Os principais termos da estrutura provisória, conforme reportado, incluem:
O vice-presidente Vance capturou a incerteza do momento, afirmando que os dois lados estão “muito próximos” de um acordo, mas alertando que ele não está garantido.
Apesar do progresso diplomático, o bloqueio naval dos EUA continua sendo a característica definidora do cenário militar e econômico. O bloqueio foi imposto em 13 de abril de 2026, às 10h da manhã no horário da costa leste dos EUA, após o colapso das Conversações de Islamabad, e se aplica a todos os navios que entram ou saem de portos iranianos .
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) declarou o bloqueio “totalmente implementado” em 36 horas, com seu comandante, Almirante Brad Cooper, afirmando que as forças americanas “paralisaram completamente o comércio econômico que entra e sai do Irã por mar” . A aplicação tem sido severa e escalou ao longo do tempo:
O custo econômico é devastador. Estima-se que o bloqueio custe ao Irã entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões por dia em perda de receita, cortando o comércio marítimo que alimenta cerca de 90% de sua economia . O Secretário de Guerra, Pete Hegseth, alertou mais tarde que a operação estava “se tornando global”, com a Marinha dos EUA afirmando controle sobre navios ligados ao Irã muito além do Estreito de Ormuz
. A intenção é de que o bloqueio seja por tempo indeterminado, com Hegseth afirmando que os EUA manterão o cerco “pelo tempo que for necessário”
.
Paralelamente à pressão econômica, existe uma ameaça militar inequívoca. O Secretário de Guerra Pete Hegseth alertou repetida e publicamente que as forças dos EUA estão posicionadas para reiniciar imediatamente as operações de combate contra o Irã se a via diplomática fracassar.
Em uma coletiva de imprensa no Pentágono em 16 de abril, Hegseth enquadrou a situação como uma escolha decisiva para Teerã, afirmando: “Se o Irã fizer uma má escolha, terá um bloqueio e bombas caindo sobre infraestrutura, energia e usinas” . Ele descreveu as forças armadas americanas como “posicionadas ao máximo para reiniciar as operações de combate” e observou que os EUA estavam “se rearmando com mais poder do que nunca”
.
Essa postura de ameaça foi reiterada nos mais altos níveis. Em 12 de maio, Hegseth informou aos parlamentares que o Pentágono tinha planos de contingência formais não apenas para uma retirada, mas especificamente “um plano para escalar, se necessário” . A mensagem foi reforçada novamente em uma conferência de segurança em Singapura no dia 30 de maio, onde ele afirmou que os EUA estavam “mais do que capazes” de retornar ao combate
.
Essa prontidão militar é apoiada por uma afirmação estratégica mais ampla de domínio sobre as hidrovias da região. O General Dan Caine, Chefe do Estado-Maior Conjunto, declarou que o bloqueio se aplica “a todos os navios, independentemente da nacionalidade”, enquanto Hegseth afirmou que a Marinha dos EUA está agora controlando o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz .
O impasse enviou ondas de choque pelos mercados globais de energia. A origem do conflito, com os ataques conjuntos dos EUA e Israel em 28 de fevereiro e o subsequente fechamento do Estreito de Ormuz, interrompeu cerca de 20% do fornecimento global de petróleo . Os preços do petróleo Brent dispararam mais de 40% nas semanas iniciais do conflito, rompendo a barreira dos US$ 110 por barril em alguns momentos de março
.
Embora um cessar-fogo e a liberação massiva de estoques emergenciais de petróleo pela Agência Internacional de Energia (AIE) tenham ajudado a moderar os preços de seus picos, o mercado permanece perigosamente apertado. Analistas alertam que uma falha na reabertura do estreito pode desencadear uma crise severa. A Brookings Institution projetou que os preços do petróleo podem subir substancialmente se o Estreito de Ormuz não for reaberto até o final de junho . De forma similar, a Capital Economics alertou que, se os estoques de petróleo continuarem a se esgotar no ritmo atual, podem atingir níveis criticamente baixos até o final daquele mês, potencialmente empurrando o petróleo Brent para um pico nominal histórico
.
Estima-se que o conflito já tenha custado aos EUA entre US$ 28 e US$ 35 bilhões, enquanto a resolução de outras questões importantes—incluindo o alívio de sanções, o destino de ativos iranianos congelados e a destinação de urânio quase apto para uso em armas—permanece sem solução e atrelada ao destino do MOU pendente .