A Amazon adquiriu o terreno do GW Ranch em Pecos County e vai comprar energia diretamente de uma usina termelétrica a gás que está sendo desenvolvida pela Pacifico Energy. A Comissão de Qualidade Ambiental do Texas (TCEQ) emitiu em janeiro de 2026 uma licença ambiental autorizando até 33 milhões de toneladas de CO₂ por ano . A usina terá 35 turbinas a gás e operará fora da rede elétrica do estado — ou seja, não consumirá energia do grid texano .
Em plena capacidade, essa única instalação emitiria o dobro do CO₂ da usina a carvão mais poluente hoje nos EUA e se tornaria a maior fonte individual de poluição climática do país . Uma porta-voz da Amazon confirmou o envolvimento da empresa, mas afirmou que o campus fora da rede "não vai aumentar os custos de energia para as famílias do Texas" .
O relatório de sustentabilidade de 2025 da Amazon mostrou que suas emissões absolutas de carbono subiram 16% no ano, atingindo cerca de 81 milhões de toneladas métricas de CO₂ equivalente — um aumento de 58% em relação ao ano base de 2019 . Esse é o segundo ano consecutivo de alta, impulsionado pela construção de data centers, pela eletricidade comprada para cargas de trabalho de IA e pela frota de entregas .
As 33 milhões de toneladas anuais de CO₂ apenas da usina do Texas equivalem a cerca de 41% de toda a pegada global da Amazon em 2025 . Para efeito de comparação, a emissão total da Amazon é equivalente a tirar 19 milhões de carros a gasolina das ruas por ano . A usina de Pecos County, sozinha, adicionaria o equivalente a mais 7 milhões de veículos a esse total.
A Amazon é signatária fundadora do Climate Pledge, um compromisso de atingir emissões líquidas zero de carbono até 2040 — dez anos antes do Acordo de Paris . A usina a gás no Texas representa um passo massivo na direção oposta. As principais tensões são:
Explosão nos Escopos 1 e 2: As emissões diretas da usina (Escopo 1 para o operador, Escopo 2 para a Amazon como compradora de energia) adicionariam uma enorme nova fonte que a empresa precisaria compensar ou eliminar para cumprir a meta de 2040 .
Fora da rede = sem energia renovável: Como o campus opera fora do grid do Texas, ele não está sujeito à mistura de fontes renováveis do estado. A Amazon não pode afirmar que está usando energia limpa — o campus será 100% movido a gás .
Dependência massiva de compensações (offsets): Para neutralizar as emissões desta usina, a Amazon precisaria adquirir créditos de carbono ou certificados de energia renovável em escala inédita. 33 milhões de toneladas por ano equivalem a retirar das ruas cerca de 7 milhões de carros de passeio a cada ano.
Credibilidade já abalada: Mesmo antes desta usina, as emissões de 2025 da Amazon já subiam 16%, enfraquecendo a credibilidade de sua trajetória de descarbonização . As emissões apenas com eletricidade comprada saltaram 34% em 2025 .
O pico de emissões da Amazon não é um caso isolado. As emissões de gases de efeito estufa das grandes empresas de tecnologia dispararam à medida que as cargas de trabalho de IA — que exigem muito mais energia que a computação em nuvem convencional — cresceram de forma explosiva, com grande parte dessa energia ainda vindo de combustíveis fósseis . As emissões totais de carbono do Google subiram 25% em 2025, também impulsionadas principalmente pela expansão de data centers .
Analistas da Bloomberg, do Los Angeles Times e do ESG Dive destacam a crescente dificuldade de conciliar as metas climáticas dos hiperscalers com a demanda energética da IA . O CEO da Amazon, Andy Jassy, já direcionou US$ 200 bilhões para infraestrutura de IA , e o diretor de sustentabilidade da empresa reconheceu que as emissões devem continuar subindo por vários anos .
O projeto de Pecos County adicionaria um volume de poluição anual de CO₂ maior que o de qualquer usina existente nos EUA em um momento em que as emissões da Amazon já estão subindo rapidamente na direção errada — colocando em séria dúvida o compromisso de zerar as emissões até 2040. Uma única instalação emitindo 33 milhões de toneladas de CO₂ por ano não apenas complica as contas; ela contradiz fundamentalmente a trajetória necessária para uma meta líquida zero.
A posição pública da Amazon segue sendo que a empresa mantém o Climate Pledge e que o campus fora da rede não aumentará os custos de energia para as famílias texanas . Mas os números mostram que a empresa está apostando pesadamente em compensações de carbono e em tecnologias futuras para equacionar um problema que só cresce a cada nova turbina a gás autorizada em Pecos County.
