Entre abril e julho de 2026, invasores adulteraram a infraestrutura de atualização do AOMEI Backupper em uma campanha que distribuiu malware, incluindo o backdoor SHINYROAD. Pesquisadores confirmaram três episódios de adulteração, com duração de dez, seis e cinco minutos, mas alertaram que outros períodos podem não ter sido detectados.
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11 E o fato de os servidores voltarem a exibir arquivos legítimos não significa que os computadores dos usuários estejam livres de infecção.
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Como a campanha foi descoberta
O software de segurança para endpoints do ManageEngine detectou atividade suspeita em 28 de maio: o Backupper instalou a ferramenta legítima de administração remota Radmin nos computadores de duas organizações sem relação entre si, em países diferentes. O ManageEngine informou que alertou a AOMEI em junho. Mais tarde, o Google Threat Intelligence Group e a Mandiant investigaram o caso junto com o ManageEngine e rastrearam os responsáveis pela campanha como UNC7017. Os relatos disponíveis não atribuem o grupo a nenhum país.
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Em 20 de outubro, o The Record informou que a AOMEI ainda não havia identificado nem notificado os clientes infectados pelo ataque.
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Como os invasores usaram a atualização e as notificações
Segundo os pesquisadores, os invasores alteraram dois arquivos de configuração nos servidores da AOMEI: down_html.ini e Notifycfg.ini. Eles participavam dos processos de atualização e de notificações do Backupper. Quando o programa verificava esses arquivos durante um período de adulteração, a configuração modificada podia direcioná-lo a conteúdo malicioso.
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Os episódios confirmados ocorreram em 28 de maio, 16 de julho e 20 de julho, com duração de dez, seis e cinco minutos, respectivamente. Depois, os invasores restauraram os arquivos legítimos. Como os pesquisadores acreditam que pode ter havido outras adulterações que passaram despercebidas, essas três datas não devem ser consideradas uma lista completa de possíveis exposições.
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A cadeia de infecção incluía o CROSSROAD, um programa que baixava e extraía outros arquivos e criava uma tarefa agendada para ser executada a cada três horas. Em seguida, um executável legítimo e assinado do Radmin carregava lateralmente uma DLL maliciosa, que iniciava o SHINYROAD — um backdoor capaz de permitir acesso remoto por linha de comando e execução de comandos.
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O que se sabe sobre o impacto — e o que ainda não está claro
Os relatos identificaram organizações afetadas em setores como serviços de TI, telecomunicações e ensino superior, em mais de dez países.
40 As informações disponíveis não determinam quantos dispositivos ou organizações foram infectados ao todo. Além disso, as janelas curtas de distribuição e a possibilidade de episódios não detectados impedem que as datas confirmadas sejam usadas como medida completa da exposição.
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O CROSSROAD também fazia verificações relacionadas ao ambiente de execução e à localização do computador. Segundo os relatos, o malware evitava seguir seu principal caminho de instalação em sistemas cuja localização geográfica era identificada como China.
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9 As informações disponíveis não permitem confirmar todos os critérios de exclusão nem tratar outros comportamentos alegados como comprovados neste caso.
O que usuários do Backupper devem fazer
Organizações que usaram o Backupper entre abril e julho de 2026 devem investigar os computadores relevantes considerando todo o período, e não apenas as três janelas confirmadas. A campanha abrangeu esses meses, e a possibilidade de adulterações não observadas significa que as datas conhecidas não descartam exposição em outros momentos.
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A investigação deve procurar malware já instalado e mecanismos de persistência nos dispositivos. Restaurar os arquivos legítimos no servidor do fornecedor não remove um implante que já esteja em um computador.
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9 Esse cuidado é especialmente importante diante do relato, em 20 de outubro, de que a AOMEI ainda não havia identificado nem notificado clientes infectados.
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O caso mostra por que a adulteração de canais de atualização de software pode ser tão relevante: uma atividade maliciosa pode chegar por meio de um programa que o cliente já usa e considera confiável. Nesta campanha, pesquisadores também relataram o uso de um executável assinado do Radmin para carregar uma DLL maliciosa.
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