Pesquisas citadas pela empresa indicam que pacientes lembram apenas 20% a 40% das informações discutidas durante uma consulta médica, especialmente quando estão ansiosos ou lidando com notícias difíceis.
Esse cenário pode gerar confusão sobre diagnósticos, medicamentos ou próximos passos do tratamento — algo que o Ditto pretende reduzir ao registrar e organizar o conteúdo das consultas.
O aplicativo usa IA para transformar conversas e documentos médicos em informações mais acessíveis. Entre as funções relatadas pela empresa estão:
Na prática, isso cria um registro pesquisável da consulta, que pode ser revisitado mais tarde ou compartilhado com familiares para discutir decisões sobre tratamento.
A Ditto foi fundada por Tobias Polak, Bart Voorn e Merlijn van Breugel.
Segundo relatos, a ideia surgiu após Polak acompanhar um amigo gravemente doente a uma consulta oncológica. Ao sair do hospital, os dois perceberam que tinham interpretações completamente diferentes do que o médico havia dito, revelando um problema comum na comunicação médica.
O Ditto foi lançado na Holanda no verão de 2025.
Desde então, o aplicativo ganhou tração rapidamente. Relatórios indicam que ele já alcançou quase 100 mil downloads desde o lançamento.
A iniciativa também recebeu apoio de organizações do setor de saúde, incluindo a Federação de Pacientes da Holanda, e foi recomendada pela seguradora Menzis a seus segurados.
Em 2026, a startup levantou €7,6 milhões em financiamento seed. A rodada foi liderada pela Heal Capital, com participação da Rubio Impact Ventures e da Optiverder.
O capital será usado para:
Entre os mercados previstos para expansão estão Alemanha, Reino Unido e Espanha.
Startups como a Ditto estão surgindo porque existe um gap estrutural na comunicação entre médicos e pacientes. Consultas são curtas, a linguagem médica é complexa e muitos pacientes processam informações importantes sob estresse.
Ao transformar consultas em resumos claros e organizados, ferramentas baseadas em IA podem ajudar pacientes a entender melhor seu diagnóstico, seguir orientações médicas corretamente e participar mais ativamente das decisões sobre seu próprio tratamento.
Se a adoção continuar crescendo, apps como o Ditto podem se tornar um complemento comum às consultas médicas — funcionando como uma espécie de registro pessoal e intérprete digital das conversas com profissionais de saúde.