A Amazon adquiriu o terreno do GW Ranch em Pecos County e vai comprar energia diretamente de uma usina termelétrica a gás que está sendo desenvolvida pela Pacifico Energy. A Comissão de Qualidade Ambiental do Texas (TCEQ) emitiu em janeiro de 2026 uma licença ambiental autorizando até 33 milhões de toneladas de CO₂ por ano . A usina terá 35 turbinas a gás e operará fora da rede elétrica do estado — ou seja, não consumirá energia do grid texano .
Em plena capacidade, essa única instalação emitiria o dobro do CO₂ da usina a carvão mais poluente hoje nos EUA e se tornaria a maior fonte individual de poluição climática do país . Uma porta-voz da Amazon confirmou o envolvimento da empresa, mas afirmou que o campus fora da rede "não vai aumentar os custos de energia para as famílias do Texas" .
O relatório de sustentabilidade de 2025 da Amazon mostrou que suas emissões absolutas de carbono subiram 16% no ano, atingindo cerca de 81 milhões de toneladas métricas de CO₂ equivalente — um aumento de 58% em relação ao ano base de 2019 . Esse é o segundo ano consecutivo de alta, impulsionado pela construção de data centers, pela eletricidade comprada para cargas de trabalho de IA e pela frota de entregas .
As 33 milhões de toneladas anuais de CO₂ apenas da usina do Texas equivalem a cerca de 41% de toda a pegada global da Amazon em 2025 . Para efeito de comparação, a emissão total da Amazon é equivalente a tirar 19 milhões de carros a gasolina das ruas por ano . A usina de Pecos County, sozinha, adicionaria o equivalente a mais 7 milhões de veículos a esse total.
A Amazon é signatária fundadora do Climate Pledge, um compromisso de atingir emissões líquidas zero de carbono até 2040 — dez anos antes do Acordo de Paris . A usina a gás no Texas representa um passo massivo na direção oposta. As principais tensões são:
Explosão nos Escopos 1 e 2: As emissões diretas da usina (Escopo 1 para o operador, Escopo 2 para a Amazon como compradora de energia) adicionariam uma enorme nova fonte que a empresa precisaria compensar ou eliminar para cumprir a meta de 2040 .
Fora da rede = sem energia renovável: Como o campus opera fora do grid do Texas, ele não está sujeito à mistura de fontes renováveis do estado. A Amazon não pode afirmar que está usando energia limpa — o campus será 100% movido a gás .
Dependência massiva de compensações (offsets): Para neutralizar as emissões desta usina, a Amazon precisaria adquirir créditos de carbono ou certificados de energia renovável em escala inédita. 33 milhões de toneladas por ano equivalem a retirar das ruas cerca de 7 milhões de carros de passeio a cada ano.
Credibilidade já abalada: Mesmo antes desta usina, as emissões de 2025 da Amazon já subiam 16%, enfraquecendo a credibilidade de sua trajetória de descarbonização . As emissões apenas com eletricidade comprada saltaram 34% em 2025 .
O pico de emissões da Amazon não é um caso isolado. As emissões de gases de efeito estufa das grandes empresas de tecnologia dispararam à medida que as cargas de trabalho de IA — que exigem muito mais energia que a computação em nuvem convencional — cresceram de forma explosiva, com grande parte dessa energia ainda vindo de combustíveis fósseis . As emissões totais de carbono do Google subiram 25% em 2025, também impulsionadas principalmente pela expansão de data centers .
Analistas da Bloomberg, do Los Angeles Times e do ESG Dive destacam a crescente dificuldade de conciliar as metas climáticas dos hiperscalers com a demanda energética da IA . O CEO da Amazon, Andy Jassy, já direcionou US$ 200 bilhões para infraestrutura de IA , e o diretor de sustentabilidade da empresa reconheceu que as emissões devem continuar subindo por vários anos .
O projeto de Pecos County adicionaria um volume de poluição anual de CO₂ maior que o de qualquer usina existente nos EUA em um momento em que as emissões da Amazon já estão subindo rapidamente na direção errada — colocando em séria dúvida o compromisso de zerar as emissões até 2040. Uma única instalação emitindo 33 milhões de toneladas de CO₂ por ano não apenas complica as contas; ela contradiz fundamentalmente a trajetória necessária para uma meta líquida zero.
A posição pública da Amazon segue sendo que a empresa mantém o Climate Pledge e que o campus fora da rede não aumentará os custos de energia para as famílias texanas . Mas os números mostram que a empresa está apostando pesadamente em compensações de carbono e em tecnologias futuras para equacionar um problema que só cresce a cada nova turbina a gás autorizada em Pecos County.