Por isso, US$ 4.900 é uma previsão mais prudente do que US$ 5.400, mas não representa uma aposta de baixa. A avaliação da instituição é que o ouro conta com fontes de sustentação que vão além das expectativas para os juros. A diversificação de reservas por bancos centrais de mercados emergentes e pelo setor privado — especialmente após o congelamento das reservas russas em 2022 — continua sendo a base da projeção revisada.
O cenário de alta depende principalmente da combinação de três forças:
Assim, a Goldman Sachs deixou espaço para que o ouro volte a testar ou até supere a antiga meta de US$ 5.400 se a demanda dos investidores melhorar enquanto a acumulação por bancos centrais continuar forte. Trata-se de um cenário condicional, e não de uma nova meta oficial da instituição.
O mecanismo, porém, funciona nos dois sentidos. Se a alta perder força ou os preços recuarem, as opções de compra ficam menos sensíveis ao preço do ativo. Os formadores de mercado podem reduzir seus hedges, enquanto resgates em ETFs, realização de lucros e vendas técnicas acrescentam pressão. O posicionamento em opções pode ampliar um movimento, mas não garante sua direção.
Dados do World Gold Council mostram que bancos centrais e outras instituições oficiais compraram 288,9 toneladas de ouro no segundo trimestre de 2026, alta de 62% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Polônia foi a maior compradora informada, enquanto a China também acelerou suas aquisições.
O momento dessas compras é relevante: a demanda do setor oficial aumentou em um trimestre de fraqueza para os preços do ouro. Isso sugere que a diversificação de reservas não foi apenas uma reação ao impulso de curto prazo do mercado.
Há, contudo, uma ressalva importante. As compras líquidas no primeiro semestre somaram cerca de 345 toneladas, o pior resultado para a primeira metade de um ano desde 2022. O desempenho forte do segundo trimestre reforça a tese otimista, mas não prova que as aquisições oficiais continuarão acelerando no mesmo ritmo até o fim de 2026.
Os fluxos dos ETFs de ouro ajudam a explicar por que a Goldman Sachs ficou mais cautelosa. Os ETFs americanos registraram uma entrada modesta de apenas US$ 44 milhões em julho, depois de resgates de aproximadamente US$ 6,4 bilhões em maio e junho. Os números indicam que a pressão vendedora começou a se estabilizar, mas ainda não mostram um retorno duradouro e contínuo dos investidores ocidentais.
Uma recuperação consistente das entradas tornaria a meta de US$ 4.900 mais fácil de alcançar e poderia criar as condições para uma alta acima desse nível. Se os resgates voltarem, por outro lado, o cenário de recuperação mais lenta — ou de uma queda mais profunda — ganharia força.
A prata compartilha com o ouro a sensibilidade aos juros, aos fluxos de investimento e ao posicionamento no mercado de opções, mas suas perspectivas são menos precisas. As previsões públicas estão bastante dispersas, e a compra divulgada de opções de compra com exercício em US$ 90 está relacionada ao posicionamento de curto prazo, não a uma meta da Goldman Sachs para a prata no fim de 2026.
Se a prata continuar subindo em direção ao nível de US$ 90, o hedge de delta dos formadores de mercado pode intensificar o avanço. Se a alta perder força, o desmonte desses hedges pode tornar a correção desproporcionalmente forte. A exposição da prata à demanda industrial acrescenta outra fonte de incerteza.
No curto prazo, o mercado tem observado a região de US$ 70 como uma possível zona de rompimento ou reteste. O nível de US$ 90 é uma referência muito mais elevada do mercado de opções, e não uma previsão confirmada.
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, está programado para fazer o discurso principal do Simpósio de Política Econômica de Jackson Hole em 28 de agosto de 2026. Os mercados buscarão sinais capazes de alterar as expectativas para os juros, os retornos reais dos títulos e o dólar.
Uma mensagem mais dura poderia pressionar o ouro, a prata, a demanda por ETFs e os hedges associados a opções de alta. Um tom menos rígido poderia favorecer os metais preciosos ao melhorar as perspectivas para os fluxos de investimento e para as compras dos formadores de mercado. O discurso é um catalisador, não uma indicação garantida de direção — mas ocorre em um momento de alta sensibilidade do mercado às mudanças nas expectativas de política monetária.
Relatos recentes do mercado apontaram que o ouro recuperou aproximadamente US$ 4.600 e voltou a negociar acima de sua média móvel de 200 dias, um sinal técnico construtivo. A sustentação dessa região manteria aberto o caminho até US$ 4.900; uma perda do nível, por outro lado, tornaria menos plausível um retorno à antiga meta de US$ 5.400.
A conclusão prática é direta: a meta revisada da Goldman Sachs é de US$ 4.900, apoiada pela tendência duradoura de diversificação das reservas dos bancos centrais, mas limitada por um cenário menos favorável do Fed e pelos fluxos ainda frágeis dos ETFs. O ouro pode superar essa projeção se a demanda ocidental retornar e o hedge de opções acrescentar combustível à alta. A prata pode oferecer um movimento mais forte, mas o posicionamento em opções de US$ 90 também torna seus riscos de queda mais difíceis de ignorar.
