A General Compute já fez pedidos que somam US$ 300 milhões em chips SN50 e se autointitula a primeira neocloud a implantá-los . Esse movimento reflete uma mudança mais ampla no mercado em direção ao silício otimizado para inferência, ressaltada pela aquisição de US$ 20 bilhões da Groq pela Nvidia e pelo IPO de US$ 57 bilhões da Cerebras
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Mesmo os melhores chips são inúteis se não houver um lugar para ligá-los. O boom da IA criou um gargalo gigantesco na construção de data centers: novas instalações enfrentam prazos de anos e exigem investimentos de capital enormes. A resposta da General Compute é simplesmente pular a fase de construção.
O segredo está no design do hardware. Diferente dos clusters de GPUs que dependem de refrigeração líquida e consomem enormes quantidades de energia para o treinamento de IA, os chips SN50 da SambaNova são refrigerados a ar e têm um consumo de energia significativamente menor. Isso significa que eles não precisam de reformas caras e especializadas, podendo ser instalados em uma variedade muito maior de data centers já existentes .
Essa característica abre caminho para a jogada de infraestrutura mais criativa da startup: acordos de colocation com mineradores de criptomoedas. Com a queda na rentabilidade da mineração, muitos operadores ficaram com uma infraestrutura ociosa — prédios com enorme capacidade de energia, refrigeração industrial e rede de alta velocidade — em busca de um novo propósito . O plano da General Compute é simplesmente instalar seus racks de SN50 com refrigeração a ar nessas instalações prontas, obtendo acesso imediato às partes mais difíceis da construção de infraestrutura de IA sem gastar um único dólar ou um único dia em novas obras
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A estratégia da General Compute é uma aposta dupla no futuro da inteligência artificial. No lado do hardware, a empresa aposta que a inferência para agentes autônomos será um mercado distinto e massivo, que exige ASICs especializados, e não GPUs de treinamento reaproveitadas. No lado logístico, aposta que colocar chips para funcionar rapidamente, reaproveitando a infraestrutura existente, é mais importante do que buscar ganhos marginais em especificações técnicas. Se estiver certa, a General Compute não será apenas mais uma provedora de nuvem; será um modelo de como a próxima geração de empresas de IA pode resolver os gargalos físicos e financeiros mais urgentes do setor.