O jogador controla Maksym, um menino de 14 anos cujos pais o deixam sozinho por alguns dias — bem antes da guerra explodir em 24 de fevereiro de 2022. O jogo começa em 23 de fevereiro, um dia antes da invasão em grande escala, e acompanha Maksym enquanto ele navega pela cidade em ruínas, vasculha suprimentos e decide em quem confiar . Não há armas nem mecânicas de combate. A sobrevivência é resolvida inteiramente por meio de diálogos, escolhas e gerenciamento de recursos .
A Twigames afirmou explicitamente que todos os assets são "originais e feitos à mão, sem IA" . O estúdio, fundado em 2015, tem cerca de 20 desenvolvedores baseados em Kiev . O desenvolvimento começou quando a equipe evacuou para uma vila nos Cárpatos após a invasão de 2022 . O CEO e cofundador Valeriy Minenko disse sobre o projeto: "Código, modelos, texturas desenhadas à mão — tudo aqui é artesanal" .
A narrativa é construída sobre mais de 600 páginas de relatos reais de sobreviventes do cerco de Mariupol . A equipe trabalhou com um jornalista para reunir esse material, documentando mudanças diárias — condições climáticas, quando a eletricidade falhou, quando os caixas eletrônicos pararam de funcionar — e lendo diários reais de moradores . Embora os personagens sejam fictícios, as situações, a atmosfera e os dilemas morais são extraídos diretamente dessas experiências documentadas .
Hollow Home exclui deliberadamente o combate. A página do Steam o descreve como um jogo "sem armas, sem batalhas e sem respostas fáceis" . Os desenvolvedores compararam sua abordagem focada em escolhas e diálogos a Disco Elysium . Ivan Titov, representante de RP da Twigames, explicou: "Não estamos fazendo um jogo divertido. É uma forma de lembrar as pessoas sobre [a invasão], de chamar mais atenção para isso" .
Uma reação significativa de jogadores ucranianos tem sido a frase: "Vou comprar, mas não vou jogar." O tema é doloroso demais. Um post na comunidade do Steam diz: "É interessante, cheio de detalhes e mostra exatamente aquilo de que eu gostaria de fugir e não pensar. Mas vou comprar este jogo quando for lançado" . Os desenvolvedores notam que isso é comum: "Ouvimos de ucranianos: 'Não consigo jogar.' Às vezes eles dizem: 'Vou comprar, mas não vou jogar'" .
Antes do lançamento completo, Hollow Home conquistou vários prêmios no circuito indie :
Sua demo gratuita no Steam tem uma avaliação 97% "Muito Positiva" com base nas avaliações dos usuários .
Hollow Home é uma entrada notável em uma crescente onda de jogos ucranianos que processam a guerra por meio da narrativa interativa. A comparação mais direta é com This War of Mine (11 Bit Studios, Polônia — também sobre a sobrevivência de civis sob cerco) . Mas ele se destaca como um dos primeiros grandes títulos ucranianos a dramatizar a guerra atual a partir de uma perspectiva civil ucraniana dentro de uma cidade ocupada . Outros jogos ucranianos relacionados à guerra incluem S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl (GSC Game World) e Sherlock Holmes: The Awakened (Frogwares). Diferente desses, Hollow Home não é um shooter ou uma alegoria — é uma dramatização realista, centrada no civil, do cerco de Mariupol, contada sem combate ou espetáculo, enraizada em centenas de testemunhos de sobreviventes.
O jogador controla Maksym, um menino de 14 anos cujos pais o deixam sozinho por alguns dias — bem antes da guerra explodir em 24 de fevereiro de 2022. O jogo começa em 23 de fevereiro, um dia antes da invasão em grande escala, e acompanha Maksym enquanto ele navega pela cidade em ruínas, vasculha suprimentos e decide em quem confiar . Não há armas nem mecânicas de combate. A sobrevivência é resolvida inteiramente por meio de diálogos, escolhas e gerenciamento de recursos .
A Twigames afirmou explicitamente que todos os assets são "originais e feitos à mão, sem IA" . O estúdio, fundado em 2015, tem cerca de 20 desenvolvedores baseados em Kiev . O desenvolvimento começou quando a equipe evacuou para uma vila nos Cárpatos após a invasão de 2022 . O CEO e cofundador Valeriy Minenko disse sobre o projeto: "Código, modelos, texturas desenhadas à mão — tudo aqui é artesanal" .
A narrativa é construída sobre mais de 600 páginas de relatos reais de sobreviventes do cerco de Mariupol . A equipe trabalhou com um jornalista para reunir esse material, documentando mudanças diárias — condições climáticas, quando a eletricidade falhou, quando os caixas eletrônicos pararam de funcionar — e lendo diários reais de moradores . Embora os personagens sejam fictícios, as situações, a atmosfera e os dilemas morais são extraídos diretamente dessas experiências documentadas .
Hollow Home exclui deliberadamente o combate. A página do Steam o descreve como um jogo "sem armas, sem batalhas e sem respostas fáceis" . Os desenvolvedores compararam sua abordagem focada em escolhas e diálogos a Disco Elysium . Ivan Titov, representante de RP da Twigames, explicou: "Não estamos fazendo um jogo divertido. É uma forma de lembrar as pessoas sobre [a invasão], de chamar mais atenção para isso" .
Uma reação significativa de jogadores ucranianos tem sido a frase: "Vou comprar, mas não vou jogar." O tema é doloroso demais. Um post na comunidade do Steam diz: "É interessante, cheio de detalhes e mostra exatamente aquilo de que eu gostaria de fugir e não pensar. Mas vou comprar este jogo quando for lançado" . Os desenvolvedores notam que isso é comum: "Ouvimos de ucranianos: 'Não consigo jogar.' Às vezes eles dizem: 'Vou comprar, mas não vou jogar'" .
Antes do lançamento completo, Hollow Home conquistou vários prêmios no circuito indie :
Sua demo gratuita no Steam tem uma avaliação 97% "Muito Positiva" com base nas avaliações dos usuários .
Hollow Home é uma entrada notável em uma crescente onda de jogos ucranianos que processam a guerra por meio da narrativa interativa. A comparação mais direta é com This War of Mine (11 Bit Studios, Polônia — também sobre a sobrevivência de civis sob cerco) . Mas ele se destaca como um dos primeiros grandes títulos ucranianos a dramatizar a guerra atual a partir de uma perspectiva civil ucraniana dentro de uma cidade ocupada . Outros jogos ucranianos relacionados à guerra incluem S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl (GSC Game World) e Sherlock Holmes: The Awakened (Frogwares). Diferente desses, Hollow Home não é um shooter ou uma alegoria — é uma dramatização realista, centrada no civil, do cerco de Mariupol, contada sem combate ou espetáculo, enraizada em centenas de testemunhos de sobreviventes.