Quantum Motion aposta em chips de silício para tornar computadores quânticos escaláveis
A startup britânica Quantum Motion levantou US$ 160 milhões em uma rodada Series C para acelerar a comercialização de computadores quânticos baseados em chips de silício.[1][3] A empresa, criada por pesquisadores de Oxford e UCL, afirma que sua arquitetura pode reduzir custo e espaço em até 100 vezes e diminuir dras...
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A startup britânica Quantum Motion levantou US$ 160 milhões em uma rodada Series C para acelerar a comercialização de computadores quânticos baseados em chips de silício.[1][3]
A empresa, criada por pesquisadores de Oxford e UCL, afirma que sua arquitetura pode reduzir custo e espaço em até 100 vezes e diminuir drasticamente o consumo de energia em comparação com outras abordagens.[1][7]
O financiamento foi liderado por DCVC e Kembara, com participação do British Business Bank e outros investidores, elevando o total captado pela empresa para mais de US$ 200 milhões.[3]
What is Quantum Motion, the UK university spinout building full‑stack quantum computers using silicon chips, and why is its recent $160M SerQuantum Motion is building quantum processors using silicon transistor technology compatible with conventional semiconductor manufacturing.
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A Quantum Motion é uma startup de computação quântica do Reino Unido que está desenvolvendo computadores quânticos completos (full‑stack) usando chips de silício semelhantes aos presentes em eletrônicos convencionais. Fundada em 2017 como um spinout da Universidade de Oxford e da University College London (UCL), a empresa aposta em processadores quânticos baseados em tecnologia de transistores de silício — algo potencialmente compatível com os processos industriais já usados para fabricar chips tradicionais.
Em 2026, a companhia anunciou uma rodada Series C de US$ 160 milhões, tornando‑se a startup de computação quântica mais bem financiada do Reino Unido e reforçando a aposta em sistemas quânticos escaláveis feitos com silício.
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A startup britânica Quantum Motion levantou US$ 160 milhões em uma rodada Series C para acelerar a comercialização de computadores quânticos baseados em chips de silício.[1][3]
Quais são os pontos-chave para validar primeiro?
A startup britânica Quantum Motion levantou US$ 160 milhões em uma rodada Series C para acelerar a comercialização de computadores quânticos baseados em chips de silício.[1][3] A empresa, criada por pesquisadores de Oxford e UCL, afirma que sua arquitetura pode reduzir custo e espaço em até 100 vezes e diminuir drasticamente o consumo de energia em comparação com outras abordagens.[1][7]
O que devo fazer a seguir na prática?
O financiamento foi liderado por DCVC e Kembara, com participação do British Business Bank e outros investidores, elevando o total captado pela empresa para mais de US$ 200 milhões.[3]
A empresa desenvolve uma arquitetura de computação quântica baseada em silício, na qual os qubits — as unidades básicas de informação quântica — são formados a partir de elétrons em transistores de silício. Esses dispositivos podem ser fabricados com técnicas muito próximas das usadas no processo CMOS, padrão dominante na indústria de semicondutores.
Isso diferencia a proposta da Quantum Motion de muitas outras abordagens de hardware quântico, que frequentemente dependem de materiais exóticos ou métodos de fabricação altamente especializados. Ao usar silício, a empresa pretende aproveitar a infraestrutura global já existente de fabricação de chips, o que poderia facilitar a produção em larga escala e a integração com tecnologias de computação tradicionais.
Além do hardware, a companhia segue uma estratégia full‑stack, desenvolvendo também os sistemas de controle, arquitetura e software necessários para operar computadores quânticos práticos.
Origem acadêmica
A Quantum Motion foi fundada em 2017 pelos professores John Morton e Simon Benjamin, pesquisadores ligados a Oxford e à UCL.
O trabalho da dupla se baseia em anos de pesquisa sobre qubits de spin em silício, considerados promissores porque podem ser fabricados com tecnologias já amplamente utilizadas pela indústria de semicondutores.
Por que o silício pode mudar o jogo
Hoje, muitos computadores quânticos experimentais usam tecnologias como circuitos supercondutores ou íons aprisionados. Embora funcionais em laboratório, esses sistemas podem ser difíceis de escalar ou fabricar em grande quantidade.
A aposta da Quantum Motion é que qubits baseados em silício permitam fabricação em massa, aproveitando processos industriais já dominados pela indústria global de chips.
Segundo a empresa, sua arquitetura baseada em transistores poderia oferecer:
Redução de cerca de 100 vezes no custo e no espaço físico em comparação com algumas tecnologias concorrentes
Até 1.000 vezes menos consumo de energia, de acordo com estimativas ligadas ao design da arquitetura
Processadores quânticos que podem caber em racks de data centers convencionais, em vez de grandes instalações experimentais
Se esses ganhos forem comprovados em escala industrial, os computadores quânticos poderiam se tornar muito mais viáveis para aplicações práticas.
Como foi a rodada de US$ 160 milhões
A rodada Series C de US$ 160 milhões foi co‑liderada pelo fundo de venture capital DCVC e pelo investidor de deep tech Kembara.
Entre os participantes também estão:
British Business Bank, que realizou um investimento âncora de cerca de £40 milhões
Firgun
Investidores já existentes como Oxford Science Enterprises, Inkef e Bosch Ventures
Com essa rodada, a empresa afirma ter captado mais de US$ 200 milhões no total, fortalecendo sua posição na corrida global por hardware quântico escalável.
Para onde vai o novo capital
O novo financiamento será usado para acelerar a comercialização da tecnologia quântica baseada em silício da empresa.
Entre as prioridades estão:
Avançar a pesquisa e desenvolvimento da arquitetura de qubits de silício
Escalar processos de fabricação compatíveis com a indústria de semicondutores
Construir sistemas capazes de operar em infraestruturas de data center padrão
Expandir iniciativas de comercialização e crescimento global
A empresa descreve essa etapa como o possível “momento do transistor” da computação quântica — uma transição de protótipos de laboratório para processadores quânticos fabricáveis em escala usando tecnologia de transistores.
O que isso significa para o setor
A computação quântica ainda está em fase emergente, e diversas abordagens de hardware competem para se tornar o padrão dominante. Qubits de silício são particularmente atraentes porque prometem escalabilidade usando a mesma cadeia industrial que já produz bilhões de chips por ano.
A nova rodada da Quantum Motion indica crescente confiança de investidores nessa estratégia. Ao combinar pesquisa acadêmica com técnicas industriais de semicondutores, a empresa tenta reduzir a distância entre experimentos quânticos e computadores quânticos produzidos em escala industrial.
Se a aposta no silício funcionar, sistemas quânticos poderão se tornar menores, mais baratos e mais fáceis de implantar — aproximando essa tecnologia da infraestrutura de computação usada atualmente.