O mercado de alumínio está enfrentando o seu choque de oferta mais dramático em mais de vinte anos. No final de maio de 2026, os contratos futuros de referência na Bolsa de Metais de Londres (LME) estão rondando a casa dos US$ 3.680 por tonelada, um nível não visto desde março de 2022 . O ganho anual é de aproximadamente 48%, e os preços dispararam quase 90% desde que o conflito entre EUA e Irã eclodiu no final de fevereiro
. A crise paralisou uma fatia significativa da produção global, levou os prêmios de entrega física a máximas históricas e forçou uma lista crescente de grandes bancos e trading companies a declarar que o alumínio está diante de um déficit estrutural, e possivelmente prolongado.
O gatilho foi um terremoto geopolítico. Em 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques aéreos coordenados contra o Irã, sob a Operação Fúria Épica, matando o Líder Supremo Ali Khamenei . O Irã retaliou fechando efetivamente o Estreito de Ormuz em 4 de março
. Esse único ponto de estrangulamento concentra cerca de 9% da produção mundial de alumínio e aproximadamente 20% do fluxo diário global de petróleo
. Com o transporte marítimo comercial pelo estreito praticamente paralisado, a cadeia de suprimentos do alumínio do Golfo — e a alumina, matéria-prima necessária para manter as fundições operando — foi rompida.
Ataques diretos à capacidade de fundição do Golfo aprofundaram a crise. Ataques com mísseis e drones iranianos atingiram a planta de Al Taweelah, da Emirates Global Aluminium, nos Emirados Árabes Unidos, e a fundição da Alba, no Bahrein . Por algumas estimativas, o conflito já tirou de operação aproximadamente 2,5 milhões de toneladas de capacidade anual de fundição
. A Wood Mackenzie relata que as interrupções no Oriente Médio agora totalizam cerca de 3 milhões de toneladas por ano, ou algo como 4% da oferta global, e espera que a produção mundial de alumínio em 2026 caia 3% em relação ao ano anterior
.
As previsões dos analistas para o déficit do mercado em 2026 foram fortemente revisadas para cima desde março:
Esses déficits estão se materializando em tempo real nos estoques da LME. Em março, cerca de 40% dos warrants de alumínio na LME foram cancelados — ou seja, separados para entrega — com retiradas pesadas concentradas em Port Klang, na Malásia . Os estoques "on-warrant", que é o metal prontamente disponível ao mercado, estão agora criticamente baixos, relatados em níveis ao redor de 270.000 toneladas
. O mercado respondeu invertendo-se para uma forte situação de "backwardation", uma condição incomum onde os preços à vista comandam um prêmio sobre os futuros, sinalizando um aperto extremo no curto prazo
. O spread entre o contrato à vista e o de três meses se ampliou para até US$ 59–US$ 60 por tonelada
.
Os prêmios de entrega física — a sobretaxa que os compradores pagam acima do valor de referência da LME para garantir o metal — dispararam. O prêmio do Meio-Oeste dos EUA está perto dos US$ 2.521 por tonelada, e o prêmio europeu com impostos pagos, perto dos US$ 599 por tonelada, ambos recordes impulsionados pela incapacidade de escoar o metal do Golfo por Ormuz e por uma corrida frenética por suprimentos alternativos .
As previsões mais otimistas vêm do Citigroup, que descreveu a configuração atual como a mais favorável para o alumínio em mais de cinquenta anos e vê um "caminho crível" para US$ 4.000 por tonelada em três meses se as interrupções forem sustentadas . O JPMorgan prevê uma média de US$ 3.800 por tonelada no segundo trimestre de 2026 e espera que o alumínio tenha um preço médio de cerca de US$ 3.500 por tonelada no segundo semestre de 2026, enquanto as restrições estruturais de oferta persistirem
. Já em março, a Argus Media noticiava que analistas viam a possibilidade de máximas históricas acima de US$ 4.000
.
Mercuria, Goldman Sachs e JPMorgan caracterizaram este como o maior choque de oferta de metais básicos desde o ano 2000 .
O prazo para restaurar a produção normal é medido em meses, não em semanas. As estimativas da indústria colocam a janela de reinício para cubas de alumínio desligadas a frio entre seis e doze meses, e isso presumindo que haja matéria-prima de alumina disponível . A interrupção em Ormuz cria um problema duplo: ela impede que as fundições do Golfo recebam importações de alumina, então mesmo as plantas não danificadas não conseguem operar em capacidade total
. Agravando a escassez de matéria-prima, a Guiné — uma grande fonte de bauxita — anunciou que começaria a controlar as exportações do minério a partir de junho de 2026
.
Na frente diplomática, um breve cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah em meados de abril levou o Irã a declarar o Estreito de Ormuz aberto, causando um alívio acentuado, mas temporário, nos preços das commodities . No entanto, a reabertura provou-se frágil. As negociações em andamento em Islamabad não produziram um acordo duradouro, e a incerteza estratégica continua a sustentar os preços elevados do alumínio
.
A guerra no Irã e a crise de Ormuz geraram ondas de choque em todos os mercados globais de commodities:
Uma observação sobre os números: Alguns números precisos que aparecem nas discussões de mercado — por exemplo, uma máxima de quatro anos exata de US$ 3.767, um prêmio americano de US$ 2.521,50 centavo por centavo, ou um déficit de 4 milhões de toneladas da Wood Mackenzie — não são confirmados diretamente nas fontes publicadas disponíveis. As evidências corroboram firmemente a magnitude geral dos movimentos: a máxima de quatro anos na LME está mais perto de US$ 3.680–US$ 3.700, e a projeção de déficit mais recentemente publicada pela Wood Mackenzie é de 3 milhões de toneladas, e não de 4 milhões .
Studio Global AI
Use this topic as a starting point for a fresh source-backed answer, then compare citations before you share it.
Os contratos futuros de alumínio na LME estão sendo negociados perto de US$ 3.680 por tonelada, o maior patamar desde março de 2022 — uma alta de 90% desde o início do conflito EUA Irã — com a oferta global sofrendo o...
Os contratos futuros de alumínio na LME estão sendo negociados perto de US$ 3.680 por tonelada, o maior patamar desde março de 2022 — uma alta de 90% desde o início do conflito EUA Irã — com a oferta global sofrendo o... O conflito tirou de 2,5 a 3 milhões de toneladas de capacidade anual de produção, criando uma previsão de déficit de até 3 milhões de toneladas para 2026, enquanto os estoques disponíveis na LME despencaram e os prêmi...
Um cessar fogo frágil e negociações diplomáticas incertas pouco fizeram para restaurar a oferta, já que a reativação de fundições paradas a frio pode levar de seis a doze meses — e isso se a matéria prima, a alumina,...