a contraofensiva de 2023.
A Rússia sofreu uma perda líquida de território pela primeira vez desde agosto de 2024. O ISW avaliou que as forças russas perderam o controle de 116 quilômetros quadrados em abril de 2026 . Uma análise da AFP com base em dados do ISW confirmou que esta foi a primeira reversão desse tipo desde meados de 2023 . A taxa de avanço russa então desabou na comparação anual; o ISW relatou que as forças russas tomaram apenas 7,87% do território em maio de 2026 em comparação com o que haviam tomado em maio de 2025 .
Esta mudança dramática foi impulsionada por contra-ataques terrestres ucranianos sustentados, ataques eficazes de médio alcance contra a logística russa e o bloqueio, em fevereiro de 2026, do uso de terminais Starlink pela Rússia na Ucrânia ocupada . O resultado é uma linha de frente definida pela iniciativa ucraniana, e não pela pressão russa.
Apesar do fracasso no campo de batalha, a Rússia não está planejando ceder. As evidências apontam para uma campanha de inverno, mas seu caráter mudou fundamentalmente de uma ofensiva terrestre para o que a Fundação Francesa para a Pesquisa Estratégica (FRS) chama de “degradação coercitiva do Estado” .
A inteligência ucraniana confirma o plano. Em 3 de abril de 2026, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que documentos de inteligência capturados revelam que a Rússia está planejando ativamente uma “segunda fase” de sua operação de inverno, visando “instalações de abastecimento de água, reservatórios, barragens, logística” e mais . Mais tarde, ele alertou para um “terror logístico” quando a Rússia atacou a infraestrutura ferroviária .
O conjunto de alvos está se expandindo para além da energia. Analistas do RBC Ucrânia relataram em 11 de junho de 2026 que o Kremlin expandirá sua lista de alvos neste inverno para incluir sistemas ferroviários e de água . O Atlantic Council avaliou em fevereiro que a estratégia de Putin está mudando para “destruir a infraestrutura da Ucrânia e tornar o país inabitável” . O artigo da FRS examinou especificamente a transformação dos ataques de inverno à infraestrutura em uma arma, observando uma mudança do desgaste no campo de batalha para a punição da sociedade civil .
Isso não é mera especulação. O ISW observou no final de fevereiro de 2026 que um grande pacote de ataques russos pareceu mudar os alvos prioritários da infraestrutura de energia para sistemas de água e ferrovias pela primeira vez . O objetivo não é um avanço na frente de Donbas; é congelar, desidratar e isolar as cidades ucranianas meses antes da queda de neve.
A pergunta mais crítica é se a Rússia tem capacidade para levar adiante qualquer ofensiva de inverno em larga escala.
A avaliação do ISW de 6 de fevereiro de 2026 traz um alerta severo: o comando militar russo estava planejando sua ofensiva de verão de 2026 naquele momento, mas os analistas concluíram que ele “provavelmente carece de reservas suficientes para se preparar adequadamente para tal ofensiva e atingir seus objetivos” . Essa avaliação se mostrou profética à medida que a campanha da primavera se desfez. Agora, essas mesmas reservas limitadas e unidades esgotadas precisam se reconstituir para um esforço de inverno.
Os dados fornecidos sobre o déficit orçamentário da Rússia (5,8 trilhões de rublos/US$ 81 bilhões de janeiro a abril de 2026, mais que dobrando em relação ao ano anterior, com alertas do Banco da Finlândia sobre sete anos consecutivos de altos déficits) não puderam ser verificados diretamente nas fontes fornecidas. No entanto, o quadro fiscal é consistente com a pressão amplamente documentada das sanções, da redução das receitas de energia e das despesas militares altíssimas. A tensão estratégica chave é se um exército que fracassou em atingir seus objetivos limitados de primavera com suas reservas disponíveis pode agora orquestrar uma campanha de bombardeio infraestrutural sustentada em múltiplas frentes durante o inverno — algo que exige um suprimento constante de munições de alta precisão, e não apenas infantaria.
A mudança de uma ofensiva terrestre fracassada para um inverno de terror é um ajuste estratégico nascido da necessidade. As forças ucranianas estancaram o avanço. Elas recapturaram terreno. Expuseram a incapacidade militar russa de romper linhas fortificadas. O resultado, como o ISW e um consenso de fontes especializadas agora confirmam, é uma nova fase da guerra: uma em que a Rússia tentará vencer quebrando a vontade de resistir da Ucrânia, em vez de tomar seu território.
