Entre os países que já confirmaram buscar apoio rápido estão Quênia e Iraque, embora por motivos econômicos diferentes.
Esses dois casos mostram como a volatilidade energética pode afetar tanto importadores quanto exportadores de petróleo, embora por canais diferentes.
Uma das principais ferramentas usadas pelos países é a Rapid Response Option (RRO) do Banco Mundial.
Esse mecanismo permite que governos redirecionem rapidamente até 10% de financiamentos ainda não desembolsados de projetos existentes, como obras de infraestrutura ou programas de desenvolvimento, para necessidades emergenciais.
Como o dinheiro já faz parte de programas previamente aprovados, o processo é muito mais rápido do que negociar novos empréstimos internacionais.
A RRO faz parte de um conjunto maior chamado Crisis Preparedness and Response Toolkit, criado para acelerar o acesso a financiamento em momentos de choque econômico ou humanitário.
Esse pacote inclui:
A lógica do sistema é permitir que países tenham acesso pré-posicionado a recursos, evitando atrasos burocráticos quando crises surgem de forma repentina.
De acordo com o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, o conjunto de ferramentas pode liberar entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões quase imediatamente, pois utiliza recursos já aprovados, mas ainda não desembolsados.
Se o conflito se prolongar ou se expandir, o apoio pode crescer consideravelmente. Estimativas indicam que o total poderia chegar entre US$ 60 bilhões e US$ 100 bilhões ao longo do tempo, dependendo de como os países reorganizem seus financiamentos existentes.
É importante destacar que esses números representam capacidade potencial de financiamento, não um único pacote já aprovado.
Apesar do movimento global, vários detalhes continuam desconhecidos.
O documento interno citado nos relatórios não divulga todos os 27 países envolvidos nem o valor específico que cada governo pretende acessar.
Por enquanto, o quadro geral indica uma ação preventiva coordenada: países estão abrindo caminhos para financiamento rápido caso o impacto econômico da guerra — especialmente nos mercados de energia e transporte — continue se intensificando.