Por isso, US$ 4.900 é uma previsão mais prudente do que US$ 5.400, mas não representa uma aposta de baixa. A avaliação da instituição é que o ouro conta com fontes de sustentação que vão além das expectativas para os juros. A diversificação de reservas por bancos centrais de mercados emergentes e pelo setor privado — especialmente após o congelamento das reservas russas em 2022 — continua sendo a base da projeção revisada.
O cenário de alta depende principalmente da combinação de três forças:
Assim, a Goldman Sachs deixou espaço para que o ouro volte a testar ou até supere a antiga meta de US$ 5.400 se a demanda dos investidores melhorar enquanto a acumulação por bancos centrais continuar forte. Trata-se de um cenário condicional, e não de uma nova meta oficial da instituição.
O mecanismo, porém, funciona nos dois sentidos. Se a alta perder força ou os preços recuarem, as opções de compra ficam menos sensíveis ao preço do ativo. Os formadores de mercado podem reduzir seus hedges, enquanto resgates em ETFs, realização de lucros e vendas técnicas acrescentam pressão. O posicionamento em opções pode ampliar um movimento, mas não garante sua direção.
Dados do World Gold Council mostram que bancos centrais e outras instituições oficiais compraram 288,9 toneladas de ouro no segundo trimestre de 2026, alta de 62% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Polônia foi a maior compradora informada, enquanto a China também acelerou suas aquisições.
O momento dessas compras é relevante: a demanda do setor oficial aumentou em um trimestre de fraqueza para os preços do ouro. Isso sugere que a diversificação de reservas não foi apenas uma reação ao impulso de curto prazo do mercado.
Há, contudo, uma ressalva importante. As compras líquidas no primeiro semestre somaram cerca de 345 toneladas, o pior resultado para a primeira metade de um ano desde 2022. O desempenho forte do segundo trimestre reforça a tese otimista, mas não prova que as aquisições oficiais continuarão acelerando no mesmo ritmo até o fim de 2026.
Os fluxos dos ETFs de ouro ajudam a explicar por que a Goldman Sachs ficou mais cautelosa. Os ETFs americanos registraram uma entrada modesta de apenas US$ 44 milhões em julho, depois de resgates de aproximadamente US$ 6,4 bilhões em maio e junho. Os números indicam que a pressão vendedora começou a se estabilizar, mas ainda não mostram um retorno duradouro e contínuo dos investidores ocidentais.
Uma recuperação consistente das entradas tornaria a meta de US$ 4.900 mais fácil de alcançar e poderia criar as condições para uma alta acima desse nível. Se os resgates voltarem, por outro lado, o cenário de recuperação mais lenta — ou de uma queda mais profunda — ganharia força.
A prata compartilha com o ouro a sensibilidade aos juros, aos fluxos de investimento e ao posicionamento no mercado de opções, mas suas perspectivas são menos precisas. As previsões públicas estão bastante dispersas, e a compra divulgada de opções de compra com exercício em US$ 90 está relacionada ao posicionamento de curto prazo, não a uma meta da Goldman Sachs para a prata no fim de 2026.
Se a prata continuar subindo em direção ao nível de US$ 90, o hedge de delta dos formadores de mercado pode intensificar o avanço. Se a alta perder força, o desmonte desses hedges pode tornar a correção desproporcionalmente forte. A exposição da prata à demanda industrial acrescenta outra fonte de incerteza.
No curto prazo, o mercado tem observado a região de US$ 70 como uma possível zona de rompimento ou reteste. O nível de US$ 90 é uma referência muito mais elevada do mercado de opções, e não uma previsão confirmada.
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, está programado para fazer o discurso principal do Simpósio de Política Econômica de Jackson Hole em 28 de agosto de 2026. Os mercados buscarão sinais capazes de alterar as expectativas para os juros, os retornos reais dos títulos e o dólar.
Uma mensagem mais dura poderia pressionar o ouro, a prata, a demanda por ETFs e os hedges associados a opções de alta. Um tom menos rígido poderia favorecer os metais preciosos ao melhorar as perspectivas para os fluxos de investimento e para as compras dos formadores de mercado. O discurso é um catalisador, não uma indicação garantida de direção — mas ocorre em um momento de alta sensibilidade do mercado às mudanças nas expectativas de política monetária.
Relatos recentes do mercado apontaram que o ouro recuperou aproximadamente US$ 4.600 e voltou a negociar acima de sua média móvel de 200 dias, um sinal técnico construtivo. A sustentação dessa região manteria aberto o caminho até US$ 4.900; uma perda do nível, por outro lado, tornaria menos plausível um retorno à antiga meta de US$ 5.400.
A conclusão prática é direta: a meta revisada da Goldman Sachs é de US$ 4.900, apoiada pela tendência duradoura de diversificação das reservas dos bancos centrais, mas limitada por um cenário menos favorável do Fed e pelos fluxos ainda frágeis dos ETFs. O ouro pode superar essa projeção se a demanda ocidental retornar e o hedge de opções acrescentar combustível à alta. A prata pode oferecer um movimento mais forte, mas o posicionamento em opções de US$ 90 também torna seus riscos de queda mais difíceis de ignorar.