A Ucrânia recapturou mais de 600 quilômetros quadrados de território em 2026, segundo o Comandante-em-Chefe, General Oleksandr Syrskyi. Somente em maio, as forças ucranianas recuperaram cerca de 100 km² a mais do que perderam . Este é o maior movimento de libertação de território desde a contraofensiva de 2023.
A Rússia sofreu uma perda líquida de território pela primeira vez desde agosto de 2024. O ISW avaliou que as forças russas perderam o controle de 116 quilômetros quadrados em abril de 2026 . Uma análise da AFP com base em dados do ISW confirmou que esta foi a primeira reversão desse tipo desde meados de 2023 . A taxa de avanço russa então desabou na comparação anual; o ISW relatou que as forças russas tomaram apenas 7,87% do território em maio de 2026 em comparação com o que haviam tomado em maio de 2025 .
Esta mudança dramática foi impulsionada por contra-ataques terrestres ucranianos sustentados, ataques eficazes de médio alcance contra a logística russa e o bloqueio, em fevereiro de 2026, do uso de terminais Starlink pela Rússia na Ucrânia ocupada . O resultado é uma linha de frente definida pela iniciativa ucraniana, e não pela pressão russa.
Apesar do fracasso no campo de batalha, a Rússia não está planejando ceder. As evidências apontam para uma campanha de inverno, mas seu caráter mudou fundamentalmente de uma ofensiva terrestre para o que a Fundação Francesa para a Pesquisa Estratégica (FRS) chama de “degradação coercitiva do Estado” .
A inteligência ucraniana confirma o plano. Em 3 de abril de 2026, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que documentos de inteligência capturados revelam que a Rússia está planejando ativamente uma “segunda fase” de sua operação de inverno, visando “instalações de abastecimento de água, reservatórios, barragens, logística” e mais . Mais tarde, ele alertou para um “terror logístico” quando a Rússia atacou a infraestrutura ferroviária .
O conjunto de alvos está se expandindo para além da energia. Analistas do RBC Ucrânia relataram em 11 de junho de 2026 que o Kremlin expandirá sua lista de alvos neste inverno para incluir sistemas ferroviários e de água . O Atlantic Council avaliou em fevereiro que a estratégia de Putin está mudando para “destruir a infraestrutura da Ucrânia e tornar o país inabitável” . O artigo da FRS examinou especificamente a transformação dos ataques de inverno à infraestrutura em uma arma, observando uma mudança do desgaste no campo de batalha para a punição da sociedade civil .
Isso não é mera especulação. O ISW observou no final de fevereiro de 2026 que um grande pacote de ataques russos pareceu mudar os alvos prioritários da infraestrutura de energia para sistemas de água e ferrovias pela primeira vez . O objetivo não é um avanço na frente de Donbas; é congelar, desidratar e isolar as cidades ucranianas meses antes da queda de neve.
A pergunta mais crítica é se a Rússia tem capacidade para levar adiante qualquer ofensiva de inverno em larga escala.
A avaliação do ISW de 6 de fevereiro de 2026 traz um alerta severo: o comando militar russo estava planejando sua ofensiva de verão de 2026 naquele momento, mas os analistas concluíram que ele “provavelmente carece de reservas suficientes para se preparar adequadamente para tal ofensiva e atingir seus objetivos” . Essa avaliação se mostrou profética à medida que a campanha da primavera se desfez. Agora, essas mesmas reservas limitadas e unidades esgotadas precisam se reconstituir para um esforço de inverno.
Os dados fornecidos sobre o déficit orçamentário da Rússia (5,8 trilhões de rublos/US$ 81 bilhões de janeiro a abril de 2026, mais que dobrando em relação ao ano anterior, com alertas do Banco da Finlândia sobre sete anos consecutivos de altos déficits) não puderam ser verificados diretamente nas fontes fornecidas. No entanto, o quadro fiscal é consistente com a pressão amplamente documentada das sanções, da redução das receitas de energia e das despesas militares altíssimas. A tensão estratégica chave é se um exército que fracassou em atingir seus objetivos limitados de primavera com suas reservas disponíveis pode agora orquestrar uma campanha de bombardeio infraestrutural sustentada em múltiplas frentes durante o inverno — algo que exige um suprimento constante de munições de alta precisão, e não apenas infantaria.
A mudança de uma ofensiva terrestre fracassada para um inverno de terror é um ajuste estratégico nascido da necessidade. As forças ucranianas estancaram o avanço. Elas recapturaram terreno. Expuseram a incapacidade militar russa de romper linhas fortificadas. O resultado, como o ISW e um consenso de fontes especializadas agora confirmam, é uma nova fase da guerra: uma em que a Rússia tentará vencer quebrando a vontade de resistir da Ucrânia, em vez de tomar seu território.