Um dos elementos mais surpreendentes do rascunho é a proposta de criação de um fundo internacional de investimento e reconstrução para o Irã, no valor de até US$ 300 bilhões. O The New York Times noticiou que o governo Trump pediu informalmente aos países árabes do Golfo que fornecessem o financiamento, com expectativa de contribuição também da China . Uma fonte diplomática ligada às conversas afirmou à imprensa que os EUA apoiariam a criação do fundo caso um acordo final seja alcançado
. A concretização do fundo está condicionada a o Irã aceitar um acordo de fim de guerra em termos aceitáveis para Washington
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A liberdade de navegação pelo Estreito de Ormuz é um ponto central do acordo. Pelo rascunho, o Irã reabriria a via marítima e removeria todas as minas navais em até 30 dias, enquanto os EUA suspenderiam seu bloqueio naval no mesmo período e retirariam forças militares de áreas ao redor do Irã . A proposta também busca garantir o trânsito comercial irrestrito, sem cobrança de pedágio ou qualquer tipo de assédio
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Na frente nuclear, o Irã se comprometeria por escrito com uma moratória no enriquecimento de urânio, com uma segunda fase de negociações destinada a definir o escopo de qualquer programa de enriquecimento futuro e a extensão da verificação internacional pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) . Um relatório da Arms Control Association observou que o programa de enriquecimento proposto poderia ser atrelado a reatores de pesquisa específicos, embora alerte que o plano pode ser excessivamente ambicioso
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Um pacto de não agressão mútua está embutido no documento, juntamente com uma cláusula de paz para o Líbano, ligada ao fim das hostilidades envolvendo o Hezbollah — uma questão que, segundo relatos, tensionou as relações entre EUA e Israel . Um parlamentar iraniano também confirmou que o rascunho inclui o compromisso de ambos os lados de não usar a força um contra o outro
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A demanda do Irã pela liberação de aproximadamente US$ 24 bilhões em ativos congelados no exterior emergiu como o que a mídia pró-regime chama de "a última divergência séria" antes do avanço das conversas . De acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim:
O principal negociador iraniano e presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, viajou ao Catar especificamente para garantir essa liberação em fases . Um relatório mais amplo do Wall Street Journal indicou que, em última análise, o Irã busca obter controle sobre uma parte dos estimados US$ 100 bilhões em ativos congelados por nações ocidentais
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Apesar do detalhamento do rascunho, obstáculos significativos permanecem:
Os mercados de câmbio e ações se transformaram em um barômetro em tempo real para as conversas, reagindo a cada manchete com oscilações pronunciadas e de curta duração:
O tema mais amplo entre as classes de ativos é um padrão de otimismo cauteloso pontuado por reversões repentinas. Como uma análise observou, o mercado "está inclinado à ideia de que um acordo eventualmente acontecerá, sem pagar caro por isso" . Até que um memorando assinado e um claro endosso presidencial se materializem, o ceticismo provavelmente continuará sendo a postura dominante.