Segundo relatos, as tropas russas que defendiam o local se renderam diretamente aos sistemas robóticos, sem que um soldado ucraniano precisasse pisar na posição hostil .
Semanas depois, em 2 de maio de 2026, o regimento “Lava” da Guarda Nacional Ucraniana executou uma operação totalmente robotizada perto da cidade de Kupiansk, na linha de frente. O objetivo era destruir uma posição fortificada russa, eliminando pessoal e munição sem mobilizar tropas. A unidade relatou cerca de 10 soldados russos mortos em uma ação que combinou drones aéreos e sistemas robóticos de solo .
Essas operações não foram golpes de publicidade isolados. Um único veículo de combate terrestre, controlado remotamente — o modelo Droid TW 12.7, armado com uma metralhadora calibre 12.7mm — defendeu sozinho um “cruzamento crítico sob ataque incessante” por 45 dias consecutivos, enquanto o operador ficava a cerca de 10 km de distância. Um porta-voz do 3º Corpo do Exército descreveu o feito como “a primeira operação defensiva totalmente robótica da Ucrânia” .
A lógica é cristalina: mandar a máquina para o “campo de morte” no lugar do ser humano. Para os comandantes ucranianos, cada missão de um UGV representa uma vida salva . Até agora, as unidades militares do país já realizaram 164 operações lideradas por robôs, substituindo o papel de mais de 2.000 soldados de infantaria em tarefas de linha de frente que antes exigiam milhares de combatentes
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O 3º Corpo do Exército Ucraniano, comandado pelo General Andrii Biletsky, anunciou um plano para substituir cerca de 30% de sua infantaria por sistemas robóticos terrestres até o final de 2026. A meta foi confirmada por Vladyslav Sobolevskyi, assessor de Biletsky, durante o Fórum de Segurança do Mar Negro, em Odesa .
A velocidade das operações está aumentando de forma dramática:
A Agência de Compras da Defesa já assinou 19 contratos para UGVs que somam aproximadamente UAH 11 bilhões (cerca de R$ 1,6 bilhão, na cotação atual) . Além da meta de 25.000 veículos no primeiro semestre, o presidente Zelensky elevou a ambição logo depois, afirmando que espera contratar pelo menos 50.000 sistemas ao longo de todo o ano de 2026
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A frota robótica da Ucrânia é diversa e cobre um leque que vai do combate à logística e funções híbridas. Os principais sistemas incluem :
A Ucrânia está consolidando a chamada doutrina SBS (Batalhão de Sistemas Não Tripulados), que distribui tarefas para os robôs de forma padronizada: impacto de fogo, colocação de minas, logística, engenharia e evacuação de feridos . O que antes era experimental virou procedimento operacional padrão.
Hoje, os robôs são o método principal para reabastecer posições avançadas, resgatar soldados feridos e até remover civis de áreas sob disputa . Segundo Oleksandr Afanasiev, comandante de um batalhão de UGVs da Brigada K-2, o motivo central para essa adoção em massa é simples: “salvar a vida das tropas”
. A lógica militar passou a absorver a perda de máquinas de uma forma que jamais poderia tolerar com vidas humanas.
Apesar de todo o ímpeto, analistas militares são cautelosos: robôs terrestres ainda não conseguem substituir completamente um soldado de infantaria. Um mantra repetido entre os comandantes ucranianos é que um robô não limpa uma trincheira ou um porão como um soldado com um fuzil faria.
O papel humano está migrando da exposição direta na zona de matar para a operação remota e a supervisão. No entanto, o combate em terreno complexo e fechado continua sendo o maior desafio para os sistemas não tripulados . A meta ambiciosa do 3º Corpo do Exército de substituir 30% da infantaria já reconhece, implicitamente, que os outros 70% das tarefas ainda exigem presença humana
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A Ucrânia colocou em campo o primeiro batalhão do mundo dedicado exclusivamente a veículos terrestres não tripulados. Demonstrou, na prática, que é viável capturar uma posição usando apenas robôs. A combinação de aquisição em alta velocidade, dados reais de combate e integração doutrinária não tem precedentes na história moderna .
Mais impressionante é a velocidade da evolução tecnológica. Em meses, e não anos, os robôs terrestres ucranianos passaram de ferramentas logísticas de nicho para plataformas de combate multiuso, capazes de carregar sistemas de guerra eletrônica, radares, mísseis, morteiros e até lançar seus próprios drones .
Se essa trajetória levará a uma substituição parcial das funções de infantaria ou a uma transformação estrutural ainda mais profunda das forças terrestres é hoje a grande pergunta dessa era emergente de combate liderado por máquinas.
Nota sobre as fontes: Os números de 164 operações conduzidas por robôs, mais de 2.000 soldados de infantaria substituídos e 600 quilômetros quadrados de território reconquistados vêm de declarações militares ucranianas divulgadas por diversos veículos de imprensa respeitados. Essas afirmações não foram verificadas de forma independente por monitores de conflito terceirizados e devem ser interpretadas dentro do contexto de um ambiente informacional de guerra.